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Quadrilha

07.08.09

João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

que não amava ninguém.

João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.

 

 

Um poema de Carlos Drummond de Andrade escolhido por Vasco Graça Moura para o livro 366 Poemas que Falam de Amor.

 


 

 

 

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Porque eu amo-te, quer dizer, estou atento

às coisas regulares e irregulares do mundo.

Ou também: eu envio o amor

sob a forma de muitos olhos e ouvidos

a explorar, a conhecer o mundo.

 

Porque eu amo-te, isto é, eu dou cabo

da escuridão do mundo.

Porque tudo se escreve com a tua letra.

 

 

Um poema de Fernando Assis Pacheco escolhido por Vasco Graça Moura para o livro 366 Poemas que Falam de Amor.

 


 

 

 

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Quando ouço ao telefone a voz que brinca

e canta, sem saber, os dias novos,

pouco me importam tempo, espaço, luas,

ou maneiras sequer de ser humano.

Vagueio pelo ar, e arranco estrelas

ao cenário sem fim do universo;

e faço pobres contas aos cabelos

depenados no chão, verso após verso.

Nada é real, senão o meu desejo,

nem sei de lei nenhuma que não dobre

a dura mansidão da tua boca;

inventou-nos um deus, para que seja

veloz o lume na manhã sem nome,

e chama viva a voz que nos consome.
 

Um poema de António Franco Alexandre escolhido por Vasco Graça Moura para o livro 366 Poemas que Falam de Amor.

 


 

 

 

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Ruben P Ferreira assina uma crítica a Deserto sem Saída, de Mohammed Dib, na edição de Agosto de Os Meus Livros. Cinco estrelas.

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Começa amanhã na RTP, pelas 23h30, o novo programa de entrevistas de José Rodrigues dos Santos. Rodrigues dos Santos terá dito ao Diário de Notícias que estas conversas nunca serão iguais mas que vão incidir sobre uma série de temas comuns, como o universo literário dos autores, a forma como vêm a literatura, o modo como encaram a vida e uma pergunta recorrente: "O que é para si um bom romance?".

 

Entre os dezassete autores com quem o jornalista fala está Paul Theroux, que esteve em Portugal em Abril, por ocasião da publicação de O Velho Expresso da Patagónia e também do encontro Literatura em Viagem, em Matosinhos. 

 

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Vítor Quelhas sobre Três Lindas Cubanas, de Gonzalo Celorio, no Actual, suplemento do Expresso de dia 1 de Agosto.

 

 

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Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

 

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconsequente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
 

Da nora que nunca tive
E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei um burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

 

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água.

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

 

Em Prasárgada tem tudo

É outra civilização
Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar
 

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

 

 

Um poema de Manuel Bandeira escolhido por Vasco Graça Moura para o livro 366 Poemas que Falam de Amor.

 


 

 

 

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To a green god

01.08.09

Trazia consigo a graça

das fontes, quando anoitece.

Era o corpo como um rio

em sereno desafio

com as margens, quando desce.

 

Andava como quem passa,

sem ter tempo de parar.

Ervas nasciam dos passos,

cresciam troncos dos braços

quando os erguia no ar.

 

Sorria como quem dança.

E desfolhava ao dançar
o corpo, que lhe tremia

num ritmo que ele sabia

que os deuses devem usar.
 

E seguia o seu caminho,

porque era um deus que passava.

Alheio a tudo o que via,

enleado na melodia

de uma flauta que tocava.

 

Um poema de Eugénio de Andrade escolhido por Vasco Graça Moura para o livro 366 Poemas que Falam de Amor.

 


 

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Pág. 2/2



QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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