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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

A 4 de novembro nas livrarias:

 

 

Durante os últimos trinta anos, todas as grandes potências mundiais aderiram à globalização. Mas a crise económica que atingiu o mundo em 2008 alterou drasticamente a lógica das relações internacionais.  O benefício da globalização para essas grandes potências já não é tão evidente. Os Estados Unidos e a União Europeia enfrentam dificuldades cada vez maiores que decorrem da ascensão política e económica da China e de outras economias emergentes. O mundo também se debate com um conjunto problemas verdadeiramente globais que vão das alterações climáticas à proliferação do nuclear - questões que estão a causar rivalidades e divisões entre os países. Após um longo período de cooperação internacional, o conflito está de regresso à política global. O mundo de sucesso mútuo está a dar lugar ao mundo de soma zero.

 

A lógica de soma zero, na qual o lucro de um país equivale à perda de outro, impediu que as nações chegassem a acordo no combate às alterações climáticas e ameaça conduzi-las a um novo declínio económico generalizado. A lógica soma-zero está por detrás de outros problemas internacionais, como o da guerra no Afeganistão ou o do acesso às reservas de energia, água e alimentos. Estas questões políticas e económicas podem provocar novas guerras, catástrofes ambientais e crises financeiras agravadas.

 

Este livro define os termos de um novo debate. Gideon Rachman mostra claramente que ao otimismo decorrente do colapso da União Soviética, sucedeu, no rescaldo da grande crise financeira, uma profunda ansiedade. Neste livro obrigatório, Rachman sustenta que a política internacional se tornou muito mais perigosa e volátil e explica o que se pode fazer para contrariar esta lógica debilitante de um mundo soma zero.

O blogue Encontro Livreiro publicou o discurso de agradecimento dos tradutores Cristina Rodriguez e Artur Guerra pelo prémio de tradução Casa da América Latina / Banif 2011. Fica aqui um excerto:

 

"Agradecemos em primeiro lugar a todos os membros do júri que nos distinguiram com o prémio de tradução literária da Casa da América Latina/Banif de 2011. É para nós imprescindível agradecer à Quetzal e em especial ao Francisco José Viegas, seu director na época e que nos confiou esta tarefa a contra-relógio. Tivemos meia dúzia de meses para traduzir perto de mil páginas em que só a revisão nos levou um mês, com fins de semana incluídos. Decidimos dividir entre nós as cinco partes que compõem o livro de modo a poder responder à urgência da sua publicação. Sabíamos pela nossa longa experiência de trabalho a dois que essa divisão não iria prejudicar o conjunto da obra, mas para evitar qualquer disparidade de critérios combinámos que a revisão seria feita de modo diferente: um de nós ia lendo a versão portuguesa por si traduzida e o outro ia seguindo o texto original para não deixar passar uma palavra sem sentido, um salto de linha, uma referência inadvertida, fazendo sugestões ou propondo alterações. O nosso trabalho em conjunto permite-nos a entreajuda, ultrapassando a dificuldade que a tradução como acto solitário implica. O texto de Bolaño exprime as multifacetadas dimensões de uma prática de comunicação que exige constantemente prévia interpretação hermenêutica e atenção aos diversos níveis do texto. Texto este que se descobre num labirinto de relações sistémicas que vai abrindo passagens para novas interpretações cujos limites não são apenas do domínio linguístico, mas também estético."

"O principal mérito de MJM está na forma como consegue manter a sensação de claustrofobia narrativa, sem deixar que o leitor se perca no caos de repetições, incongruências e "solavancos lógicos". Muito bem escrito, o livro oferece-nos pelo menos dois pastiches brilhantes: um de García Márquez (a cidade de Polvorosa, uma espécie de Macondo onde se produz cacau em vez de bananas); outro de Thomas Pynchon (a barafunda postal de Granada)."

 

José Mário Silva, Expresso, sobre Uma Mentira Mil Vezes Repetida, de Manuel Jorge Marmelo.

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