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A morte da amada

28.11.13

«Os Níveis da Vida está dividido em três secções, sendo a primeira e a segunda de natureza enciclopédica (um tour d’horizon sobre balonismo, e a última uma homenagem à mulher que amou, Pat Kavanagh, a agente literária que foi sua mulher durante 30 anos. Não é fortuito que a badana da edição portuguesa inclua um breve verbete de Ms. Kavanagh. Com a morte de Pat, ele desmoronou: «Entre um Verão e um Outono houve ansiedade, alarme, medo, terror.» O suicídio esteve no horizonte, mas Barnes veio à tona, sem poupar no sarcasmo contra os que à sua volta (e foram muitos) fizeram de conta que nada tinha acontecido. Notável.»

 

Eduardo Pitta, Sábado

 

 

 

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Mark Blyth, autor de Austeridade – A História de uma Ideia Perigosa, participa numa conferência organizada pelo CIDEFF (Centro de Investigação de Direito Europeu, Económico, Financeiro e Fiscal), que terá lugar no dia 29 de novembro, às 9h30, no auditório da Faculdade de Direito de Lisboa. Com o tema «A Austeridade Cura? A Austeridade Mata?», a conferência conta ainda com a participação de figuras da área da economia como Teodora Cardoso, João César das Neves e Francisco Louçã.

 

O escocês Mark Blyth, professor de Economia Política no departamento de Ciência Política da Universidade de Brown, em Providence, Estados Unidos, referiu, em declarações por altura da publicação do livro em Portugal, que o facto de a austeridade «pura e simplesmente não funcionar» é a primeira razão pela qual a austeridade «é uma ideia perigosa».

 

 

Mark Blyth nasceu em Dundee, na Escócia, em 1967. Foi professor da Universidade Johns Hopkins entre 1997 e 2009, tendo terminado o doutoramento em Ciência Política na Universidade de Columbia em 1999. É autor de vários livros e atualmente professor catedrático de Economia Política Internacional, no departamento de Ciência Política da Universidade de Brown.

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«Especialista em desconstruir com as palavras um puzzle que dávamos por feito, Ali Smith baralha as peças e distribui-as de outra forma dando origem a novas realidades. Página 235: “Imaginem que o vosso corpo estava todo coberto de borboletas e que as borboletas eram olhos, a abrir e a fechar as asas como pestanas e ao mesmo tempo a ver tudo a níveis diferentes. Será que veríamos os lados de todas as coisas ao mesmo tempo?”»

 

Rui Lagartinho, Time Out

 

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O quarto romance do escritor brasileiro Daniel Galera, que a Quetzal irá publicar em janeiro de 2014, recebeu o Prémio São Paulo de Literatura, no valor de 65 mil euros, o mais elevado no Brasil.

 

Barba Ensopada de Sangue, que conta a história de um professor de educação física que procura desvendar o mistério da morte do avô, é também um dos finalistas do Prémio Portugal Telecom, cujo vencedor será anunciado no próximo dia 4 de dezembro.

 

«Barba Ensopada de Sangue é um livro muito forte e Daniel Galera, um escritor admirável – sério, robusto, tranquilo. E este é também um livro assim, desde a primeira página. Como alguém que sai de casa sabendo exatamente para onde quer ir. Vai firme, mas não apressa o passo.» Gonçalo M. Tavares

 

 

Daniel Galera nasceu em São Paulo, em 1979, mas passou grande parte da sua vida em Porto Alegre. Escritor e tradutor de literatura contemporânea de língua inglesa, foi um dos criadores da editora Livros do Mal, pela qual lançou o seu livro de estreia, Dentes Guardados (2001), e a primeira edição de Até o Dia em Que o Cão Morreu (2003), entretanto adaptado ao cinema. Cordilheira (2008) recebeu o Prémio Machado de Assis de Romance, da Fundação Biblioteca Nacional, e ficou em terceiro lugar na categoria Romance do Prémio Jabuti. Os seus livros estão publicados em Inglaterra, nos Estados Unidos, em França, Itália, na Argentina, Roménia e Holanda. Barba Ensopada de Sangue será o seu primeiro livro publicado pela Quetzal.

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Entrevista de Vanessa da Mata ao Globo:

 

«G1 - Agualusa escreveu "esta escritora vem da música e isso se percebe pela atenção ao ritmo e à melodia das frases". Como você trabalha com literatura e música?

 

Vanessa da Mata - Acho que existe mesmo um ritmo diferente, cada palavra tem a sua música. Eu percebo muito a melodia de cada palavra. Gosto das palavras, da descrição de como o personagem anda, de como ele fala, dos gestos, e é uma relação com a poesia talvez, com os detalhes. A letra é muito diferente de um livro. Ela é formada com caracteres certos, e com uma métrica muito posicionada para que a melodia encaixe muito bem em cima dela. Eu tenho uma letra mais desenhada para caber naquela melodia, geralmente eu adapto a letra à melodia. É diferente de um livro, em que você tem todo o espaço que quiser no mundo para criar a história que você quiser, mas tendo começo, meio e fim, por favor, e isso já é uma diferença gigantesca.»

 

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A Pedra Ainda Espera Dar Flor, coletânea de textos dispersos de Raul Brandão com organização de Vasco Rosa, é uma das obras que, a partir de 2013, integram o Plano Nacional de Leitura.

