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António de Castro Caeiro é professor auxiliar, agregado em Filosofia Contemporânea, e ensina no Departamento de Filosofia da FCSH, desde 1990. É membro do Instituto Linguagem, Interpretação e Filosofia, e as suas áreas de investigação são a filosofia antiga e contemporânea. Orientou seminários de tradução do grego, do alemão e do latim e traduziu para português, além de Ética a Nicómaco de Aristóteles, as Odes Píticas de Píndaro. Foi Visiting Scholar na University of South Florida e, quase continuamente desde 1989, da Albert Ludwig Universität Freiburg. Participa actualmente no projecto «Sistemas Filosóficos» do instituto a que pertence, e encontra-se a traduzir os Fragmenta Aristotelis.

Fez, em 1990, o Mestrado em Filosofia Contemporânea; em 1998, o Doutoramento em Filosofia Antiga, e, em 2007, a Agregação em

Filosofia Contemporânea.

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God is back

08.06.10

A notícia veio primeiro no 31 da Armanda, mas nós confirmamos. Chega às livrarias na próxima sexta-feira O Regresso de Deus, de John Micklethwait e Adrian Wooldridge, editores da revista The Economist.

 

 

 

Nos EUA compram-se, por ano, mais de vinte milhões de novos exemplares da Bíblia para juntar aos quatro que já existem num lar médio americano. Em todo o mundo, nas ruas ou nos corredores do poder, nos meios intelectuais ou nos círculos restritos dos economistas, assistimos ao ressurgimento da religião. Num vasto espaço geográfico e cultural (da Rússia à Índia, passando pela Turquia, mas também pelo Mediterrâneo e pela China), os países que desprezaram e tentaram erradicá-la como «o ópio do povo» são agora influenciados por líderes religiosos cujo poder se exerce muito para lá dos muros dos seus templos. Os efeitos dessa influência são visíveis por toda a parte - e nem sempre são positivos. Antigos conflitos seculares assumiram um cunho religioso e a religião desempenha um papel determinante em guerras civis, além de inspirar a actividade de empresários e de políticos. Vários factores contribuíram para este renascimento da religião no século XXI, incluindo a falência do comunismo, o avanço da globalização e as crises cíclicas da economia. O Regresso de Deus analisa o impacto dramático e perigoso que o crescimento global da fé regista no nosso século. Para compreender o mundo actual e os seus destinos, não poderemos ignorar as razões dos que invocam a palavra de Deus na política - independentemente de sermos crentes, agnósticos ou ateus.

 

Nas livrarias portuguesas a 11 de Junho.

 

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«Horácio considerava Píndaro inultrapassável enquanto lírico.

O inultrapassável nunca é fácil de traduzir, por isso a presente tradução das odes píticas começa por ser um acto de coragem. Talvez só um poeta devesse atrever-se a fazê-lo, mas onde estão os poetas que hoje sabem grego? E nem mesmo Hölderlin, poeta dos poetas e tradutor do grego, conseguiu resultados memoráveis nas suas traduções pindáricas. António de Castro Caeiro ousou arriscar e, como se o risco não bastasse, anotou e interpretou numerosas passagens. Este hinos hepinícios em honra dos vencedores dos jogos píticos eram a letra de cantatas para as quais Píndaro também compunha a música e definia a coreografia. Daí o carácter rítmico — por vezes enigmatico e elíptico — destas odes que, no seu conjunto, encontram agora enfim uma versao na nossa língua.»

Almeida Faria

 

Mais um título da série textos clássicos e, mais uma vez, com tradução do grego de António de Castro Caeiro. Além da tradução, prefácio e notas, neste volume estão também publicadas cinco conferências do tradutor e investigador.

 

Píndaro (século VI-V a. C.) é o mais aclamado dos poetas líricos gregos. Até nós chegaram algumas das suas odes para os vencedores das competições da antiguidade clássica, as Olimpíadas, as Nemeias, as Ístmicas e as Píticas. Píndaro imortaliza no seu canto os heróis da aristocracia grega, cujo objectivo mais dignificante era concorrer aos jogos e alcançar a vitória, revelando toda uma cultura assente na excelência humana e nos mais altos valores éticos, alicerçados na justiça, coragem e reflexão.

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Lira de ouro pertença de Apolo e das Musas de tranças

cor violeta, o passo de dança, princípio do esplendor festivo,

ouve-te, e os cantores seguem os teus sinais, quando, vibradas

as cordas, dás início aos prelúdios condutores dos coros.

E extingues o raio de fogo pontiagudo que corre eternamente.

A águia dorme no ceptro de Zeus, deixando tombar para

ambos os lados as rápidas asas.

 

À rainha das aves, derramaste-lhe sobre a sua cabeça dobrada

uma nuvem de faces negras, o suave fechar dos olhos.

E, dormindo, ela balança as costas lânguidas, tomadas pelas

tuas rajadas de ventos. Até o violento Ares deixa de lado

a ponta rija das lanças e aquece o coração num profundo

sono. As tuas flechas encantam o espírito das divindades com

a perícia do do filho de Leto e das Musas de cintura fina

e de formosos seios.

