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Inês Fonseca Santos recomenda o Danúbio, de Claudio Magris, no Câmara Clara Diário.

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«Há quem acredite em Ulm?, perguntava Céline durante a sua fuga através da Alemanha devastada. Interrogava-se, caústico e trocista, se Ulm existia ainda ou se os bombardeamentos a tinham destruído. Quando a realidade é anulada pela violência, pensá-la torna-se um acto de fé. Mas toda a realidade, a cada instante, é anulada, ainda que por felicidade nem sempre por meio da sangrenta cena das bombas de fósforo, mas antes por imperceptíveis traços, e não podemos fazer outra coisa senão acreditar que ela existe. Uma fé, vivida e mergulhada nos gestos do corpo, confere-nos a tranquila certeza vital que nos permite atravessar o mundo sem que o coração se perturbe.»


De Danúbio, de Claudio Magris.

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«Ele lembrou-se da descrição que Lily fizera da primeira vez dela, de Lily, com o estudante francês em Toulon, e de ela ir caminhar pela praia na manhã seguinte, e pensar, meu Deus, sou uma mulher... Despertar para a feminilidade. Era a isso que os psicólogos chamavam aniversário animal: um aniversário animal é quando o nosso corpo nos acontece. Não era assim para os rapazes, a primeira vez: a primeira vez era somente algo que se tirava do caminho. Foi percorrido por um grande desamparo, e procurou a mão de Lily.»

 

De A Viúva Grávida, de Martin Amis.

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Acabados de chegar às nossas mãos. Depois das nossas, as dos livreiros, depois, finalmente, os leitores.

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Osvaldo Manuel Silvestre, Eduardo Pitta e Francisco José Viegas, na apresentação de Aula de Poesia em Coimbra.

 

 

Foi na sexta-feira à noite, em Coimbra, na Bertrand do Dolce Vita. Osvaldo Manuel Silvestre falou de T.S.Eliot e crítica. Eduardo Pitta explicou porque não fala de poetas mais recentes: o que escrevem não o entuasiasma; explicou porque prefere Cesariny a Eugénio de Andrade («que em Lisboa seria um poeta de bairro»): está tudo nas entrelinhas de Aula de Poesia. Francisco José Viegas faz o relato aqui. Em montagem paralela, o relato do congresso do PSD (Mudar, de Pedro Passos Coelhos foi publicado pela Quetzal em Janeiro deste ano).

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É o que diz Fernando Sobral, no Jornal de Negócios de hoje, numa página dedicada a Danúbio, de Claudio Magris - um livro em que o autor «percorre um rio mas, também, as civilizações que alimentou».

 

 

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E ainda...

09.04.10

O Terceiro Reich, de Roberto Bolaño, na coluna de Fernando Sobral no Jornal de Negócios.

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Hoje, o dia em que chega às livrarias A Viúva Grávida, de Martin Amis, o Ípsilon publica um texto de Helena Vasconcelos sobre o autor e o livro. Ali se diz que «Amis recria a arqueologia do corpo na sua trajectória de envelhecimento, sem esquecer as dores da alma, resultantes da inexorável passagem do tempo. Tudo isto poderia redundar numa narrativa sentimental e patética mas tratando-se de Martin Amis, mestre da farsa e desarvergonhado bufão, toda a história de A Viúva Grávida é contada como uma delirante comédia de costumes, na qual a melancolia e saudosismo são derrotados pela veemente afirmação da carnalidade, da lúxuria e da ironia, numa promiscuidade triunfantemente escatológica e com um sabor "kafkiano".» Ou ainda: «Há alguns mistérios mistérios em A Viúva Grávida: a voz de alguém que conhece bem Keith e que se interpõe na narrativa e certos apontamentos rápidos e aparentemente desconectados que marcam os temas centrais: a crescente solidão e incomunicabilidade e as ironias do amor e da intimidade que invadem, com crueldade, o quotidiano.»

 

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Uma jóia

08.04.10

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A Direcção-Geral do Livro e da Biblioteca e a Feira do Livro de Lisboa estão no Facebook. Nós também. E temos quase 2666 amigos.

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Tomás Vasques estreia-se na leitura de Martin Amis amanhã, com o nosso A Viúva Grávida. Ficamos à espera das primeiras impressões, do veredicto final e de tudo o que fica entre isso, caso seja partilhável, caso lhe sobre tempo para uns posts.

 

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«Jô bem ou mal melhorava do pescoço para baixo. Os pequenos seios empinados pareciam dois balões de gás presos pela blusa de malha preta. A barriga se entortava para trás, cheia de curvas. O traseiro monstruoso surgia ao lado dos quadris, como uma construção ilegal por trás de uma fachada. As pernas eram grossas, mas bonitas. Eu terminei de olhar a Jô e vi que a Jô me olhava de volta. Abaixei os olhos e estendi o prato na direcção dela, agradecendo. O pedaço de carne de boi chupado jazia murcho e frio na borda do prato, como um cachorro atropelado na beira de uma estrada.»

 

De Black Music, de Arthur Dapieve. Nas livrarias amanhã.

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Desta vez assinada por Jorge Pereirinha Pires, publicamos mais uma primeira tradução mundial. Precisamente: A Viúva Grávida, de Martin Amis.

