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Uma banda chamada Quetzal com uma música chamada Librarian Love. [Via Bibliofilmes]

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Na Ler Devagar |  Lx Factory, Francisco José Viegas explicou porque é que L.Ville é um livro novo — sendo policial e lisboeta —  e Zé Pedro elogiou o ritmo da narrativa, a capa do livro, o tamanho da letra e os capítulos curtos, como canções punk-rock.

 

(fotografia retirada daqui)

 

No fim, o ainda fomos apanhados por uma repórter que prepara um trabalho sobre os livros que circundam a grande máquina e a quem anunciámos o próximo lançamento da Quetzal na Lx Factory. Fixem esta data: 26 de Setembro.

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A pergunda é de Ana Sá Lopes, está publicada, bem como a resposta de Maria Filomena Mónica, na edição de hoje do i.

 

O Ega é o Eça se não tivesse saído de Portugal. Se tivesse cá ficado, tinha-se transformado num geniozinho engraçado, mau, sarcástico, parecido com o Ega e um falhado. Ele teve um pressentimento de que isso iria acontecer. O Ega é o bobo da corte que o Eça teria sido se cá ficasse. O Eça tinha horror a esse Portugal ignorante, beato e pobre. Isso é um sentimento que me é familiar, uma pessoa sentir-se aqui enclausurada.

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Logo, às 19h00, Zé Pedro apresenta L. Ville, na Ler Devagar | Lx Factory

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«O telemóvel deu sinal de mensagem. O detective leu-a. Era do sargento Mascarenhas. Dizia que tinha mais alguns dados sobre a vida de Ávila. Pouco, portanto. Reparou que, mesmo com a sua sweat-shirt com capuz e alças descaídas, Hermes parecia a discrição em pessoa. Movia-se naquelas ruas como em casa. E talvez fosse a sua casa, pensou o detective. O olhar de Hermes vagueava incessantemente por toda a rua. Lendo os movimentos das pessoas, como só ele conseguia fazer. Quando algo estava para acontecer, o rapaz percebia nos pequenos gestos dos junkies ou das prostitutas. Ou mesmo dos dealers. Parecia um gato que sentia a mudança do tempo. Sorriu ao ver o que tinha acontecido à pintura que os funcionários da câmara tinham feito por cima de uma enorme parede que estava cheia de graffiti e tags. Como se a tinta branca conseguisse erradicar a fúria naquelas ruas.»

 

De L. Ville de Fernado Sobral. Apresentado hoje, às 19h00, na Ler Devagar | Lx Factory por Zé Pedro.

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«Comecemos por reconhecer que só um grande escritor seria capaz de fazer, a partir das circunstâncias relacionadas com os prémios que recebeu, um livro que não fica aquém da sua obra literária.»

 

Do texto publicado no Actual (Expresso) de 5 de Julho.

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Os Meus Prémios, de Thomas Bernhard, por Manuel de Freitas.

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«Uma amiga telefonou-me trepidante: Thomas Bernhard está em Sintra. Sim, tenho a certeza, não alucinei. Vi-o com os meus olhos no Café Central. Ou está hospedado no Tivoli ou em Seteais. Tu não imaginas o que é vê-lo sentado a uma mesa a beber café e a olhar em frente.


(...) Fechei os olhos para me concentrar e quando os abri tinha o senhor Thomas Bernhard sentado no sofá de veludo azul à minha frente. Não havia dúvidas: o nariz proeminente, o cabelo esbranquiçado penteado para trás, o jornal de Zurique, que eu sabia ser o seu favorito, numa mão. Trazia calças de caqui creme, uma camisa azul-escura aberta no pescoço envolto por um lenço também creme, meias azuis e impecáveis sapatos brancos. Normalmente não são coisas às quais dou a importância necessária para fixar. O que eu fazia era protelar o momento da decisão. Como todos sabemos, imaginamos mil e uma maneiras como vai decorrer um encontro e o que acontece é precisamente a única coisa na qual não tínhamos pensado. Foi o senhor Thomas Bernhard que me dirigiu a palavra. Depois de me pedir desculpa por me incomodar, perguntou em que língua podíamos falar. A que distância se encontra o mar? Como se pode lá chegar?»

