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Amanhã nas livrarias: a história de uma relação tão apaixonada quanto perigosa.
Um romance sensual, sadomasoquista.

 

 


Mari trabalha no Hotel Íris, um pequeno hotel à beira-mar, modesto, mas quase sempre com a lotação completa. A sua mãe é proprietária, Mari toma conta da recepção todas as noites. E, como em todas as noites, a tranquilidade e o silêncio reinam no edifício. De repente, ouvem-se gritos, insultos, proferidos por uma mulher que sai agora do quarto de um dos seus hóspedes mais discretos. Mari fica impressionada com a cena e, ao mesmo tempo, com a elegância desse homem mais velho acusado dos piores desvios. Alguns dias mais tarde cruzar-se-á com ele na rua e começará a segui-lo. O homem que inicialmente a intrigou, tornar-se-á uma obsessão e objecto do seu desejo.
 

 

Hotel Íris, de Yoko Ogawa | serpente emplumada

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Yoko Ogawa

04.06.09

 

Yoko Ogawa nasceu no Japão, em Okayama, em 1962. Os seus mais de vinte romances, que começou a publicar em 1988, têm sido premiados, adaptados ao cinema e traduzidos em inúmeros idiomas. O seu universo e a sua escrita dão à obra de Ogawa um lugar de destaque na literatura contemporânea. Ogawa consegue dar expressão aos mais obscuros meandros da mente humana através do estudo exaustivo das suas personagens, mulheres, na maior parte dos casos.

 

Hotel Íris é o seu romance mais traduzido. Publicado pela Quetzal, chega amanhã às livrarias.

 

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Voz

04.06.09

A voz do homem seguiu a direito dele até mim. A algazarra abrandara. Era uma voz profunda e grossa. Não continha irritação nem cólera. Tinha mesmo um tom reflectido. Era a mesma impressão que dão o violoncelo ou a trompa quando intervêm na orquestra para uma nota prolongada.
 

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-    Não é a solidão que me entristece. Já me deixei de tristezas há muito tempo. Não é isso, é mais a sensação de que também eu vou desaparecer sem ruído, aspirado por uma fissura da atmosfera. A uma velocidade estonteante, à qual ninguém se conseguiria opor. Se formos para lá arrastados, é impossível voltar atrás. Sei isso muito bem.
-    Será isso morrer?
-    Não, não é isso. Todos nós morremos. Estou a falar de uma coisa muito mais específica. Sou arrastado para essa fissura invisivel como se fosse o único a ser castigado.

 

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«Na Lua por detrás das ramagens via-se uma mulher sentada. A mulher da lua era uma canoeira que nunca tinha conseguido cruzar a baía Tabakkana. De modo que um dia disse: “Se não for capaz de a atravessar vou ficar na lua para sempre.” E a canoa foi a pique e a mulher desde então estava na lua. Por isso havia muita gente que nas noites de lua cheia costumava dizer aos filhos. “Lá está a mulher que não conseguiu atravessar a baía Tabakkana.”»

 

De Para Lá da Terra do Fogo, de Eduardo Belgrano Rawson.

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Para ouvir

04.06.09
No arquivo de Última Edição, de Luís Caetano, na Antena 2: Eduardo Belgrano Rawson e as reedições de Vergílio Ferreira pela Quetzal. (Entretanto, o linque para o programa já está arrumado no devido lugar, na barra do lado direito.)

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Há quem diga que um livro de viagens é uma espécie de romance, que contém elementos de ficção, que sai da imaginação e que é uma estranha criatura: uma metade, o pequeno animal prosaico da não-ficção, e a outra, o fabuloso monstro da ficção, e ali fica, desafiando-nos a que se lhe dê um nome. Existem, sem dúvida, livros que se encaixam nesta descrição, caminhadas e viagens feitas por escritores em épicos e odisseias. Quer escrever um romance, mas não tem nem tema, nem personagens, nem paisagem? Então faz-se uma viagem - um par de meses, não muito dispendiosa, não muito perigosa - e escreve-se, narrado tudo de forma suficientementemente angustiante e sardónica, dramatizando-se a si próprio, porque o escritor é o herói desta... quê? Busca, talvez, mas cheia de liberdades.

Esta não é de todo a minha preocupação. E quando leio livros assim e dou pela falsificação, pela invenção, pelos ornamentos, sinto-me obrigado a parar de ler. A autodramatização é inevitável em qualquer livro de viagens: a maioria dos viajantes, por mais sombrios ou pouco imaginativos que sejam, vêem-se a si próprios como aventureiros solitários um tanto heróicos. Mas o estranho é que os verdadeiros heróis de viagens raramente escrevem sobre elas.

 

Em O Velho Expresso da Patagónia, para conferir aqui.

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Escritores

02.06.09

Houve um tempo em que o escritor se sentia inspirado e escrevia. Hoje o escritor faz pesquisa e produz.

 

Do tempo contado de J. Rentes de Carvalho, de quem a Quetzal publicou no início deste ano Com os Holandeses (um livro escrito em 1971, ano em que foi publicado na Holanda, e que continua a a deliciar pelo humor inteligente em 2009).

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«O Pequeno Prémio Nacional é um chamado incentivo de talentos e já tantos o receberam que não é possível enumerá-los, entre eles estou eu agora, dizia eu, pois recebi o Pequeno Prémio Nacional de castigo. (…) Eu dizia, porém, ter jurado a mim próprio que com essa infâmia monstruosa havia de fazer qualquer coisa e que não pensava recusar essa infâmia monstruosa. Não estou disposto a recusar vinte e cinco mil xelins, dizia eu, eu sou ávido de dinheiro, não tenho carácter, eu próprio sou uma pessoa abjecta.»

 

De Os Meus Prémios, de Thomas Bernhard.

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Do texto publicado no sábado na NS (suplemento do Diário de Notícias e Jornal de Notícias).

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Do texto de Ana Cristina Leonardo sobre As Meninas da Numídia, publicado no Actual de sábado.

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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