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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

“Uma obra interessantíssima, cheia de humor, poesia e sujidade. O narrador é quem a afaz assim (alter-ego do autor?), porque é inteligente, tem sentido de humor e sempre viveu nos escombros, e por isso sabe extrair da escuridão toda a beleza que ela tem e pouco vêem. Onde Andará Dulce Veiga? é uma espécie de policial nos meandros do showbiz, em que o detective tem muito pouco jeito para detective e só se encontrará a si próprio se encontrar Dulce Veiga.”

 

Gonçalo Mira, Público

 

Foi uma celebração da poesia e uma homenagem mais do que justa a Maria do Rosário Pedreira. Valter Hugo Mãe e Nuno Camarneiro, dois autores que se estrearam na ficção pelas mãos da também editora, leram textos sobre a obra e a autora. Aldina Duarte, acompanhada por Paulo Parreira e Rogério Ferreira, cantou fados com letras de Maria do Rosário Pedreira, numa interpretação brilhante e que deixou a sala rendida. Com a Ler Devagar completamente cheia notaram-se as presenças de autores como António Osório, Cristina Carvalho, Gastão Cruz, João Tordo, Nuno Júdice, Patrícia Reis, Paulo Moreiras, Rui Zink e Vasco Graça Moura, de figuras da cultura como Carlos do Carmo e Carmen Dolores e de nomes do mundo editorial como Carlos da Veiga Ferreira, Guilhermina Gomes e Vasco Silva, entre muitos admiradores da poesia de Maria do Rosário Pedreira que não quiseram perder a oportunidade de contactar com a autora e levar para casa um exemplar desta Poesia Reunida.

 

Depois do anúncio da atribuição do Grande Prémio de Literatura Biográfica APE/Câmara Municipal de Castelo Branco ao diário Tempo Contado, este é o primeiro livro de J. Rentes de Carvalho a chegar às livrarias (4 de outubro). É um conjunto imperdível de crónicas de um mestre da língua portuguesa. Ficam aqui dois aperitivos:

 

“À infância ninguém retorna e o passado perde-se sem remédio, mas por repentes toma-me a vontade de voltar à terra onde nasci e lá, tirando da prateleira da cozinha um copo grosseiro, sentar-me num escabelo junto da pipa e beber como dantes: sem ciência nem medo de errar, só por gosto.”
 
"Desde então divertem-me sobremodo os vários esquemas com que os editores, e muitos escritores também, tentam despertar o favor do público para, juntamente com as trombetas da glória, poderem ouvir o delicioso som que produzem os maços de notas ao ser contados."
 

 

 

“A ideia do livro era uma história de amor: um homem obrigado a deixar a Palestina em 1948 e a sua mulher, que ficou para trás. A única maneira de se encontrarem era em segredo. Ao escrever esta história de amor, descobri toda a história da Palestina e, ao mesmo tempo, criei uma mensagem de amor para os palestinianos. No mundo árabe, todos fazem de conta que adoram a Palestina, mas odeiam-na. Escrever um romance sobre o Nakba [o dia da declaração da independência de Israel e consequente expulsão dos palestinianos] é doloroso para a Palestina, mas ao começar este novo livro sinto a mesma vibração de amor. A principal coisa que a literatura nos pode dar é este sentimento de um novo amor.”

 

Elias Khoury em entrevista ao jornal i

 

 

 

“Antes de ler o livro de Caio Fernando Abreu vi, há algum tempo, o filme de Guilherme de Almeida Prado, com duas notáveis interpretações (Carolina Dieckmann, como Márcia, e Maitê Proença). Partir daí para o livro acaba sempre por ser pisar um território minado. Mas, afinal, um dos grandes fascínios do filme é o jogo de espelhos entre o passado e o presente, o visível e o invisível. Entre a imagem e a prosa também se faz a vida deste Onde Andará Dulce Veiga? Para isso é preciso também ir ao início. Em 1987, Caio Fernando Abreu publicou no Estado de São Paulo uma crónica chamada Onde Andará Lyris Catellani?, sobre uma actriz que fizera alguns filmes nos anos 60 e depois desaparecera. Guilherme de Almeida Prado fez-lhe a proposta para fazerem um filme com base nessa história e Abreu ripostou que estava a escrever um romance que falava desse tema, Dulce Veiga. A história refinou-se: um jornalista que tem uma estranha noção de moral e que se está a afundar no seu próprio mundo, procura descobrir o que aconteceu à actriz. E acaba por descobrir a filha de Dulce Veiga, uma roqueira lésbica. […] Um grande livro da literatura brasileira contemporânea.”

 

Fernando Sobral, Jornal de Negócios

 

Maria do Rosário Pedreira em entrevista ao Diário Digital:

 

Ao olhar para o conjunto da sua obra, o que mais se destaca na sua opinião? Como vê esse passado?
A primeira coisa que me ocorre dizer é que, em relação à maioria dos poetas que começaram na mesma altura, fui muito menos produtiva, o que não significa que tenha sido mais contida. Nunca escondi que escrevo essencialmente para me libertar da dor, de uma forma, por assim dizer, terapêutica; e, nesse sentido, se tivesse produzido muito mais, também seria um péssimo sinal (risos). Mas o termo «passado» é curioso, porque não sinto que se aplique: mesmo que o meu primeiro livro seja de 1996, a verdade é que para mim é quase tão presente como o último, talvez porque cada um seja uma história independente – ou assim tentei na organização que fiz na altura –, uma espécie de mini-ficção. No todo, o que mais se destacará, julgo eu, é o romantismo um pouco contra a corrente, assumo. O que, no olhar para trás, teve mais graça foi descobrir alguns poemas de que me tinha quase esquecido.

 

Entrevista completa aqui.

Em outubro a Quetzal irá lançar o primeiro livro de Mario Vargas Llosa publicado após a atribuição do prémio Nobel, em 2010. É um ensaio contundente e polémico sobre o destino da cultura numa época de entretenimento. A tradução é da dupla Cristina Rodríguez e Artur Guerra, premiada pela Casa da América Latina pela tradução de 2666, de Roberto Bolaño.

 

“Embora Gosto Disto Aqui (1958) seja considerado um ‘romance menor’ de Kingsley Amis, é justo dizer que Amis se especializou em ‘romances menores’, e sempre defendeu esse registo. Além disso, Gosto Disto Aqui tem um interesse acrescido para nós portugueses, uma vez que se trata de uma ficção autobiográfica sobre a visita de Amis e família ao nosso país.”

 

Pedro Mexia, Expresso

 

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