 

De O Mundo É Tudo o que Acontece, de Pedro Paixão

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Pedro e Miguel

03.07.09

Na mesma entrevista, a propósito de Miguel Esteves Cardoso, Pedro Paixão responde à pergunta:


Não tem saudades da cumplicidade intelectual?

O que eu faço, ao escrever, de uma maneira pouco ilusória, é fixar esses momentos para sempre. É como se passasse o que vivi para a eternidade.

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Escreve onde?

Vou para hotéis. Com o Ladrão de Fogo fui para um hotel no Norte, estive lá fechado três ou quatro dias, e acabei-o - nem sei o que está lá escrito. A familiaridade, o hábito impedem a criação. Tenho de estar num sítio que é meu mas não é meu. Como se fosse uma metáfora da vida: uma passagem - nada me pertence num hotel.

 

Na edição de ontem da Sábado, Pedro Paixão dá uma envolvente entrevista de vida onde fala de bipolaridade, de amizade e criatividade. Em mise-en-abîme, na fotografia que ilustra esta conversa de leitura viciante vemos uma fotografia no lugar da pauta do piano onde Pedro improvisa: a fotografia da capa de O Mundo É Tudo o que Acontece, publicado pela Quetzal no final de 2008.

 

 

 

 

 

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A Quetzal Editores e a Livraria Ler Devagar têm o prazer de convidá-lo(a) para a sessão de lançamento de L.Ville, de Fernando Sobral que terá lugar no dia 7 de Julho, pelas 19h00, na Livraria Ler Devagar, Lx Factory.


Zé Pedro, guitarrista dos Xutos & Pontapés, apresentará este policial urbano.

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Quetzalcoalt

01.07.09

Mede Deus pela voz do seu corpo

e retira o peso do ar pelos passos leves

Acrescenta o vento ao tempo

sobe e cresce pela copa das árvores

e serpenteiaa corrente e as escarpas

 

É uma queda de água, de águia

um ovo sibilante numa pirâmide em fogo

Dá vida à luz e ao milho o caminho longo

e respira no trevo uma ameaça de bondade

 

Serpente-pássaro azul, vermelha

que arde no voo e nas constelações

Desaparece nas nuvens e nas borboletas

e regressa na altura das colheitas

 

Tem um ciciado crónico desde a infância

e alivia o peso do mundo e dos arquipélagos

Aceita a religião e envelhecer mais cedo

oferece ao homem o fim da culpa e da penitência

 

Um poema de Tiago Patrício, publicado no Livro das Aves (de uma editora concorrente) e galardoado com o Prémio Daniel Faria 2009. (No ano de 2008, José Luis Peixoto viu o seu Gaveta de Papéis reconhecido com o mesmo título.)

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O Senhor Palomar indica um quiz literário do Guardian, inspirado nas ondas de calor. Este ano, os dias de canícula ainda não nos tiraram o fôlego em Portugal (nem na Quetzal). Mas a pensar no tempos que se aproximam - férias e longas tardes de leitura - lançamos dois livros imprescindíveis na bagagem do leitor (veja os vídeos que os prometem aqui e aqui).

 

Entretanto, se o mesmo leitor (ou outro) for frequentador do Facebook, queira fazer-se amigo da Quetzal, descobrir que tipo de viajante é e que livro o pode guiar quando sai. Ou, de acordo como diz viver a sua sexualidade, conheça o livro lhe recomendamos, do nosso catálogo recente, para os dias de calor. Noutro quiz a publicar brevemente, no lugar onde eles se fazem: o Facebook.

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Mais um livro, mais um filme.

 


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Francisco José Viegas e Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Padre Tolentino de Mendonça, Professor António de Castro Caeiro (tradutor), Francisco José Viegas e Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Padre Tolentino de Mendonça e Professor António de Castro Caeiro (tradutor).

 

 

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Pág. 4/4



QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

foto do autor


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