Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Hubert Haddad escreve como fala nesta entrevista. Com uma linha contínua de pensamento que  encadeia as diferentes dimensões da sua experiência e do seu propósito. É esta linha que faz de Palestina um fluxo contínuo. A voz que nos guia neste romance, forçosamente escrito na terceira pessoa, é uma voz que começa por se enlaçar nos gestos de Cham.

 

Do excelente blogue Cabinet de Lecture | Rue 89, traduzimos livremente este parágrafo. Acabámos de publicar Palestina de Hubert Haddad, na série mediterrâneo. Chegou há dias às livrarias e é provavelmente o primeiro romance traduzido sobre o conflito israelo-árabe. Vale a pena ver os vídeos e ler o artigo completo.

 


 

 



 


Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Por que razão a Ética a Nicómaco é um livro fundamental para a filosofia e para o direito?

Porque estabelece a diferença entre o que é o cumprir de uma regra como mera satisfação ou o quebrar essa regra como insatisfação. Leva à procura radical da possibilidade de sermos configurados pela lei intrínseca vigente em cada um de nós. Se anularmos ou neutralizarmos o que é logro, teremos tempo para perceber a beleza que resulta de ser sem ter ou de ter o que é devido.

 

 

 

 

O livro Ética a Nicómaco, de Aristóteles, com tradução, prefácio e notas de António Castro Caeiro será apresentado na Bertrand do Chiado, no dia 29 de Junho, pelas 18h30, pelo Professor Marcelo Rebelo de Sousa e pelo Padre Tolentino de Mendonça.


Autoria e outros dados (tags, etc)

Há uma relação entre Ética e Moral?

Moral é um termo latino que designa os usos e os costumes e a decisão do correcto ou lícito e do ilícito e incorrecto em função da norma. A Ética, pelo contrário, dá-nos a possibilidade de sermos conformados pelo padrão exemplar que é sermos o modo de ser que nos cumpre, e por isso satisfaz e deixa feliz. Quem é feliz não é injusto.

 

Leia mais no texto de Aristóteles, traduzido, anotado e introduzido por António Castro Caeiro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quem era Nicómaco?

Não se sabe ao certo. Há várias teorias. Pode ter sido o filho de Aristóteles caído na guerra ou, o mais provável, o nome do editor do texto, como era costume.

 

 

 

O livro Ética a Nicómaco, de Aristóteles, com tradução, prefácio e notas de António Castro Caeiro será apresentado na Bertrand do Chiado, no dia 29 de Junho, pelas 18h30, pelo Professor Marcelo Rebelo de Sousa e pelo Padre Tolentino de Mendonça.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Uma página inteira escrita por Pedro Mexia e publicada no P2 de sábado, dedicada a Os Meus Prémios de Thomas Bernhard.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estarão à mesma mesa, na Bertrand do Chiado, quarta-feira, dia 24, pelas 18h30. Na apresentação da biografia de Eça de Queirós, da autoria de Maria Filomena Mónica, reeditada mais uma vez pela Quetzal. Serão servidas queijadas de Sintra e licores apropriados, em homenagem ao Maestro Cruges, personagem de Os Maias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

E merece um pequeno trailer. O primeiro da Quetzal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

aqui falámos deste livro, O Velho Expresso da Patagónia, de Paul Theroux, mas hoje há mais novidades.

 

A partir de hoje fica disponível para download o primeiro capítulo deste livro que descreve uma road trip, real e literária.

 

Abra o apetite para o livro completo, fazendo o download grátis do primeiro capítulo, em PDF.

 

Faça o download aqui.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Miguel Santos Teixeira leu Somos o Esquecimento que Seremos, de Héctor Abad Faciolince.

 

 


"Somos o Esquecimento que Seremos" é antes de tudo um excelente título. Uma constatação com que raras vezes nos confrontamos, pois andamos sempre demasiadamente ocupados em querer ser algo que nos evite cair no esquecimento que, efectiva e fatalmente, um dia seremos. Quanto ao "miolo" em si, estamos perante uma descrição apaixonada de um filho por um pai que admirou e ainda hoje lhe é referência na vida que leva e de que muito se orgulha. Trata-se de uma manta de muitas recordações, que anos a fio estiveram guardadas à espera do momento de serem reveladas, momento a partir do qual despoleta todo um incrível conjunto de sentimentos que nos agarram pelos colarinhos e nos sugam literalmente para o interior desta obra ímpar. Mas se por um lado partilhamos dos medos, raivas e anseios que estiveram sempre presentes na vida do autor enquanto o seu pai, o médico Héctor Abad Goméz, foi um activo e irredutível militante na defesa da igualdade e dos direitos humanos, por outro lado vamo-nos apercebendo de toda a humanidade, paixão - quer pela família quer pelo povo colombiano carenciado e subjugado à força imposta pelo regime - e coragem postas em cada acção que, contra tudo e contra todos, este exemplar ser humano sempre tentou levar a bom porto, mesmo sabendo-se num ambiente marcado por um regime autoritário e militarista, quantas vezes alheio aos genuínos interesses e preocupações da população que acerrimamente Abad Goméz defendia.

