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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

Nas escolhas dos críticos do Expresso constam alguns dos livros publicados pela Quetzal em 2013:

 

 

Ana Cristina Leonardo:

Alfabetos, Claudio Magris

Referência também a Os Níveis da Vida, de Julian Barnes, Uma Coisa Supostamente Divertida que nunca mais Vou Fazer, de David Foster Wallace e As Primeiras Coisas, de Bruno Vieira Amaral

 

José Guardado Moreira:

Alfabetos, Claudio Magris

 

José Mário Silva:

As Primeiras Coisas, Bruno Vieira Amaral

Cinerama Peruana, Rodrigo Magalhães

Referência também a Amuleto, de Roberto Bolaño

 

Pedro Mexia:

As Primeiras Coisas, Bruno Vieira Amaral

A Pedra Ainda Espera Dar Flor, Raul Brandão (Org. Vasco Rosa)

Referência também a Alfabetos, de Claudio Magris

 

«É desta experiência pessoal que nascem os vários episódios com habitantes locais, as ligações sexuais com algumas mulheres, as reflexões sobre a vida em geral e os viajantes em particular, os apontamentos irónicos sobre o acto de viajar em si – “o pôr do sol impõe um grande fardo ao viajante (…) sentimo-nos virtualmente obrigados a ir lá” – o desfazer de alguns mitos, as verdades às vezes mais cruas sobre as cidades (como o excesso de turismo em Ubud, Indonésia) e um reflexão, no papel, sobre o conjunto de experiências no estrangeiro, que formam as pessoas. Tudo escrito num misto de humor e seriedade, que deixa quase um rasto de espanto pelas pequenas verdades: “tens de ser estranho à paisagem para a poderes contemplar”.

 

E tudo isto sem cronologia – mas a exigir que se leia sem saltos –, e sem deixar perceber se os episódios aconteceram de facto, apresentando um lado oculto de cada cidade/ilha, em peças que prendem, como num bom romance, mas que não têm fim.» (4 estrelas)

 

Mariana Correia de Barros, Time Out

 

«Publicado em 1999, Amuleto é um romance breve que funciona como uma ponte entre as duas monumentais obras-primas de Roberto Bolaño: Os Detectives Selvagens (1998) e o póstumo 2666 (2004). Os livros do escritor chileno, embora autónomos, estão imbricados uns nos outros. Têm vasos comunicantes. Partilham temas, obsessões e personagens. Nas mais de mil páginas de 2666 não se encontra uma única frase que justifique o título, mas numa cena noturna deste Amuleto, com três personagens à deriva pela Cidade do México, a explicação surge quase como um prenúncio: no desamparo da madrugada, a Avenida Guerrero parece-se com “um cemitério de 2666, um cemitério esquecido sob uma pálpebra morta ou nascida morta, as aquosidades desapaixonadas de um olho que por querer esquecer uma coisa acabou por esquecer tudo.”» (5 estrelas)

 

José Mário Silva, Atual

 

O romance de estreia de Bruno Vieira Amaral foi ontem escolhido pela revista como o mais importante de 2013.

 

Publicado em outubro pela Quetzal Editores, As Primeiras Coisas, de Bruno Vieira Amaral, teve nos últimos meses uma entusiástica receção dos leitores e a confirmação da sua qualidade literária pela crítica.

 

Anteontem, no anúncio dos Prémios Time Out Lisboa 2013, o romance que conta a história do Bairro Amélia foi apresentado como o melhor livro português do ano.

