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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

Biografia de António Manuel Couto Viana escrita a quatro mãos. Um documento magnífico sobre a vida e obra de Couto Viana, e que integra variadíssimos contributos e testemunhos de amigos, admiradores, contemporâneos e discípulos. Tem ainda um acervo extraordinário de fotografias, desenhos e outra iconografia.

 

 

Este memorial é um inusitado passeio pelos meandros culturais da segunda metade do século passado. Os protagonistas desdobraram o roteiro numa incontida conversa a quatro mãos, que começa ao lado do conjunto monumental da sala de visitas de Viana do Castelo e, sem paragens, se vai desenrolando em diferentes locais, de Braga a Lisboa, de Coimbra ao Porto, ou mais longe, do Brasil a África, a Macau e a tantos outros míticos recantos no oriente do Oriente.

 

Em busca de quê? Do «coração sensitivo e letrado», do Poeta que nasceu no palco, que introduziu o teatro infanto-juvenil em Portugal e ressuscitou o teatro de títeres, que durante duas décadas teve, só na capital, quase um milhão de crianças a esgotar os seus 1800 espectáculos, e que em peças para adultos deu uma lufada de ar fresco nos obsoletos tablados. Que se amesendou na Távola Redonda para reformular o lirismo vigente. Foi o Poeta que mais escreveu sobre os seus irmãos poetas, chegando a criar-lhes um dicionário, pois passou a vida a divulgar o lado nem sempre visível da cultura da sua geração. Daí que neste passeio se cruzem nomes, muitas centenas de nomes, artistas de gabarito ou nem tanto e literatos de todas as safras, sem se olhar às cores da tinta, antes ao talento da obra. E, quando todas as paisagens parecem esgotadas, quando nos julgamos chegados ao ponto de não regresso, eis que, de repente, surge o velho de novo. António Manuel Couto Viana volta, por mão própria, nestas páginas.

 

"O romance evita sabiamente demagogias e alegorias e privilegia a linguagem arcaizante e rigorosa, as descrições vívidas, um tempo cíclico mas elíptico, cheio de ecos e pressentimentos. Em 1994, este foi o romance de estreia de J. R. Direitinho, e esta reedição permite-nos confirmar o seu estatuto de clássico contemporâneo."

 

Pedro Mexia, Atual

 

"O mais espantoso nesta ficção, algures entre o romance de estrutura heterodoxa e a coletânea de contos que funcionam como unidades autónomas, é que Egan nunca perde o sentido do tema que atravessa todas as suas histórias dispersas: o tempo enquanto agente de mudança que tanto pode maltratar-nos (é ele o "brutamontes" do título) como redimir-nos, às vezes inesperadamente. O livro termina numa Nova Iorque futura, na década de 2020, com um concerto junto ao "Ground Zero" reconstruído. A música que fica a pairar, porém, não é a da slide guitar de Scotty, a improvável estrela "inventada" por Bennie, mas antes o "zumbido" da cidade, mistura de taipais a serem corridos, cães a ladrar "roucamente" e camiões a passar sobre as pontes, que é o "som do tempo a passar."

 

José Mário Silva, Atual, dá cinco estrelas ao livro de Jennifer Egan, A Visita do Brutamontes. Na mesma edição do suplemento do Expresso pode ler-se a entrevista com a autora norte-americana.

 

Depois de receber prémios tão importantes como o Pulitzer de ficção 2011, o National Book Critics Circle de ficção 2011 e o Prémio Los Angeles Times (ficção), o livro de Jennifer Egan, A Visita do Brutamontes, que chega hoje às livrarias, é um dos 10 finalistas do Impac Dublin 2012. No valor de 100 mil euros, é o prémio anual mais avultado para uma obra de ficção publicada em inglês, incluindo obras traduzidas. Sublinhe-se que a tradução de Cemitério de Pianos, de José Luís Peixoto, fez parte da primeira seleção de obras candidatas a este prestigiado prémio. Mais informações sobre a lista de nomeados podem ser consultadas aqui.

 

"O leitor pode alhear-se dos envios, que vão de Shakespeare a Edith Sitwell, sem esquecer Diderot, Joyce e outros. Atolado em álcool e dívidas (um penoso processo de divórcio, uma amante cara), a história de Humboldt tem todos os ingredientes de um thriller com trânsito por Chicago, Madrid e Paris. Longe de ser um livro de mexericos, a verrina faz dele um notável romance de ideias."

 

Euardo Pitta, Sábado

 

O Legado de Humboldt, do prémio Nobel da literatura Saul Bellow, estará nas livrarias a partir de amanhã.

 

"A vida é feita de créditos e débitos. Os seres humanos, por natureza, procuram um equilíbrio entre eles, mas nem sempre o conseguem. Perdemos muitas mais vezes do que ganhamos. E isso é visível na obra da brasileira Patrícia Melo. Habituada a soltar o mal no meio urbano, vai neste «Ladrão de Cadáveres» abrir as condutas da maldade longe das grandes cidades. É, diga-se, um livro onde não se vislumbra a esperança, onde a bondade está ausente, onde as boas acções são um sonho irrealizável."

 

Fernando Sobral, Jornal de Negócios

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