 

 

Das odes para os vencedores nos jogos píticos, em Odes, de Píndaro, na tradução de António de Castro Caeiro, recentemente lançada pela Quetzal.

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Sara Figueiredo CostaO Jardim dos Finzi-Contini, de Giorgio Bassani.

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Já o tínhamos recomendado, no Twitter, ao Arcebispo de Cantuária, agora sugerimos a Tiago Moreira Ramalho, do blogue A Douta Ignorância, a leitura de Sete Pecados Mortais - Uma Nova Abordagem, de Aviad Kleinberg. Uma releitura dos sete pecados à luz dos dias de hoje. A ideia de que «não há sociedades sem pecado» é o ponto de partida. Pelo caminho, a perguntas: O que há de errado em ser-se um pouco preguiçoso? O que seria da arte gastronómica sem a gula? Onde estaríamos todos sem a luxúria dos nossos pais e dos nossos antepassados? A ira passou de moda no Ocidente? Poderia o nosso «modo de vida» sobreviver sem a inveja? Tiago Moreira Ramalho linca um artigo do The New York Times sobre a taxação de produtos não «pecaminosos» e lamenta a falta de disponibilidade dos jornais portugueses para a temática. O livro de Kleinberg, que publicámos recentemente, não se debruça sobre os impostos, mas é uma aproximação bem diferente do habitual à nossa relação com o pecado. Uma incursão original e divertida pelo que nos faz ser humanos, às vezes demasiado humanos.

 

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«Quando a a larguras das áleas e dos caminhos o permitia, pedalávamos a par. Eu guiava frequentemente só com uma das mãos, apoiando a outra no guiador da bicicleta dela. Entretanto, falávamos: sobretudo de árvores, pelo menos no princípio.

 

Eu era leigo em tal matéria, ou quase, e esse facto nunca deixava de espantar Micol. Olhava-me como se eu fosse um monstro.

 

- Como é possível que sejas tão ignorante? - exclamava continuamente. - Sempre hás-de ter estudado no liceu um pouco de Botânica!

 

- Vejamos: - perguntava depois, preparando-se já para franzir os sobrolhos diante de qualquer nova enormidade - poderei saber, por favor, que espécie de árvore o senhor pensa que seja aquela, ali em baixo?

 

Podia referir-se a tudo: a honestos olmos e vulgares tílias da região, do mesmo modo que a raríssimas plantas exóticas, africanas, asiáticas, americanas, que só um especialista seria capaz de identificar, uma vez que havia de tudo em Barchetto del Duca, precisamente de tudo. Eu, de qualquer modo, respondia sempre à sorte: não só porque efectivamente não sabia distinguir um olmo de uma tília, mas também porque tinha reparado que nada lhe dava tanto prazer como ouvir-me dizer um disparate. »

 

De O Jardim dos Finzi-Contini, de Giorgio Bassani

 

 

 

Olmo

 

Tília

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Cadê Elza?

07.06.10

 

Elza, a Garota, um romance de Sérgio Rodrigues.

 

Nas livrarias a 11 de Junho.

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O Francês conseguira marcar o encontro para as 10 da manhã n’A Brasileira. Mas nessa manhã de 25 de Agosto de 1988, o fogo deflagrara no Chiado e o dia estava escuro, cheio de fumo, abrasado pelas chamas, cheio de gritos e sirenes. O Francês saiu do hotel e deixou-se levar na multidão.

Os velhos, os pobres, as pessoas invisíveis que habitam os vãos e as águas-furtadas do bairro estão a ser evacuados em autocarros. De repente alguém resiste, não entrará no transporte, e precipita-se para lá da barreira do fogo. O Francês segue-o. Nesse mundo de escombros e cinzas, cinco desconhecidos vão encontrar-se e revelar as razões profundas desta clandestinidade repentina.

 

Incêndio no Chiado, de François Vallejo | serpente emplumada

Tradução de Miguel Castro Henriques.

 

Nas livrarias a 11 de Junho de 2010.

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Opening scene

07.06.10

 

As primeiras imagens de Citizen Kane, de Orson Welles, precisamente o filme que serve de mote à primeira das ficções criadas por Marta Rebelo, em Curtas-metragens. Já nas livrarias e com apresentação para breve.

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Marta Rebelo

07.06.10

©Pedro Loureiro

 

Marta Rebelo nasceu em Lisboa, em 1978. É licenciada em Direito e Mestre em Ciências Jurídico-Económicas. Entre os cargos públicos que desempenhou, destacam-se o de deputada pelo PS na X Legislatura e o de deputada na Assembleia Municipal de Lisboa. É actualmente assistente universitária.