 

 

 

«Em Lionel Asbo, o mais recente romance do britânico Martin Amis, o autor retoma o estilo excessivo e levado aos limites da caricatura selvagem ou do estilo pícaro que descarrila a alta velocidade. A acção desenvolve-se entre 2006 e 2013 e o personagem do título representa tudo aquilo que poderá suscitar pesadelos em qualquer mente urbana mais ou menos sã.» (5 estrelas)

 

Helena Vasconcelos, Ípsilon

 

 

 

«Três novelas compõem o auspicioso livro de estreia de Rodrigo Magalhães (n. 1975), Cinerama Peruana. Com grande maturidade narrativa, e uma riqueza vocabular pouco comum, o autor constrói um universo literário que surpreende pela sua singularidade na recente literatura portuguesa: mais ou menos em jeito de pequenas biografias, as histórias vão tomando forma como se fossem uma maneira de resistir ao esquecimento daquelas personagens infames, que têm como denominador comum responderem ao canto de sedução do mal; há nelas uma espécie de fascínio pelo bárbaro, pelo obscuro, material que alimenta as histórias contadas.» (4 estrelas)

 

José Riço Direitinho, Ípsilon

 

 

«Tudo servido com os ingredientes característicos da poesia do autor: observação e notação dos acasos do quotidiano, significação do insignificante, redução da grande escala à pequena escala com o propósito de tornar o poema próximo e reconhecível, sobriedade dos versos, exiguidade adjectival, trabalho de oficina, humor parentético e o império da metonímia que, tendo significado no anterior A parte pelo todo (2009) o livro pela morte (do pai do autor), significa, em Você está aqui, o espaço pelo tempo: por um presente que parece interminável, um presente eterno, um “estar aqui sem fim”, uma still life (p. 51) que, apesar de parada, ainda é vida – porventura vida suficiente para servir de fundamento à procura de algo que transcenda o mero estar.» (4 estrelas)

 

Rui Lage, Ípsilon

 

 

«Mentiras & Diamantes tem os ingredientes do thriller, com o escritor a manusear com mestria as técnicas do suspense numa teia cuidadosamente tecida e à prova do leitor mais treinado em encontra pontas soltas. Mas seria limitador reduzi-lo a um género. É uma interrogação sobre um tempo da história recente de Portugal ainda camuflado no silêncio, com uma crítica dura aos protagonistas da cena política nacional. E isto já não é novo em Rentes de Carvalho. É conhecido o desprezo do escritor pelos políticos e pelo rumo de um país que não conseguiu suportar pela claustrofobia dos costumes e do qual fugiu. É também conhecida a sua atracção pela possibilidade literária desse Portugal que, apesar de apontar o dedo ao ditador, nunca terá sido capaz de resolver uma mesquinhez e um provincianismo enraizados.» (5 estrelas)

 

Isabel Lucas

 

«A dimensão do seu discurso traduzia a dimensão do seu pensamento: a capacidade e a coragem de ir para lá do óbvio, de não se acantonar em lugares pacíficos, nem amanhãs que cantam, nem cinismo estéreis, nem totalmente otimista nem totalmente pessimista. No seu discurso, nas suas ideias e até na sua linguagem corporal a posição que escolhe é a mais difícil de todas: o equilíbrio no meio. Luta do agonismo, da incompletude, da incerteza. Um Ulisses que, mesmo estando em Ítaca, sabe que o chão que pisa não é sólido. […]

 

Há no pensamento e na escrita do ensaísta italiano a liberdade da errância. Como homem sensível e atento ele sabe manejar os sinais e os símbolos, as intuições, o visível e o invisível e interliga-los de forma a dar a ver sempre um ângulo novo da experiência.»

 

Joana Emídio Marques, QI

 

«Irma Voth, da escritora canadiana Miriam Toews, é um livro sobre o choque de civilizações num pequeno microcosmos: o encontro entre um horizonte artificialmente condicionado e as forças que o rasgam. O rígido quotidiano de uma comunidade menonita no Norte do México é agitado por uma equipa de filmagens que, ironicamente, pretende passar para o ecrã, da forma mais fiel possível, o estilo de vida de uma comunidade agrícola estancada no tempo, tendo a palavra de Deus como única inspiração e armadura.» (4 estrelas)

 

António Rodrigues, Ípsilon

 

 

 

 

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