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«Há alguns anos, em Lisboa, num evento em que se discutia pela milésima vez a reforma ortográfica, um sujeito ergueu-se aos berros, no fundo da sala: “A língua é nossa!” Não fiquei surpreendido. A verdade é que ainda persiste em Portugal uma certa saudade imperial e, sobretudo, uma enorme ignorância no que diz respeito à história do próprio idioma. É sempre bom recordar que antes de Portugal colonizar África, os africanos colonizaram a Península Ibérica durante oitocentos anos. A língua portuguesa deve muito ao árabe. A partir do século XVI, com a expansão portuguesa, a língua começa a enriquecer-se, incorporando vocábulos bantos e ameríndios, expressões e provérbios dessas línguas, etc.. A minha língua é esta criação coletiva de brasileiros, angolanos, portugueses, moçambicanos, caboverdeanos, santomenses, guineenses e timorenses. A minha língua é uma mulata feliz, fértil e generosa, que namorou com o tupi e com o ioruba, e ainda hoje se entrega alegremente ao quimbundo, ao quicongo ou ao ronga, se deixando engravidar por todos esses idiomas.»


Leia a crónica de José Eduardo Agualusa n' O Globo

JEA02.jpg Foto: Pedro Loureiro

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«Noturno Chileno, publicado por Roberto Bolaño (1953-2003) três anos antes de morrer, e agora reeditado pela Quetzal, é, segundo o próprio autor, “uma metáfora de um país infernal”, ou, se quisermos, uma metáfora de um país falido e de uma literatura, também ela, falida.»

Helena Bento, Máquina de Escrever

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«Entre a partida e a chegada vivem-se os últimos dias do império. É isso que torna ainda mais fascinante este livro, clássico, de V. S. Naipaul. Um jovem indiano, de Trindade e Tobago, chega à rural Inglaterra e defronta-se com a descoberta de um mundo que pode tornar possível os seus sonhos. Algo que sucedeu ao próprio Naipaul, uma das grandes vozes da literatura de língua inglesa das últimas décadas.»

 

Fernando Sobral, Jornal de Negócios

 

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SÉRGIO GODINHO – APRESENTAÇÃO DO LIVRO “VIDADUPLA” E CONVERSA COM O AUTOR. 28 de março. 16h00. Biblioteca Municipal Abade Correia da Serra. Organização: Câmara Municipal de Serpa.

 

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 «“Vidadupla”, uma série de contos, feitos de histórias a partir de impressões do que se vê e do que se imagina, marca a estreia de Sérgio Godinho na ficção para adultos.


Apesar de ser a sua primeira incursão na ficção literária, Sérgio Godinho já publicou um total de 11 livros. Obras de géneros muito diferentes: Guiões de cinema (como "Kilas, o mau da fita”), poesia ("Sangue por um fio"), histórias para a infância ("O pequeno livro dos medos"), peças de teatro ("Eu tu ele nós vós eles") ou crónicas ("Caríssimas quarenta canções") são disso apenas alguns exemplos.» Aqui.

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«Contra a corrente da guerrilha partidária, Ana Cássia Rebelo (n. 1972) impôs à blogosfera uma persona desprovida de cautelas, Ana de Amsterdam. O blogue ressurge em forma de livro, prefaciado por João Pedro George, responsável pela selecção dos textos. Fica exarado: «uma grande escritora, uma radiação nova na literatura portuguesa.» Parece exagero, mas não é.»

 

Eduardo Pitta, Sábado

 

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«Finalmente, um grande romance chinês. Cifra destaca-se pelo seu ritmo, pela sua animação e pela pura novidade de uma história que agarra desde a primeira página.»

The Economist

 

«Um autor literário que obtém sucesso comercial é um acontecimento raro. Mas misturar géneros, reunir história e lenda, minar subtilmente um Estado repressivo – enquanto se gaba de vendas na casa dos milhões –, isso só pode acontecer com um autor. E, surpreendentemente, esse autor é chinês.»

The New Republic

 

«Apesar de todos os seus romances serem facilmente catalogados como thrillers de espionagem, como os de John Le Carré ou Robert Harris, eles são, além disso, uma criação literária original e fascinante.»

The DailyTelegraph

 

«Mai Jia proporciona uma viagem sedutora, mágica e misteriosa através da China. É uma alegria absoluta de ler.»

The Economist

 

«Um romance desafiador, absorvente e gratificante.»

The South China Morning Post

«Esta história enigmática é contada sempre de modo efervescente, numa prosa cheia de beleza. Quebrar um código – uma cifra – é estender a mão para o céu e esperar apanhar um pássaro. Neste livro, cada personagem é maior do que a vida.»

The Economist

 

«Contado por um narrador sombrio que trabalha sobre transcrições de entrevistas e documentos desclassificados, o livro vagueia entre a narrativa mítica e a especulação epistemológica. Há ecos de Chesterton, Borges, dos poetas imagistas, das escrituras cristãs e hebraicas, de Nabokov e Nietzsche.»