 

 

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«Compreende-se que Bruno Vieira Amaral (n. 1978), crítico, tradutor, bloguista, ligado ao mundo da edição, se tenha estreado em livro com ensaios breves sobre as personagens da ficção portuguesa. Porque o seu primeiro romance é acima de tudo um inventário de personagens, personagens no sentido masculino e feminino do termo, que têm “espessura” ou “densidade” mesmo quando existem apenas em capítulos curtos e depois se eclipsam. São personagens “secundárias”, secundárias também na vida, e têm vidas miseráveis, desperdiçadas, vidas vencidas. Apesar disso, não se espere deste romance sentimento fácil, indignação fugaz, paternalismo, demagogia ou poesia duvidosa: Amaral não dá um passo em falso durante trezentas páginas, o pathos é sentido, a prosa é imaculada sem ser exibicionista, a verdade magoa.»

 

Pedro Mexia, Expresso

 

 

 

 

 

 

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«Embora seja possível visitar os lugares descritos por Paul Bowles nestes textos, já se desvaneceram as realidades aqui retratadas, que dizem respeito, na sua maioria, ao período entre 1930 e 1960. Por outro lado, os lugares mais citados são Tânger, onde Bowles assentou arraiais durante 52 dos seus 88 anos de vida, e o Ceilão, onde Bowles também viveu durante vários anos, pelo que não se encaixam na acepção estrita da “literatura de viagens”, usada para catalogar o livro de Bowles. São, no entanto, relatos vivos de paragens exóticas, perspicazes e permeados por fina ironia, vistos por olhos ocidentais e que proporcionam proveitosa leitura.»

 

José Carlos Fernandes, Time Out

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Na próxima 6ª feira, dia 22 de novembro, J. Rentes de Carvalho estará na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo para apresentar o seu mais recente romance, "Mentiras & Diamantes", publicado este ano.

 

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«O mercado editorial português foi marcado, em 2012, pelo lançamento de “A Piada Infinita”, de David Foster Wallace. Até à data sem qualquer livro publicado em Portugal, a obra de Wallace começava logo pela edição da sua obra mais colossal que, segundo a revista Time, estará bem posicionada na lista dos 100 melhores romances escritos na língua inglesa.

 

Continuando uma missão literária orientada para o serviço público, a Quetzal edita agora “Uma coisa supostamente divertida que nunca mais vou fazer” (Quetzal Editores, 2013), livro que revela outra das muitas facetas do escritor norte-americano: a de ensaísta e repórter.

 

O livro reúne nove textos de uma diversidade extrema, entre o humor e a sátira, que mostram um escritor cerebral e inventivo capaz de questionar a loucura e o absurdo do mundo em que vivemos, de qualquer ângulo ou inclinação.»

 

Pedro Miguel Silva, Rua de Baixo

 

 

 

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Mazagran, publicado pela Quetzal Editores em outubro de 2012, foi o livro distinguido na edição deste ano.

 

 

As crónicas publicadas por J. Rentes de Carvalho nos jornais neerlandeses NRC-Handelsblad e Volkskrant estão reunidas no volume Mazagran, que o júri do Grande Prémio do Conto APE/CM Sintra escolheu distinguir, entre as 34 obras apresentadas a concurso. Francisco Duarte Mangas, Manuel Frias Martins e Serafina Martins, que integravam o júri, decidiram por unanimidade.

 

Parabéns ao autor!

 

 

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«Hoje em dia, tanto na Europa como nos Estados Unidos defendem-se políticas de austeridade duras e radicais a fim de salvar a economia, como se os culpados fossem os contribuintes. E para a solução da crise financeira implementam-se políticas draconianas de corte na despesa pública como uma espécie de castigo sobre os cidadãos, acusados de terem vivido acima das suas possibilidades - e que agora terão de «apertar o cinto».

 

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«No livro, o narrador volta ao lugar de onde veio. Precisa de se reconciliar com o “bairro meteorito onde confluem vários acidentes históricos” e de onde saiu com vontade de esquecer. Um lugar parecido ao Bairro do Fundo de Fomento, onde tanto se encontram habitantes de antigos bairros de lata como retornados que estavam espalhados por hotéis e parques de campismo de Lisboa. Este espaço foi recriado como Bairro Amélia, destino fictício, “justaposição de vários sítios e histórias”; destino de maior liberdade para o autor, onde ainda assim qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidência.»

 

Catarina Homem Marques, Time Out

 

 Foto: Ana Luzia

 

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«Claudio Magris é um intelectual cujo sonho é, a seu modo, à escala do Danúbio. O rio que tanto testemunhou o esplendor da dinastia dos Habsburgos como a sua derrocada, com o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, em Sarajevo. O sonho de Magris é o de uma Europa política federal, que não descure a extensa amostra de identidades europeias, como diz em entrevista ao Negócios. “Acredito num Estado europeu que seja federalista e descentralizado. No que diz respeito à identidade, creio que temos de falar em identidades. Ou seja, cada um tem uma identidade de género, uma identidade cultural, uma identidade política. Eu, por exemplo, sou mais próximo de um liberal uruguaio do que de um fascista de Trieste. Todos temos diferentes identidades”, explica o escritor italiano, de 74 anos, nascido em Trieste.»

 

Entrevista de Claudio Magris ao Jornal de Negócios

 

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Nas livrarias

01.11.13

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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