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Robert Doisneau fotografou Simone de Beauvoir a ler num café de Paris. Até ondem levam os vossos livros? Enviem-nos as vossas fotografias a partir da ideia de literatura em viagem e habilitem-se a jantar com os escritores presentes no encontro com o mesmo nome que decorre em Matosinhos de 17 a 20 de Abril (o jantar é oferecido pela Câmara Municipal de Matosinhos). Até onde vos podem levar os livros. As imagens devem ser enviadas para quetzal.passatempos@gmail.com até dia 16 de Abril.

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Black Music

08.04.10

 

Quando, naquele dia, voltava do liceu para casa, o autocarro em que seguia foi interceptado por três homens de UZIs e máscaras de Bin Laden, e Michael Philips — um adolescente norte-americano a viver no Rio de Janeiro — foi raptado e levado para um morro. Aí ficará em cativeiro, à espera que os seus sequestradores recebam o resgate. Este miúdo é negro e adora basquete e jazz. He-man, chefe do morro e da «célula terrorista» que praticou o rapto, é um miúdo branco, franzino e pouco mais velho do que o rapaz sequestrado e tem ambições musicais: He-man quer ser rapper. Para cuidar de «Maicon Filipe», He-man destaca uma das suas namoradas, a boazona Jô. Está assim constituído o triângulo afectivo-musical, e o trio de narradores de Black Music. Fugindo a registos realistas e hiperrealistas com que a literatura habitualmente trata o problema social das favelas e da criminalidade, Arthur Dapiève compõe esta história (e a de cada um dos seus personagens) como um diálogo em que mundos e referências musicais se cruzam, bem como sonhos e paixões. Black Music é uma nova forma de contar a violência.

 

Black Music, de Arthur Dapieve | série língua comum. Nas livrarias a 9 de Abril.

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Estamos no Verão de 1970 — um Verão longo e quente.

Num castelo em Itália, meia dúzia de jovens flutuam sobre um mar de mudança, apanhados na corrente da história da revolução sexual. As raparigas comportam-se como rapazes e os rapazes continuam a comportar-se como rapazes. E Keith Nearing — um estudante de literatura com vinte anos, às voltas com o romance inglês — luta para que o feminismo e o novo poder das mulheres reverta a seu favor.

A revolução sexual pode ter sido uma revolução de veludo, mas não aconteceu sem derramamento de sangue...

A Viúva Grávida é uma comédia de costumes, um pesadelo.

Um livro brilhante, assombroso e gloriosamente arriscado. É Martin Amis no melhor da sua audácia.

 

A Viúva Grávida, de Martin Amis | tradução de Jorge Pereirinha Pires.

série serpente emplumada | Martin Amis.

 

Nas livrarias a 9 de Abril.

 

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«Quando se passa o meio século, a carne, a cobertura da pessoa, começa a atenuar-se. E o mundo está cheio de lâminas e de espinhos. Durante um ano ou dois as nossas mãos andam tão arranhadas e esfoladas como os joelhos de um menino. Depois aprendemos a proteger-nos: isto é o qu vamos continuar a fazer até que, perto do fim, já nem fazemos mais nada - só nos protegemos. E enquanto aprendemos a fazer isso, uma chave na porta é como um prego numa porta, e a tampa da caixa do correio é como um cutelo, e até o próprio ar está cheio de espinhos e de lâminas.»

 

De A Viúva Grávida, de Martin Amis. Amanhã nas livrarias.

 

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«A morte das formas contemporâneas de ordem social deveria alegrar mais a alma do que perturbá-la. O assustador, porém, é que o mundo que parte deixa atrás de si não um herdeiro, mas uma viúva grávida. Entre a morte de um e o nascimento de outro, muita água correrá, uma longa noite de caos e de desolação há-de passar.»

Alexander Herzen

 

 

Esta é a epígrafe que Martin Amis escolheu para o seu mais recente (e muito aguardado) romance, publicado já em 2010 em Inglaterra e que este mês, no dia 9, chega às livrarias portuguesas. É o primeiro livro de Amis com a chancela da Quetzal, que publicará a sua obra.

 

Considerado pelo Independent on Sunday «o maior escritor inglês da sua geração», Martin Amis completou 60 anos em 2009 e este é o seu décimo segundo romance. O escritor admite ter-se dedicado durante um longo período a um romance autobiográfico com uma estrutura ficcional. Só que este projecto não resultou como esperava. «Acontece uma coisa curiosa com a vida» - disse numa entrevista recente - «se a pusermos num romance, morre». Havia, no entanto, uma parte do que tinha escrito que não o desiludia: a descrição de um verão passado num castelo em Itália. Foi precisamente dessas páginas, com muito da vida de Amis, que partiu para a história de Keith Hearing, «um estudante de literatura com vinte anos, às voltas com o romance inglês que luta para que o feminismo e novo poder das mulheres reverta a seu favor», e dos rapazes e raparigas com quem partilhou o verão de 1970 – uma estação que continha as sementes do mundo moderno, a verdadeira viúva grávida.

 

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David Byrne sobre rodas. A 23 de Abril, nas livrarias, o Diário da Bicicleta, de David Byrne.

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Osvaldo Silvestre apresenta Aula de Poesia, de Eduardo Pitta, na Livraria Bertrand do Dolce Vita de Coimbra.

 

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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