Encontrei neste livro uma das mais belas e sentidas homenagens que podem ser feitas a um pai. Toda a ternura, paixão, respeito, consideração, transparecem para cada página de forma genuína, fluida e sem espartilhos de qualquer espécie. E o que mais me marcou, finda esta maratona que tanto deve ter custado a correr ao autor face a tudo o que lhe relembrou, foi a ausência de um ódio marcado, que até seria compreensível, face a quem ordenou e mandou assassinar o seu pai, certo dia em pleno centro de Medellín. Um exemplo, até neste particular.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Palestina

18.06.09

 

Algures na Cisjordânia entre a Linha Verde e o «muro de segurança», uma patrulha israelita é atacada por um comando palestiniano. No confronto, um dos soldados é abatido, o outro feito prisioneiro pelo comando que depressa se põe em debandada... Ferido, em estado de choque,  o refém perde todas as referências, esquece como se chama. Para ele, é a passagem para o outro lado do espelho. Único sobrevivente, sem documentos, vestido à civil e de keffieh, o jovem militar é recolhido, tratado e depois adoptado por duas palestinianas. É nessa condição que Nessim descobre e experimenta os sofrimentos e tensões de uma Cisjordânia ocupada. Neste comovente romance, através da personagem de Falastìn, Hubert Haddad converte todo o horror do conflito numa alegoria trágica de grande beleza.

 

 

Palestina, de Hubert Haddad | série mediterrâneo

Tradução de Ana Cristina Leonardo

 

Amanhã nas livrarias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Ética a Nicómaco trata da felicidade como projecto essencial do ser humano. Das virtudes, da sensatez, do que se pode e do que se deve fazer. Trata da possibilidade de se existir de acordo com as escolhas que fazemos. De se ser autónomo, de viver com gosto. Trata da procura do prazer pelo prazer - e do prazer pela honra. Da justiça. Das formas de vida que levam à felicidade. Da procura do amor. É um livro fundamental para a cultura do ocidente.

 

Ética a Nicómaco, Aristóteles | tradução, introdução e notas de António de Castro Caeiro


ARISTÓTELES nasceu em 384 a.C. É um dos mais influentes filósofos da História do pensamento ocidental. Fundou várias disciplinas e influenciou muitas outras: Lógica, Epistemologia, Biologia, Física, Teoria da Literatura, Direito e Filosofia. Ao longo dos tempos, Aristóteles tem sido tratado em cada época como um contemporâneo que acabou de publicar os seus textos e cuja recensão é premente.

 

ANTÓNIO DE CASTRO CAEIRO é professor auxiliar, agregado em Filosofia Contemporânea, e ensina no Departamento de Filosofia da FCSH dsde 1990. É membro do Instituto Linguagem, Interpretação e Filosofia e as suas áreas de investigação são a filosofia antiga e contemporânea. Orientou seminários de tradução do grego, do alemão e do latim e traduziu para português além de Ética a Nicómaco e as Odes Políticas de Pindaro.

 

Amanhã nas livrarias.

 

Apresentado no dia 29 de Julho, na Livraria Bertrand do Chiado

pelo Professor Marcelo Rebelo de Sousa e o Padre Tolentino de Mendonça. 
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

L. Ville

18.06.09

 

Só os anúncios publicitários transmitem a ideia de uma cidade feliz. E o detective Manuel da Rosa sabe disso. A sua rotina de viagens nocturnas pela cidade termina quando um comerciante de arte, Ernesto Ávila, aparece morto. À medida que o detective vai conhecendo melhor o misterioso passado do morto, um homem que não gostava de ser conhecido, recorda-se do tempo em que ele próprio tentava esquecer a sua identidade. E a pensar na sua relação com Ana Moreno. Tudo se complica com a chegada da fascinante e enigmática, Susana Wong. Ela pode ser a explicação de tudo. Até da razão porque é cada vez mais difícil saber onde está a verdade e onde está a mentira. 

 

L.Ville, de Fernando Sobral | língua comum

Amanhã nas livrarias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Três cidades, um detective, crimes de natureza vária, num policial com nome de tag.

