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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

Será que um crítico é basicamente um leitor muito bom?

 

James Wood: Penso que sim. Há na crítica literária um amadorismo agradável apesar de agora constar dos programas universitários. Um professor de literatura numa universidade de renome não é necessariamente alguém mais atento do que um leitor normal. A vantagem, claro, é que o leitor profissional tem uma erudição mais vasta. Mas enquanto crítico pouco mais se pode fazer do que treinar a atenção e ler bastante para que se possam fazer leituras comparadas.

 

James-Wood.jpg Foto: Stephanie Mitchell

 

Leia no site Electric Literature, a entrevista completa de James Wood, autor de A Mecânica da Ficção e A Herança Perdida, ambos publicados pela Quetzal.

«Com todo o respeito por Emma Bovary, Anna Karenina e Isabel Archer, nenhum homem moderno conseguiu imaginar uma protagonista feminina tão vívida e complexa como a antropóloga-amante-aventureira  sem nome de Acasalamento

Robert Christgau

 

«Uma das experiências de leitura mais hipnóticas que alguma vez tive.»

Margaret Forster, Sunday Telegraph

 

«Uma comédia de costumes que crepita de ideias.»

Observer

 

«Tudo está em jogo – eticamente, emocionalmente, imaginativamente. O melhor romance deste ano e sem dúvida dos que estão para vir.»

Natasha Walter, Independent Books of the Year

 

«Um sucesso retumbante.»

Guardian

 

«Emocionante, cheio de vigor e luminosidade. Poucos livros evocam tão eloquentemente o estado do amor no seu apogeu.»
Jim Shepard, New York Times

 

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Nas livrarias a 17 de julho.

«O título deste livro justificaria a inclusão do príncipe Hamlet, do ponto, da linha, da superfície, do hipercubo, de todas as palavras genéricas, e talvez de cada um de nós e da divindade. Em suma, quase do Universo. No entanto, limitámo-nos ao que a locução «seres imaginários» sugere, compilámos um manual das entidades estranhas que a fantasia dos homens gerou ao longo do tempo e do espaço.

Desconhecemos o sentido do dragão, como desconhecemos o sentido do Universo, mas algo há na sua imagem que está de acordo com a imaginação dos homens e, assim, o dragão surge em latitudes e idades diferentes.»

 

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O Livro dos Seres Imaginários, de Jorge Luis Borges, chega às livrarias a 17 de julho.

Em O Outro Lado do Paraíso, Paul Theroux navega entre memória e desejo, esperança e desespero, salvação e condenação. Um emocionante regresso a um terreno sobre o qual ninguém escreveu com tanto brilhantismo como Theroux. Leia no Ípsilon a recensão de Helena Vasconcelos.

«Resta dizer que, apesar de todas as tropelias e misérias a que expõe o seu “cavaleiro de triste figura” no bojo tenebroso do continente negro, o grande escritor que é Paul Theroux não consegue camuflar o seu amor por África. Mesmo que já não haja heróis, mesmo que o rico e condescendentemente generoso “homem branco” seja agora um espantalho derrotado, mesmo que já não haja escolas ou hospitais para construir, mesmo que, como Gala diz a Hock, “primeiro tiram-te o dinheiro, depois comem-te vivo”, mesmo que a arcádia imaginada se tenha convertido num inferno de violência, de doença e de cupidez, mesmo assim Theroux guia o seu próprio Virgílio e, tal como Dante (citado em epígrafe), percorre os ciclos do Inferno, do Purgatório e do Paraíso e ensaia sempre uma redenção.»

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A recensão de Hugo Pinto Santos, na Time Out, ao romance de estreia de Andréa Zamorano, A Casa das Rosas, um livro que tem surpreendido (e agradado) os leitores.

 

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«A Casa das Rosas não é apenas a narrativa da jovem que se vê encurralada num cativeiro de luxo – habilmente descrito: “A minha casa era o sarcófago imperial” – nem a exposição (formalmente quase irrepreensível, salvo algum excesso expressivo) de uma situação familiar sufocante e malsã. Um ecossistema em que o espectro do incesto, os logros da transferência e a pressão psicológica montam armadilhas difíceis de contornar para qualquer autor. E no entanto, este livro não deixa de ser também isso. Mas é, igualmente, um hábil contraponto romanesco à reconstrução histórica levada a cabo nos seus interstícios.»

«Sábio e sombrio. No seu testemunho final, Sontag reconhece que existem realidade que nenhuma imagem pode transmitir»

Los Angeles Times Book Review

 

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Este foi o último livro de Susan Sontag a ser publicado antes da sua morte, em 2004. É considerado por muitos uma continuação ou uma adenda aos Ensaios Sobre Fotografia (também publicado pela Quetzal), apesar de os dois livros terem opiniões sobre fotografia radicalmente diferentes. Este longo ensaio dedica-se sobretudo à fotografia de guerra. Enquanto desmonta uma série de lugares-comuns no que concerne as imagens de dor, horror e atrocidade, Olhando o Sofrimento dos Outros se, por um lado, reafirma a importância das mesmas, por outro, mina a esperança de que estas consigam comunicar alguma coisa de substancial. Por um lado, a narrativa e o enquadramento conferem às imagens o grosso do seu significado; por outro, os que não passaram por essas experiências tremendas «não são capazes de compreender, não são capazes de imaginar» o que essas imagens representam.

 

Olhando o Sofrimento dos Outros chega às livrarias a 3 de julho.

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