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Os Emigrantes

27.03.13

«Há muito que os livros de W. G. Sebald ganharam o rótulo de obras-primas. Ilusória e incatalogável, a prosa de Sebald navega entre a meditação e a elegia, a fotobiografia e o livro de memórias, a prosa e a poesia, a história e a invenção. Segundo ele, a sua escrita é “uma metáfora ou alegoria de um evento histórico colectivo.”

Nascido na Alemanha em plena Segunda Guerra Mundial, a sua vida e obra cresceram à sombra de um eterno conflito que, mesmo após o cessar do último tiro, continuou a travar uma luta imensa na sua alma. Nos seus livros, para além da evocação de escritores como Kafka, Benjamin ou Conrad, há a presença constante e ameaçadora da sombra da História: o imperialismo europeu, a destruição ambiental e o Holocausto moram em todas as obras. Sebald será uma espécie de arqueólogo da desgraça, um coveiro da melancolia, mas o seu grande triunfo é o de conseguir dotar de esperança um cenário que parece estar apenas reservado à dor e à morte.»

 

Pedro Miguel Silva, Rua de Baixo

 

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Esta é a grande biografia de Mao Tsé-Tung, o livro que resultou de mais de uma década de pesquisa e de inúmeras entrevistas com muitos dos que privaram com Mao dentro da China, e com todos os que com ele tiveram contactos relevantes no estrangeiro.

Pródigo em revelações surpreendentes, Mao, A História Desconhecida arrasa com os mitos (o da Longa Marcha, por exemplo, ou o de uma conduta norteada por ideais e ideologias), mostrando a forma como ascendeu ao poder e liderou a China num regime de coação, intriga e chantagem, que se saldou no extermínio de dezenas de milhões de chineses – 38 milhões morreram durante a maior fome da História; ao todo, mais de 70 milhões foram vítimas da governação de Mao – em tempo de paz.

E se por um lado explora a personalidade de Mao na sua atuação pública e política, revela, por outro, as histórias desconhecidas (e verdadeiramente cruéis) da sua vida privada e íntima – com os filhos, as mulheres e as amantes.

Mao, A História desconhecida, de Jung Chang – autora do romance Cisnes Selvagens – em colaboração com o marido, o historiador britânico Jon Halliday, considerado livro maldito e totalmente banido da China, é um documento fascinante quer para o leitor especializado, quer para o leitor comum.

 

 

 

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Jorge Ferreira, «o conde», recebe na sua quinta algarvia uma jovem e bela inquilina inglesa, que pretende escrever um livro. O anfitrião é um homem educado, atraente e rico, mas em extremo reservado – não se lhe conhecem amigos, amantes ou relações familiares –, que partilha a grande casa senhorial com duas amas e uma governanta. O seu passado esconde um trauma que o acompanha até hoje e que ele pretende eliminar da memória. Pelo contrário, Sarah Langton, filha de um milionário italiano, é impulsiva e aventureira, «viciada em liberdade» – o que não consegue conciliar com a reclusão e a disciplina que a escrita exige. Tudo parece concorrer para que estas duas personagens se aproximem lentamente e que comecem a processar o que as atormenta (a Jorge, os episódios do passado; a Sarah, extrema dificuldade em escrever alguma coisa pertinente para o seu livro misterioso). Mas a súbita visita de «Biafra» – «vistoso fato de linho branco, cravo na botoeira, panamá na mão» –, que vem para tentar uma pequena chantagem, dá lugar a uma cascata de revelações, desenlaces, homicídios, suicídios e desaparecimentos entre a Nigéria, Marrocos, Algarve, Londres e Amsterdão, tendo como pano de fundo o tráfico de diamantes e um país corrupto e corrompido, entregue aos seus segredos de família.

Mentiras & Diamantes, o mais recente e inédito romance de J. Rentes de Carvalho, é um thriller habilmente construído e uma narrativa implacável, violenta e sexy. E um maravilhosamente obscuro objeto de suspense.

