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Aqui ficam as sugestões dos nossos amigos do Facebook e e seguidores do Twitter:

 

 

Perto da Felicidade, de Richard Yates

As Sereias do Mindelo, de Manuel Jorge Marmelo

A Ninfa Inconstante, Guillermo Cabrera Infante

Luna Clara&Apolo Onze, de Adriana Falcão

Contos Orientais, de Marguerite Yourcenar
Quando D. Quixote Morreu, de Andrés Trapiello

A Inocência do Padre Brown, G. K. Chesterton

Ofício Cantante, de Herberto Helder

Ainda Falta Muito?, de Carla Maia de Almeida e Alex Gozblau

The System of the World, de Neal Stephenson

The Ladies of Grace Adieu and Oher Stories, de Susanna Clarke

A Luz, de Stephen King    

Palomar, de Italo Calvino,

Jesusálem, de Mia Couto,

O Planalto e a Estepe, de Pepetela

Confesso que vivi, de Pablo Neruda

As Vinhas da Ira, de Steinbeck

Assim Falava Zaratustra, de Nietzsche

O Segredo da Mãe, de Graça Morais (ilustração) e Nuno Júdice (texto)
Elegia para um Americano, Siri Hustvedt

Air & Fire, de Rupert Thomson

O Caso das Mangas Explosivas, Mohammed Hanif

 

E ainda qualquer um do José Rodrigues Miguéis. Ou Cesário Verde.

 

Agradecemos a colaboração dos leitores que nos têm acompanhado no Twitter e no Facebook. Especialmente a Sílvia Alves, Ricardo Vercesi, Ana Luísa Silveira, Pedro Corrêa, Maria João Nogueira, Sofia Afonso, Mafalda Mimoso, Cristina Dionísio, Rui Azeredo, Maria João Martins, Kátia Pinheiro. A estes, e a todos, os outros, desejamos boas férias.



 



 


 




 

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Entrevista a Rita Silva Freire na edição de 29 de Julho de 2009.

 

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Olha, Daisy: quando eu morrer tu hás-de

dizer aos meus amigos aí de Londres,

embora não o sintas, que tu escondes

a grande dor da minha morte. Irás de

 

Londres p’ra Iorque, onde nasceste (dizes...

que eu nada que tu digas acredito),

contar àquele pobre rapazito

que me deu tantas horas tão felizes,

 

Embora não o saibas, que morri...

mesmo ele, a quem eu tanto julguei amar,

nada se importará... Depois vai dar

 

a notícia a essa estranha Cecily

que acreditava que eu seria grande...

Raios partam a vida e quem lá ande!

 

À atenção do Senhor Palomar, porque contém um ponto de exclamação, um poema de Álvaro de Campos escolhido por Vasco Graça Moura para o livro 366 Poemas que Falam de Amor.

 


 

Compre aqui.

 

 

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... o ponto e vírgula, por Rogério Casanova:


Como tantas outras pessoas espalhadas por esse planeta fora, eu passo grande parte do meu tempo livre a fantasiar sobre o ponto e vírgula, e é sempre bom encontrar camaradas para o swing platónico. O ponto e vírgula é, com uma considerável vantagem sobre a concorrência, o meu sinal de pontuação favorito. Aliás, se fosse forçado a escolher entre o ponto e vírgula e os chocolates da Lindt, a decisão nem sequer seria problemática.

 

(E não é nada fácil de manusear, o ponto e vírgula; eu, por exemplo, nunca aprendi a fazê-lo; o que não me impede de continuar; a tentar.)

(...)

Nas concentremo-nos antes em quem o utiliza com brio. Como é sabido por todas as pessoas que já tiveram o prazer de me aturar com uns copos a mais, cada sinal de pontuação tem o seu campeão literário. A vírgula tem Henry James, o ponto de exclamação tem Philip Roth, as reticências têm Thomas Pynchon, o ponto final tem Pedro Lomba Hemingway, e por aí fora. 

 

De Pastoral Portuguesa, o texto «Uma semicolonoscopia ao Orlando».

 

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E nesta edição do Jornal de Letras há uma curta entrevista a Fernando Sobral, autor de L.Ville assinada pela Rita Silva Freire. E um texto do Manuel Halpern onde se fala de José Manuel Rodrigues da Silva.

 

 

 

 

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Estás no meio das árvores dos

pássaros das

sombras no regresso da praia

as flores do verão também estampadas

na solidão da saia outras crescendo

naturais sendo umas o futuro e as da

natureza

o momento presente a estampa que

te envolve saindo

dos arbustos movidos pla leveza

imperceptível quase do espírito

ar

que virá um dia

transformar-te

como do rés da terra um vento baixo

subindo ao peitoril onde te inclinas

para as

flores do verão ainda

 

Um poema de Gastão Cruz escolhido por Vasco Graça Moura para o livro 366 Poemas que Falam de Amor.

 


 

 

 

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Pura e simplesmente, vi o livro numa livraria, comprei-o e fiquei preso à sua história desde as primeiras páginas. Desde a primeira página, aliás: passado no México (naquele México dos filmes policiais, negros, obsessivos, onde os personagens transpiram, matam, amam, morrem e ferem duramente), cheio de fumo, de tequila, de guerras entre narcotraficantes e polícias honestos, Balas de Prata é um romance puro, ou seja, é uma história que dá gozo ler. Só depois de o ler corri a comprar os seus direitos para Portugal – porque acho que os bons livros devem fazer parte da nossa vida.

