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Ao longo das gerações são sem conta as famílias portuguesas onde há alguém como o triste protagonista de Montedor: rapaz sem futuro, com um passado apenas de sonhos, arrastando-se num presente que é verdadeira morte lenta.

 

Mau grado a simplicidade das personagens e das cenas, há no romance uma tensão permanente, pode com verdade dizer-se que quase cada página encerra um momento dramático, ou antecipa uma tragédia, a qual, talvez porque raro chega a acontecer, cria um desespero cinzento, retratando bem, e cruamente, os medos e o sofrimento da sociedade portuguesa, passada e presente.

 

Publicado pela primeira vez em 1968, Montedor é o romance de estreia de J. Rentes de Carvalho, sobre o qual escreveu José Saramago: «O autor dá-nos o quase esquecido prazer de uma linguagem em que a simplicidade vai de par com a riqueza (…), uma linguagem que decide sugerir e propor, em vez de explicar e impor.»

 

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«Romance de géneros, e da violentação deles, O Tempo Morto É Um Bom Lugar é duplamente uma autobiografia, sem nunca o ser: de Soraya, personagem assassinada e autobiografada não se sabe por quem; e, muito mais subterraneamente, do próprio Manuel Jorge Marmelo, enquanto ex-jornalista. Policial que exibe as pistas para, de seguida, as aniquilar, a junção de todas as suas entradas produz, sobretudo, caminho, e não chegada. Porque este livro interroga, não apresenta soluções.»

 

Hugo Pinto Santos, Ípsilon

 

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«Mexendo os fios com mestria, Marmelo faz da coda melancólica do romance uma belíssima representação dos prodígios e ilusões da literatura. Se existir a verdade, como diz a dada altura uma das personagens, “pode muito bem ser uma coisa que não interessa a ninguém”. E o mais certo é termos de nos resignar, queiramos ou não, ao facto de que “a realidade e a aparência das coisas às vezes se confundem de uma forma tão íntima que se torna impossível destrinçá-las”.»

 

José Mário Silva, Expresso

 

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«Escrito em 1955, “A casa da aranha” (Quetzal Editores, 2014) permanecia por publicar em Portugal. Depois de inaugurar com “Viagens” uma série dedicada a Paul Bowles, a Quetzal edita agora este magistral romance do escritor norte-americano, passado em Fez, «uma cidade medieval em funcionamento no século XX.»

 

Apesar de à imagem de outros livros de Bowles estar nele espelhado o conflito entre civilizações, “A Casa da Aranha” leva ao extremo a clivagem entre a cultura árabe e a do descolonizador francês, apresentando uma história «não sobre o padrão tradicional da vida em Fez, mas sobre a sua dissolução.»

 

Pedro Miguel Silva, Deus me Livro

 

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«A história da China é um intrincado puzzle que nos seus tempos ancestrais tinha na figura omnipresente e omnipotente do Imperador, um cruzamento entre o Homem e um ser divino. O povo, completamente subjugado perante tal colossal força, enfrentava a vida como uma consequência das filosofias, politicas, desejos e caprichos do seu Senhor.

 

Cixi, uma das mulheres mais fortes da história chinesa, foi uma dessas marcantes personagens e ficou conhecida com a “Imperatriz Viúva”. O seu governo durou décadas e fez a difícil transição entre a era medieval e os tempos modernos. Viveu entre 1835 e 1908 e subiu na hierarquia imperial chinesa de forma meteórica depois de chegar ao convívio do Imperador como uma concubina incluída nos níveis inferiores.

 

Sob a forma de um fascinante documento bibliográfico, Juan Chang, a conhecida autora de livros como “Cisnes Selvagens”, transforma “A Imperatriz Viúva – Cixi, A Concubina que Mudou a China” (Quetzal, 2014), num completíssimo e apaixonante perfil de uma mulher que ousou desafiar tradições, mitos e personalidades tendo como fim em si mesmo o progresso da colossal China, um país que chegou a deter cerca de um terço da população mundial.»

 

Carlos Eugénio Augusto, Rua de Baixo

 

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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