 

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Sobre Amuleto

25.03.13

«Publicado em 1999, Amuleto é um romance breve que funciona como uma ponte entre as duas monumentais obras-primas de Roberto Bolaño: Os Detectives Selvagens (1998) e o póstumo 2666 (2004). Os livros do escritor chileno, embora autónomos, estão imbricados uns nos outros. Têm vasos comunicantes. Partilham temas, obsessões e personagens. Nas mais de mil páginas de 2666 não se encontra uma única frase que justifique o título, mas numa cena noturna deste Amuleto, com três personagens à deriva pela Cidade do México, a explicação surge quase como um prenúncio: no desamparo da madrugada, a Avenida Guerrero parece-se com “um cemitério de 2666, um cemitério esquecido sob uma pálpebra morta ou nascida morta, as aquosidades desapaixonadas de um olho que por querer esquecer uma coisa acabou por esquecer tudo.”»

 

José Mário Silva, no Expresso, dá cinco estrelas ao livro de Roberto Bolaño

 

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«Vasco Rosa acrescentou em cerca de 50 o número de escritos dispersos de Raul Brandão (1867-1930) que já reunira num livro anterior. A tarefa a que pôs ombros é digna de um rato de biblioteca. É que só através de autênticas escavações por publicações periódicas foi possível alargar o conhecimento da actividade jornalística do autor de Os Pescadores

 

Diogo Ramada Curto, Ípsilon

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A 12 de abril

21.03.13

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«O que mais se destaca neste conjunto de textos de imprensa é a qualidade da prosa. E o negrume. Por todo o lado há húmus, pescadores, amargura infinita, água escura, ventania, «noite camilesca» e revolta. Camilo, o génio que em nada deixa de meter coração e raiva, é o seu modelo, até porque encontra dor em tudo: «Camilo, pelo seu tipo de romântico, com a vida batida a galopadas, de raptos, de amores, de rija pancadaria» (p. 80). No enterro de Guerra Junqueiro, o cronista recorda os humildes, os pastores, as mulheres parindo filhos para a desgraça e a dor (p. 75). Silva Pinto é menos a sua obra do que um homem apegado à bengala, arrastando uma perna, com os cabelos já brancos e agitados, e sempre furioso com todos: «Se há homens que nascem com esta sina, sofrer, Silva Pinto é um desses» (p. 102). Aníbal Fernandes Thomaz, homem de biblioteca «que cheira um nada a bafio», confessa-lhe: «O que eu tenho sofrido!...» (p. 108). Com a sua pomposidade, Almeida Garrett é uma caricatura andante que envergonha: «quando um janota qualquer finge que tem cabelos e se aperta com um espartilho, não sofre: a futilidade dá-se bem com a futilidade. Mas um homem de génio nunca desce, sem sentir que se rebaixa.» (p. 72). É caso para dizer que os livros, os lugares e as pessoas (povo, amigos escritores) são construções de Raul Brandão, são o próprio Raul Brandão. O mundo existe no interior do escritor. As pessoas e os lugares são como ele os imagina. Nada existe fora do cérebro porque no fundo a única realidade existente é o eu.»

 

Paulo Rodrigues Ferreira, Orgia Literária

 

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«A Pedra ainda espera dar flor», o livro onde Vasco Rosa reuniu textos dispersos de Raúl Brandão, muitos deles inéditos, já passou pelas mãos e voz do Carlos Vaz Marques, no Livro do Dia. Está aqui o link, para quem quiser ouvir ou re-ouvir. 

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Na quarta-feira, Dia Mundial da Poesia, o poeta João Luís Barreto Guimarães vai tomar conta do Facebook das Livrarias Bertrand. É seguirem o nosso autor. 

 

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Até dia 30 de junho é possível ir até Barcelona e ver a exposição Archivo Bolaño 1977-2003, no CCCB - Centre de Cultura Contemporània de
Barcelona
. Passam este ano dez sobre a morte do autor de 2666 e esse é o pretexto para essa mostra. Isabel Coutinho fala dela no Ípsilon de hoje, edição em papel ou para assinantes, e dela dá também conta a reportagem de Cassiano Ellek Machado, na Folha de São Paulo

 

 

 

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Brevemente disponível de novo.

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«Esta vai ser uma história de terror. Vai ser uma história policial, uma narrativa de série negra e de terror. Mas não parecerá. Não parecerá porque sou eu que a conto. Sou eu que falo e por isso não parecerá. Mas no fundo é a história de um crime atroz. 

