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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

«Escrever um romance de ideias, profundamente marcado por uma certa visão do mundo, parecendo que se está unicamente a contar uma história que merece ser contada, é feito apenas ao alcance de grandes escritores. Com a mão certeira para embrenhar a narrativa num percurso ideológico, Vargas Llosa assina em O Herói Discreto uma história folhetinesca com contornos policiais (na verdade, duas histórias que caminham paralelas até se fundirem numa só narrativa) onde o seu manancial de recursos literários se desenrola com todo o esplendor.»

 

Sara Figueiredo Costa, Time Out

 

«No início deste ano, Magris assinou com outros intelectuais (nomeadamente Umberto Eco, Salman Rushdie, Julia Kristeva, Fernando Savater e António Lobo Antunes) um manifesto de Bernard Henri-Lévy intitulado “Europa ou caos?”, onde se diz que a Europa – como “ideia”, como “sonho”, como “projeto” – “não está em crise, está em vias de morrer”. Embora concorde com a denúncia do manifesto, ao assiná-la sentiu um certo incómodo: “A verdade é que não me parece que os intelectuais sejam mais clarividentes quanto aos problemas que dizem respeito a todos. Não gosto de ver os escritores e outros artistas elevados ao estatuto de sacerdotes de uma religião laica, como se compreendessem melhor a realidade do que as pessoas que não escrevem ou que não criam.” Quanto ao eventual melhor conhecimento que os escritores terão da natureza humana, desvaloriza-o: “Talvez isso seja verdade, mas conhecem a natureza humana de um ângulo que não é necessariamente o mais importante para a vida política de um país. Não podemos aplicar os mesmos critérios à minha loucura e ao problema das crianças que não têm escola.”»

 

Excerto da entrevista que Claudio Magris concedeu a José Mário Silva, publicada no suplemento Atual, do Expresso.

 

«Foi assim que chegámos (tendo como base estudos dos italianos Alesina e Ardagna) à conclusão que a austeridade não afectaria o crescimento. A ortodoxia tomou conta da zona euro e, exceptuando o caso da Grécia (onde as contas estavam comple...tamente deturpadas e o sistema fiscal não funciona minimamente), a austeridade continua, asfixiando as economias dos países que só com um perdão de parte da dívida conseguirão alguma vez pagá-la. A austeridade continua a ser um farol para a União Europeia, mas cada vez mais parece ser um poço sem fundo, como demonstra Mark Blyth neste livro fundamental.»

Fernando Sobral, Jornal de Negócios
 

«Uma Coisa Supostamente Divertida que Nunca Mais Vou Fazer, o texto que fornece o título a esta colecção de ensaios – nove, no total, publicados entre 1993 e 2009 em várias revistas americanas – é um exemplo perfeito da sua técnica e do seu espírito. Contratado para escrever uma peça sobre um cruzeiro de luxo nas Bahamas – símbolo do hedonismo desenfreado ligado estreitamente ao verbo “mimar” que, como enfatiza o autor, constitui o refrão dos directores e promotores do navio, ironicamente chamado Nadir –, Wallace acaba por falar incessantemente da morte em todas as suas declinações, presente na claustrofóbica intimidade forçada entre tantos seres estranhos, num mar vasto e terrífico, e como uma sombra funesta, na assídua repetição do excesso e no tédio daí decorrente.»

 

Helena Vasconcelos, Ípsilon

 

J. Rentes de Carvalho sobre As Primeiras Coisas (o texto pode ser lido na íntegra no blogue do escritor - Tempo Contado)

 

 

«Espero que acreditem se lhes disser que a literatura é a minha vida. Que nos juízos que sobre ela faço não entram amizades nem gentilezas, muito menos favores. Dependências não conheço, dívidas não tenho, nem submissões. Também podem estar certos de que sou avaro de qualificativos, e não me arrisco a fazê-los à ligeira.

Pesando as palavras, seguro de que não exagero, é invulgar a satisfação que tenho em poder dizer que Bruno Vieira Amaral é um grande escritor, e As Primeiras Coisas um grande livro.»
 

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