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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

Frederic Amat realizou um guião inédito de Cabrera Infante, El aullido. Segundo disse Miriam Gómez, a viúva do escritor cubano, ao El País «o filme silencioso, mudo, põe o texto [de Cabrera Infante] no ecrã». O autor de A Ninfa Inconstante tinha escrito  El aullido (que pode ser traduzido como O Uivo) em 1954, quando já publicava regularmente crítica de cinema.

 

Rodaje el El aullido

 Frederic Amat dirige Jordi Vilches na rodagem de El aullido.

 

Porque não consigo largar Bolaño,Larsson, Dan Brown, Meyer?
 
Com José Afonso Furtado (que devorou a saga do Larsson e tem um conhecimento próximo do funcionamento dos mercados editoriais); Paulo Ferreira (dos Booktailors, os principais consultores editoriais portugueses e um dos blogues literários mais lidos); José Campos de Carvalho (paginador quer da saga Millennium, quer do Bolaño, e leitor atento dos dois fenómenos).
 
Contamos também com o testemunho de leitores compulsivos destes livros que milhões de pessoas devoram. Testemunhos deixados nos sites e redes sociais das editoras nas últimas semanas, e também ao vivo, na livraria. 

 
Uma iniciativa da Revista Ler e da Bertrand, no dia 5 de Novembro, às 18.30, na loja do Chiado. Moderação de Anabela Mota Ribeiro.
 

 

 

Ler os livros que vêm de outro continente, dos mares do Sul, e falar sobre deles depois. É a proposta da Casa da América Latina e da Quetzal com a criação do Clube de Leitura das Américas. Os livros propostos são da série américas ou da série língua comum (autores brasileiros). Para começar, já no dia 12 de Outubro, às 18h30, a primeira de quatro sessões dedicadas a 2666, de Roberto Bolaño, conduzida por José Mário Silva. A participação é gratuita, mas implica uma inscrição que deve ser feita pelo telefone 213955309 ou e-mail (geral@c-americalatina.pt). Aos membros do Clube podem beneficiar de 10% na aquisição da primeira obra em leitura.

 

 

«Em vidas que decorrem na sombra do grande sonho americano, as personagens estão sempre a medir-se com as outras, mesmo sem darem por isso. As dificuldades literárias minam o equilíbrio de Michael (e, antes disso, o seu casamento), e a riqueza herdada e o sentimento de vazio quase destroem Lucy.»

 

Luis M. Faria escreve esta semana no Actual, do Expresso, sobre Jovens Corações em Lágrimas, de Richard Yates.

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No blogue das Quintas de Leitura estão disponíveis as fotos da sessão Livre com José Luís Peixoto, que encheu o Teatro do Campo Alegre no passado dia 24 de Setembro. O escritor leu excertos do seu próximo livro - que se chamará, precisamente, Livro e será publicado em Março. Entretanto, brevemente estarão de novo nas livrarias Uma Casa na Escuridão, Cal e Cemitério de Pianos, todos reeditados com a chancela da Quetzal.

 

 

 

Pedro Paixão escreveu A Cidade Depois a seguir ao 11 de Setembro, em Nova Iorque. Agora que o livro foi recomendado pelo Ministério de Educação aos alunos do 10º ano, o autor disponibiliza no seu site todo o texto (62 páginas) para download.

 

Eis um dos parágrafos iniciais:

 

Naquela pequena e acolhedora ilha onde vivem seis mil pessoas e chove quase nada, entrei em agonia. A distância, a impotência, a confusão, a tristeza, o medo tomavam conta de mim. Eu, que já antes estava deprimido, agora não sabia o que fazer: deixei de falar, de andar, de ler. Tínhamos bilhetes de passagem para o continente para dali a três dias. A Leonor e um casal amigo, acabado de chegar e que não via há muito, ajudou-me a suportar aquilo. A única coisa que sabia, sem que no entanto pudesse dizer por que o sabia e que me repetia sem cessar, era que aquilo era a pior coisa que acontecera na minha vida, uma vida privilegiada em que tivera a sorte de nunca ter conhecido a guerra, o exílio, a destruição, a miséria. O que confusamente sabia era que aquilo era muito mais do que aquilo: a destruição de edifícios, a morte de seis mil pessoas. Se bem que isso fosse já de uma extrema violência e as televisões continuassem a repetir mecanicamente as mesmas imagens, sem propósito nem piedade. O que eu sabia era que alguma coisa tinha mudado, no mundo e em mim.

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