 

Eu sou amiga de todos os mexicanos. Podia até dizer: eu sou a mãe da poesia mexicana, mas o melhor é não dizê-lo. Conheço todos os poetas e todos os poetas me conhecem a mim. Por isso podia até dizê-lo. Podia dizer: sou a mãe e sopra um zéfiro danado há séculos, mas é melhor não dizer. Podia dizer, por exemplo: conheci Arturito Belano quando ele tinha dezassete anos e era um menino tímido que escrevia peças de teatro e poesia e não sabia beber, mas seria de alguma forma uma redundância e a mim ensinaram-me (com um chicote ensinaram-me, com uma vara de ferro) que as redundâncias sobram e que o argumento por si só é suficiente.

 

O que eu posso dizer, sim, é o meu nome.»

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Com apenas três romances, todos premiados, Dana Spiotta tem sido aclamada pela crítica como uma das grandes vozes da ficção americana dos últimos anos. Spiotta é professora da Universidade de Syracuse e vive em Nova Iorque com o marido e a filha. Destruir a Prova (Eat the Document) é o seu romance-estreia em Portugal. 

 

 

 

Da imprensa internacional:

«Esplêndido. Tem a ferocidade 'staccato' de Joan Didion, a ressonância história e a diversão de Don DeLillo.»

Michiko Kakutano, The New York Times

 

«Brilhante e evocativa (...) esta obra está preparada para remexer na história moderna.» 

David Thomson, The York Observer


«Prepassado por uma inteligência subtil (...), singularmente poderoso e provocador (...). Spiotta possui uma sensibilidade irónica, justapondo o fervor dos anos 70 com o oportunismo dos anos 90.»

Caroline Leavitt, The Boston Globe
 

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Prémio da Rosenthal Foundation - Academia Americana das Artes e Letras

Finalista do National Book Award

 

 

 

 

 

Eat the Document - com o mesmo título do célebre documentário sobre uma tournée de Bob Dylan no Reino Unido, em 1966 - é uma poderosa história sobre o idealismo, a paixão e o sacrifício, que se desloca entre os movimentos subterrâneos dos anos 1960 e os seus ecos e consequências nos anos 1990. Um retrato arrebatador de duas eras e um dos romances mais provocadores dos últimos anos. Uma estreia literária fulgurante em Portugal.

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«Para o escritor chileno Roberto Bolaño (1953 - 2003) a literatura era o duro ofício de dar voz aos fantasmas que habitam a noite escura da alma esses lugares onde já mal se ouvem canções e onde cabem a loucura e o horror.»

 

Arranca assim o texto de José Riço Direitinho, no Ípsilon de hoje, sobre Amuleto, o nosso novo livrinho do Bolaño. E, sim, podemos escrever 'livrinho', são 138 páginas, de literatura bolañiana, é certo, mas 138 páginas. 144 páginas e 5 estrelas.

 

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Raul Brandão nasceu a 12 de março de 1867, na Foz do Douro, no Porto. Viveu entre 1886 e 1901 em Guimarães, cidade que deu o seu nome à Biblioteca Municipal. Estivemos lá, no dia 12 de março, para mais uma apresentação de «A pedra ainda espera dar flor», os textos dispersos - e muitos deles inéditos - reunidos por Vasco Rosa. Na imagem, Vasco Rosa; a Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Guimarães, Dra. Francisca Abreu, e o Professor José Carlos Seabra Pereira, da Universidade de Coimbra.

Aqui fica o texto lido pelo organizador desta colectânea, na noite em que se celebrava o nascimento de Raul Brandão: 

 

 

«Muito obrigado pelas suas generosas palavras, meu caríssimo Professor José Carlos Seabra Pereira. Quando me apresentou no colóquio sobre Raul Brandão em Manaus, em Agosto do ano passado, fiquei vermelho como um tomate. Hoje senti-me já vermelhusco como um pimento ao sol numa banca de feira minhota. Que acontecerá numa próxima ocasião brandoniana?!... Bem haja por ter enriquecido este lançamento com o valor da sua palavra, a lição da sua sabedoria e a dádiva do seu tempo.