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«Tinha dezasseis anos. Ou assim dizem. As versões variam. Em algumas, Elza é mulher feita, vinte e um. Na maioria tem dezasseis. A idade altera talvez o grau de escândalo da união, mas não o fato de que Elza era uma namorada, mulher, companheira, concubina, amante, amásia oficial do secretário-geral do Partido Comunista do Brasil - o cargo máximo da organização - em 1935. O ano em que a esquerda brasileira tentou o lance mais ousado e sofreu a maior derrota da sua história. Miranda tinha quase a idade do século. Bem-apessoado, simpático, dizia a todos os companheiros que amava Elza e pretendia, assim que as circunstâncias políticas permitissem, fazer dela uma mulher honesta. Antes, porém, precisava se desincumbir daqule trabalhinho de tomar o poder no país.»

 

O primeiro parágrafo de Elza, a Garota, de Sérgio Rodrigues, nas livrarias a 11 de Junho.

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Curtas-metragens

06.06.10

 

 

Marta Rebelo seleccionou, de entre os filmes da sua vida, os trinta títulos mais marcantes, partindo do princípio de que «cada vida é um filme». Curta ou longa-metragem, drama ou comédia romântica, terror, pavor com muitos ou poucos actores e milhares de figurantes. Por vezes vive-se uma obra prima do ponto de vista do cinéfilo — mas um filme é tão mais importante quanto mais nos obrigar a reinventar a sua história, e até a modificá-la. Por isso, este não é um livro sobre cinema, mas sobre as vidas que o cinema nos obrigou a ser, a viver e a imaginar. Cada história de cada filme é uma vida que tomamos de empréstimo. Quem nunca imaginou ser um desses personagens de celulóide? Quem nunca imaginou que era o intérprete de uma história inventada pelo melhor dos realizadores?


Neste livro, Marta Rebelo reinventa as histórias de Citizen Kane, Casablanca, La Dolce Vitta, Janela Indiscreta, Há Lodo no Cais, Último Tango em Paris, O Leopardo, Era Uma Vez no Oeste, A Idade da Inocência, O Lugar do Morto, Pulp Fiction, Match Point, Million Dollar Baby ou Este País Não É para Velhos, entre outros – e obriga-nos a retomar o nosso lugar na cadeira do cinema para reviver uma nova história desses filmes, mais próxima de nós. E mais tentadora. Ou apenas comovente.

 

Curtas-metragens, de Marta Rebelo | textos breves

 

Já nas livrarias.

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François Vallejo nasceu em Mans, em 1960. É professor de literatura clássica na Universidade do Havre e autor de vários romances. A sua obra tem sido distinguida com prémios como o Prix des Libraires, o Prix Culture & Bibliothèque, o Roman France-Télévisions, e o Prix du Livre Inter, entre outros. Dele publicamos Incêndio no Chiado.

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A voz ao autor:

 

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Agenda

06.06.10

José Luís Peixoto estará hoje na Feira do Livro do Porto, a partir das 17h00, no espaço Bertrand, junto aos livros da Quetzal.

 

 

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O Jardim dos Finzi-Contini, de Giorgio Bassani, adaptado ao cinema num filme de Vittorio de Sica.

 

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Os Finzi-Contini são uma das mais tradicionais e refinadas famílias da intelligentsia judia de Ferrara, nos anos que antecedem a Segunda Guerra Mundial. Com o fascismo a apoderar-se rapidamente de Itália, os seus domínios em torno da mansão — amplos e murados — são o local de prazer e segurança dos últimos da linhagem. No jardim, as personagens surgem ligadas por um destino comum que as isola do resto do mundo. E o jardim não configura apenas o símbolo de refúgio; é também o derradeiro reduto da resistência contra a barbárie fascista. Mas um clima opressivo pressagia a catástrofe e, surda e implacavelmente, os acontecimentos vão precipitar-se.

 

O Verão no jardim afastará temporariamente a treva. E nesse Verão, entre paixões cruzadas, vai nascer um amor não-correspondido.

 

O Jardim dos Finzi-Contini, a obra-prima de Giorgio Bassani adaptada ao cinema por Vittorio de Sica, é um romance sobre o fim de uma ordem social, que evolui com a lenta cadência da memória.

 

O Jardim dos Finzi-Contini, de Giorgio Bassini

serpente emplumada | Giorgio Bassani

 

Tradução de Egipto Gonçalves.

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No Instituto Franco-Português, José Mário Silva e François Vallejo, conversam, dia 25 de Junho, a partir das 21h00. Mas há mais pessoas da Quetzal nas Conversas do Silêncio: Francisco José Viegas encontra-se com Alberto Manguel, dia 23 de Junho. E José Luís Peixoto, junta-se a Kalaf para falar certamente sobre música e palavra com Saul Williams, no dia 24 de Junho. Sempre no mesmo sítio e à mesma hora.

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«No meio da cacofonia mediática nem sempre é fácil perceber que a maior parte das criaturas que se pavoneiam como aves-do-paraíso não passam de frangos de aviário trasvestidos de Carmen Miranda, mas o livro de James Wood dá uma ajuda a afastar as plumas falsas.»

 

José Carlos Fernandes sobre A Mecânica da Ficção, de James Wood, na Time Out Lisboa desta semana.

 

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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