The Wall Street Journal

 

«Mai Jia é hábil ao explorar o mundo da matemática e da criptografia, tentando evocar as incertezas labirínticas, os paradoxos da “arte negra” e as obsessões de quem a pratica. Isto deixa-nos com apetite para ler mais deste autor extraordinário.»

The Guardian

 

«Mai Jia citou a influência de escritores como Borges e Nabokov – e há tons de Herman Melville na história do seu infeliz e inescrutável protagonista. Mas Cifra é uma obra inteiramente original: uma mistura coerente e poderosa de thriller de espionagem, saga histórica e puzzle matemático.»

FinancialTimes

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Além do nosso lançamento: O Que Não Pode Ser Salvo, o segundo romance de Pedro Vieira, ainda há tempo para o lançamento do livro de Bruno Vieira Amaral para a Fundação Francisco Manuel dos Santos, Aleluia! (na livraria Bertrand do Picoas Plaza, às 18h30, com apresentação de António Araújo e Henrique Monteiro).

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Diz o tradutor: A tua linguagem é riquíssima, mas acho que consegui dar um tom «legal» ao livro.

Responde o autor: O bom de ser em alemão é que eu nunca vou conseguir perceber.

Já está online a revista Blimunda, com a conversa entre Manuel Jorge Marmelo e o tradutor para o alemão, Michael Kegler, e com o texto de Bruno Vieira Amaral, para a mesa do Correntes D'Escritas em Lisboa, com o mote A inteligência é a alma dos livros. Para conferir aqui.

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Um dos nossos.

19.03.15

João Luis Barreto Guimarães é o próximo poeta n'O Poema Ensina a Cair, de Raquel Marinho, no Expresso Diário. Às sextas-feiras, às 18h00: um vídeo, um texto, dois poemas. E mais tarde, no blogue

 

 

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Epígrafe

19.03.15

Publicamos autores que roubam epígrafes a canções. O lançamento de O Que Não Pode Ser Salvo, de Pedro Vieira, é hoje, às 21h30, na Galeria Zé dos Bois.

 

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Sexta-feira, dia 20, disponível. 

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Ibn 'Ammâr

18.03.15

A Al-Mu 'Tamid

 

nada me move, meu príncipe,

senão a tua vontade. 

contigo vou, 

como o viajante noturno

guiado pelo clarão dos relâmpagos.

queres voltar para a tua amada?

vai num rápido veleiro

e seguirei no teu encalço, 

ou salta antes para a sela,

contigo irei também. e quando, 

graças à proteção divina,

chegarmos aos umbrais do teu palácio

permite que torne sozinho à minha casa.

não percas tempo a sacar a espada!

lança-te aos pés da que tem a cintura delicada

e compensa-a do tempo perdido: 

beija-a e aperta-a contra o peito.

e murmurem vossas bocas

meigas e doces palavras,

como os pássaros se respondem mutuamente

em suaves cantos ao romper da alva.

 

Tradução de Adalberto Alves.

 

 

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Cifra.

18.03.15

 

 

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Gatos

17.03.15

«Os seres humanos - pensa o gato - têm uma irremediável tendência para compreender tudo de forma distorcida. Isto porque os humanos partem da absurda crença de que são animais superiores, quando toda a gente sabe que os animais superiores são os gatos.

Os gatos - pensa a autora deste livro - têm muito para nos ensinar, mas para isso é necessário que estejamos atentos e dispostos a aprender. São carinhosos, mas nunca submissos; confiantes, mas só se excitarmos a virtude de uma conquista paciente; domésticos e independentes; aparentemente indefesos, mas na realidade muito mais preparados para a sobrevivência do que nós. E por baixo de um pelo de seda, ocultam-se as garras de uma fera e um corpo atlético invejável. 


Um livro que é uma joia para qualquer bom leitor e absolutamente indispensável para todos os amantes de gatos.»


Quase a chegar. 

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«A ideia de que há poemas que salvam a nossa vida não é nova - é uma das mais vulgares, mas nem por isso menos nobres, na história da leitura. Parte do princípio de que procuramos algum género de salvação.
O leitor que experimentou, em determinado momento, o efeito desse relâmpago, tem uma explicação para isso - e por várias vezes tentou estabelecer, por certo, que há uma resposta para a pergunta 'para que serve a poesia?' Talvez a resposta mais simpes seja 'Para isto: ser lida'»


Nas livrarias, à espera da primavera e dos leitores. 

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O Enigma da Chegada, publicado em 1987, é considerado o romance mais autobiográfico de V. S. Naipaul, prémio Nobel da Literatura em 2001. Chega às livrarias a 20 de março.

 

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Aqui está um excelente artigo sobre o conjunto da obra do escritor peruano Mario Vargas Llosa, vencedor do Nobel em 2010, a propósito da publicação nos EUA do seu mais recente romance O Herói Discreto, que a Quetzal publicou em 2013. Restless Realism: Mario Vargas Llosa's imagined lives.

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Pág. 1/2



QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

foto do autor


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