Quero naturalmente agradecer à Câmara Municipal de Guimarães, na pessoa da Sra. Vereadora da Cultura Francisca Abreu, à Biblioteca Municipal e à Dra. Ivone Gonçalves, sua directora, e à cooperativa A Oficina, a oportunidade de aqui estar no dia do aniversário do escritor, nascido há 146 anos no Porto, mas tão profundamente vinculado a Guimarães. E quero agradecer muito ao arquitecto arquitecto Manuel Roque e engenheira Estrela Roque a visita que nos concederam à famosa Casa do Alto, em Nespereira, e felicitá-los como português pelo belo restauro que ali empreenderam, salvaguardando a memória desse ícone da vida e da obra de Raul Brandão, cuja intensidade carismática percorreu gerações e brilhará ainda por muitas mais.


Permitam-me uma nota pessoal e que dedique as palavras que se seguem ao meu filho Tomás, que dentro de poucas horas fará 20 anos e que só não está fisicamente entre nós por se encontrar na Lituânia, num semestre de Erasmus.

 


Todo o tempo que dediquei à pesquisa dos dispersos de Raul Brandão dou-o por muito bem empregue, pela certeza, sempre crescente e confirmada, de que publicá-los representaria um grande avanço para uma leitura mais completa da sua obra literária e para uma compreensão mais ampla da sua vida enquanto escritor que também foi um homem de jornais. A biografia que Guilherme de Castilho lhe dedicou em 1978, e que eu, também com 20 anos, curioso por biografias, então li, deixava já muitas indicações a quem quisesse aventurar-se na reconstituição e publicação dos artigos e crónicas que Brandão escreveu em revistas literárias e em jornais. Vinte anos depois, em 1998, dirigindo a editora Cosmos, pude perceber que a tese académica de Vítor Viçoso sobre Raul Brandão, produzida anos antes, estava ainda por publicar e tomei a iniciativa de promover a sua edição, como contraforte das obras do nosso escritor então em curso de publicação numa série de Clássicos Portugueses. Também neste seu importantíssimo estudo, este professor da Faculdade de Letras de Lisboa comentava e discutia textos de Raul Brandão em jornais como Correio da Manhã, da década de 1890, aos quais dava especial significado, sem que os mesmos pudessem ser lidos em qualquer um dos seus livros. Também o precioso Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa (1900- 1940), de Daniel Pires, e o catálogo da exposição na Biblioteca Nacional por ocasião dos cinquenta anos da morte de Raul Brandão, acrescentavam o registo de outras publicações a que dera contributos literários, e ainda inéditos em livro. 

 

Por tudo isso, quando, poucos anos depois, em 2004, desenvolvi o projecto de uma colecção de livros de escritores-jornalistas, a escolha de Raul Brandão era para mim das mais evidentes. Foi assim que preparei o livro Sonhos, chamando a título uma das palavras centrais da mundividência brandoniana. A colecção tinha carácter efémero, dada a sua circulação restrita a bancas de jornais, o que me deixou campo aberto para fazer dois anos depois uma reedição revista e muito aumentada, já em dois volumes, pela editora Ambar, do Porto: Lume sob Cinzas e Paisagem com Muitas Figuras. Alarguei já aqui o fôlego e o raio de acção dessa arqueologia literária, praticamente duplicando a recolha precedente. Os leitores fiéis e reincidentes dos livros de Raul Brandão devem ter tido curiosidade por essas novidades velhas, porque a edição de 1500 exemplares esgotou-se em poucos anos, o que me deu a possibilidade de trabalhar com vista a uma nova edição, ainda mais reforçada que a anterior. 