 

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Um parágrafo do texto de Alexandra Macedo dedicado a Perto da Felicidade, de Richard Yates, na edição de sábado.

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Quetzal na rede

28.07.09

Referências a livros da Quetzal na blogosfera: no Senhor Palomar, A Infância É Um Território Desconhecido, de Helena Vasconcelos. E as mais recentes novidades no Planeta Márcia, As Leituras do Corvo, Segredo dos Livros e Conta-me Histórias.

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«Um bom texto é como o sexo. Se está a ser bom, ninguém quer que acabe depressa.»

 

A edição de hoje do i dedica duas páginas sobre o livro Os Suicidas do Fim do Mundo, incluindo-se neste trabalho da jornalista Sílvia Caneco uma pequena entrevista à autora onde se fala do jornalismo literário que se pratica hoje.

 

 

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É bom de ver os livros de volta às páginas da Notícias Magazine, mesmo sem Agulha no Palheiro. Ricardo J. Rodrigues, no Zapping, passou pelas páginas de Palestina, de Hubert Haddad.

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Para fazer nas férias ou durante a hora do almoço - palavras cruzadas de autor, por Paulo Freixinho, com a colaboração de Fernando Sobral. Aqui.

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Sexo

27.07.09

«Tropeçaram e tombaram na cama de estudante feita de um colchão e uma base (…) e quando a custo se levantaram dela, como se viessem à tona respirar, foi simplesmente para se livrarem das suas roupas de verão.»
 

Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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Rachel

26.07.09

«Quando veio apertar a mão a Evan parecia que ficara fulminada. Demorou apenas uma batida de coração ou duas até que ela sorrisse delicamente, mas Evan apercebeu-se, e via-se que ela sabia que ele se apercebera.»
 

Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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«Enquanto fervoroso segundo-tenente de infantaria, recém-casado com a rapariga mais bela do baile do clube de oficiais, e com razoáveis certezas de que ela rezaria por ele, chegou a França, três dias depois de a Guerra ter acabado – e a sua desilusão foi tão intensa que outros oficiais tiveram de lhe dizer, de forma impaciente, que deixasse de ser tolo.»


Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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Phil

25.07.09

«Sentava-se agora numa cadeira, com as pernas apertadas, uma contra a outra; tinha o gato ao colo, fazia-lhe festas, curvava-se sobre ele e dizia-lhe segredos, e aparentemente era ainda demasiado novo para saber que aquela era uma maneira muito mariquinhas de estar sentado.»
 

Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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Daqui a nada começa na RTP 2 a série Mad Men. Criada por um dos argumentistas de Os Sopranos, a série promete ser um exercício raro de boa ficção televisiva. «O foco da trama está na vida do publicitário Donald Draper e nas pessoas que fazem parte da sua vida dentro e fora do escritório, mostrando também as mudanças de comportamento da “América dos anos 60”.», promete o site da RTP. 

 

Porque falamos dela no blogue da Quetzal? Porque o seu criador disse que não teria iniciado este projecto se tivesse conhecido antes a obra de Richard Yates. A avaliar pelo que dizem os blogues lá fora, Mad Men lança um olhar nostálgico e irónico sobre os anos 50/60 que mostra os hábitos tidos por policamente incorrectos pelas gerações seguintes: fumo, bebida, racismo, as aventuras extra-conjugais de hora de almoço, a ideia adquirida de que uma mulher é propriedade do seu marido. Talvez possa não ser ainda o ambiente de Perto da Felicidade (apenas porque se passa no período entre guerras, porque toda essa natureza humana está já no romance de Yates que acaba de chegar às livrarias). Mas Mad Men será certamente uma série próxima de Young Hearts Crying, de Yates, que publicaremos na rentrée.

 

 

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Segunda Guerra

24.07.09

«Durante longos dias após o ataque japonês a Pearl Harbor, Charles Shepard estava quase doente de desgosto. Não tinha ainda cinquenta anos; sabia que o exército o aceitaria de volta se não fosse por causa da vista. (…) Apresentou-se no quartel para uma inspecção médica, mas não teve sorte com o médico dos olhos. Não teve mesmo sorte nenhuma.»
 

Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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«Todas as mágoas da adolescência perdida de Evan Shepard foram redimidas aos dezassete anos, em 1935, quando ele se apaixonou pelos automóveis. A sua incessante intimidação de rapazes mais fracos, a sua propensão bruta para ofender as raparigas, as suas ineptas e embaraçosas aventuras pelo pequeno crime - tudo isto deixara de ter importância, a não ser pelas más recordações.»

 

 

Começar pelo princípio. Eis as duas primeiras frases de Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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Nova Iorque

24.07.09

 Imagem retirada daqui.

 

«A inimaginável silhueta de Nova Iorque, vista deste desfiladeiro do outro lado do rio Hudson, era mais do que suficiente para tirar a respiração. Fazia-os saber que aquelas torres salpicadas de amarelo, laranja e vermelho, com as suas inúmeras janelas em labareda, estavam ali por melhores razões do que o simples comércio; estavam ali por causa deles, como se tivessem sido criadas pelo desejo e o seu mais elevado propósito fosse elevar as aspirações e albergar os sonhos.»

 

 

Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

 

 

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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