A felicidade como projecto essencial do ser humano, num texto fundamental para a cultura do Ocidente.
 
A história de um soldado que perde memória e a identidade, num romance sobre o conflito israelo-árabe.


                                                         Amanhã nas livrarias de todo o país.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Procuramos quem tenha lido A Ninfa Inconstante, o inédito póstumo de Cabrera Infante, publicado no fim de Abril pela Quetzal. Oferecemos recompensa a quem se apresentar.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O Jornal de Letras chegou hoje às bancas. O Ministro da Cultura ocupa a primeira página e lá dentro dá-se conta das reedições que a Quetzal tem feito da obra de Vergílio Ferreira. A esse propósito, vale a pena ler o post de João Paulo Sousa publicado no Da Literatura sobre o recém chegado às livrarias Do Mundo Original, onde se diz que desde o início, impressiona a coerência de um pensamento sobre a arte que se desenha e reitera ao longo de todos os textos, e daqui se parte para a análise do livro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

António Manuel Venda anunciou no seu blogue Floresta do Sul que está a escrever um novo livro. Aparentemente, envolve políticos, estradas rurais e animais selvagens.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Da Palestina

15.06.09

«Cobriram-lhe a cabeça com um keffieh. Braços estreitaram-no e empurraram-no. Uma espécie de pânico desatado corta-lhe o folêgo. Com a ponta dos dedos busca a espingarda. A mesma sensação de insondável despojamento faz o seu espírito regressar ao instante em que na véspera, numa praça de Hebron, lhe tinham desaparecido a carteira, o cartão multibanco, as fotografias da mãe e de Michael, o bilhete de identidade. Mas arrastaram-no para longe de Tzvi. Talvez ele não esteja morto. É preciso salvar o ajudante Tzvi, extrair a bala da testa e voltar a introduzir todo o sangue. Bastará andar para trás no tempo, alguns minutos apenas. Pousar o pequeno dedo no mostrador, como fazia em criança. Depois empurrar para trás os ponteiros, mil vezes, dez mil vezes, até que todos os mortos se ergam.»

 

Palestina, de Hubert Haddad | série mediterrâneo

Tradução de Ana Cristina Leonardo


Nas livrarias a 19 de Junho.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mais do deserto

15.06.09

 

- Como é que sabe?

- Sei o quê?

- Que não vai acontecer nada.

- Que não vai acontecer nada? Ora, porque penso nisso, meu rapaz: aquilo que nos devia acontecer, já aconteceu.

- O quê? O que é que nos aconteceu?

De repente, Hagg-Bar diz:

- Chiu! Escuta.

- O que se passa, senhor?

- Não, deixa-me ouvir.

- Peço-lhe: diga-me o que se passa.

Com os sentidos alerta e a voz que se contrai num murmúrio, o homem enorme lança, instantes depois:

- Dir-se-ia que alguém mata alguém.

- Não!

- Sim.

Meditativo, Hagg-Bar repete:

- Sim. Tarde de mais.

- O senhor não acredita nisso. Não o diz a sério.

- Não há como saber. Esta imensidão é como uma porta que agora mesmo nos fecharam na cara. O próprio dia é uma outra porta. Haverá algures uma saída? Onde poderíamos encontrá-la? Aconteceu alguma coisa.

A ênfase de Hagg-Bar nestas últimas palavras em tudo se assemelhou ao rugido do leão. Falta apenas uma juba a este leão, mas as bandas do keffieh aí estão para a substituir. O alarme que a sua voz acaba de transmitir ao ar, paira ainda sem se extinguir.

 

O Deserto sem Saída, de Mohammed Dib | série mediterrâneo

Tradução de Catarina F. Almeida

Autoria e outros dados (tags, etc)

Com um pragmatismo que seria frieza oportunista noutros, Thomas Bernhard compreende nos prémios que foi recebendo um bote de salvamento, no ameaço de naufrágio em que parecia sempre viver. Bernhard não envereda no subterfúgio: para ele, os prémios representam, mais do que o reconhecimento, ou a honra, que não há, a recompensa por uma vida de desgaste verbal, destempero existencial, a paga por uma existência no sopé escavado da morte (...)

 

Do texto de Hugo Pinto Santos sobre Os Meus Prémios de Thomas Bernhard, publicado no Rascunho.

Autoria e outros dados (tags, etc)



QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • Sites e blogues de autores

  •  
  • Sobre livros

  •  
  • Editoras do Grupo BertrandCírculo

  •  
  • Comprar livros online

  •  
  • Festivais Literários

  •  
  • Sobre livros (imprensa portuguesa)

  •  
  • Sobre livros (internacional)

  •  
  •  

  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D