 

Este work in progress, esta possibilidade de acrescentar materiais a um trabalho anterior, que a pesquisa, o acaso e a generosidade de amigos — entre os quais quero evocar aqui o sr. Luís Amaro, antigo colaborador da Fundação Calouste Gulbenkian — permitiram localizar e integrar, fazem desta edição de Dispersos de Raul Brandão uma recolha quase absoluta dos seus trabalhos publicados na imprensa. Escrevo quase absoluta porque seria audaciosa petulância supor que nada me escapou, ou que nenhum jornal contendo colaboração do nosso escritor foi irremediavelmente destruído pelos elementos e pelo descuido do Homem e das instituições. Quem nos pode garantir que em algum jornaleco de remota província, daqueles que duraram escassos meses, como houve tantos em finais do século xix e inícios do xx, não nos surgirá um dia, para nosso espanto e júbilo, uma crónica, um conto, uma narrativa de viagem do autor de Húmus? Quem pode dizer que a descoberta do passado foi concluída? Ninguém pode. Mas ainda bem! 

 

Na minha actividade, preparei outras recolhas de escritos de autores de que gosto muito, mas em nenhuma delas fui tão longe como com Raul Brandão. Tão longe na extensão do esforço dispendido e tão longe, também, na busca de entendê-lo tão bem para que, desse modo, o meu trabalho de editor fosse o mais claro, objectivo e discreto possível. Obviamente, a minha cabeça e a minha mão não são a do escritor, o título do livro, a organização, designação e sequência dos capítulos são todos meus, mas acredito ter conseguido que a letra e o espírito deste livro sejam imediatamente reconhecíveis pelos leitores habituais da obra de Raul Brandão como um trabalho dele. 

 

Estes dispersos são como peças de um puzzle que acrescentam, preenchem e completam a paisagem da obra literária de Raul Brandão. Muitos destes textos podem surpreender até os leitores mais fiéis da sua obra, que sabem que os temas e as personagens são recorrentes, o que aqui se confirma amplamente. Vão gostar de ler textos sobre os pescadores escritos duas décadas antes do grande livro dedicado às gentes do mar. Quem é mais atento à dramaturgia de Raul Brandão encontrará aqui páginas de crítica que iluminam a sua vontade de renovação do teatro do seu tempo. As suas preocupações sociais  estão espelhadas em reportagens em presídios, abrigos e lares de idosos e no capítulo «A voz do homem», que aborda o anarquismo, a revolução francesa, o sacerdócio católico, o humanitarismo internacional, e o golpe militar de 5 de Outubro que em 1910 impôs a república a Portugal. A sua faceta de crítico literário aparece pela primeira vez, a par de páginas de outra tonalidade que poderiam ter sido entremeadas às suas Memórias. Alguns escritos sobre a paisagem portuguesa dão-nos o melhor do escritor que foi também um colorista exímio.

 

Muito pode ainda ser feito por Raul Brandão e Guimarães, a que ele esteve tão profundamente ligado e que conserva o seu espólio literário, tem condições e créditos especiais para chamar a si o protagonismo de uma campanha pelo seu reconhecimento como um grande escritor europeu e universal. Que as oportunidades perdidas não travem a Cidade nessa tarefa infinita de lembrar, prestigiar, ler e dar a ler um dos melhores escritores portugueses de todos os tempos.

 

Muito obrigado!!»


 

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A Quetzal é uma equipa de pessoas, com vidas e leituras além do escritório. Não estranhem o abrandamento dos posts no blogue nos próximos tempos, um de nós, o Bruno Vieira Amaral vai estar fora durante umas semanas e os posts ficam a cargo de vai garantindo o trabalho no escritório. Até breve. 

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Realiza-se na próxima quinta-feira, dia 7 de março, às 18h30, o lançamento do livro de Raul Brandão, A Pedra Ainda Espera Dar Flor, organizado por Vasco Rosa. O livro será apresentado por Otavio Rios e Vítor Viçoso. O evento terá lugar no Centro Nacional de Cultura, Largo do Picadeiro, nº 10, 1º.

 

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«A verdade é que Ginsberg, Burroughs e Kerouac  eram aspirantes a autores e só uma década depois começariam a agitar as águas do establishment literário, a par de movimentos de poetas como a San Francisco Renaissance ou o grupo da Black Mountain. As circunstâncias envolvendo a morte de Kammerer, a condenação de Carr e o seu afastamento do trio, as peripécias em redor deste livro, nunca publicado em vida dos seus intervenientes, não iludem o carácter ficcionado desta narrativa documental de um tempo e lugar ainda distantes do que seria o corpus da obra posterior.»

 

José Guardado Moreira, Expresso

 

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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