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Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.
«A morte das formas contemporâneas de ordem social deveria alegrar mais a alma do que perturbá-la. O assustador, porém, é que o mundo que parte deixa atrás de si não um herdeiro, mas uma viúva grávida. Entre a morte de um e o nascimento de outro, muita água correrá, uma longa noite de caos e de desolação há-de passar.»
Esta é a epígrafe que Martin Amis escolheu para o seu mais recente (e muito aguardado) romance, publicado já em 2010 em Inglaterra e que este mês, no dia 9, chega às livrarias portuguesas. É o primeiro livro de Amis com a chancela da Quetzal, que publicará a sua obra.
Considerado pelo Independent on Sunday «o maior escritor inglês da sua geração», Martin Amis completou 60 anos em 2009 e este é o seu décimo segundo romance. O escritor admite ter-se dedicado durante um longo período a um romance autobiográfico com uma estrutura ficcional. Só que este projecto não resultou como esperava. «Acontece uma coisa curiosa com a vida» - disse numa entrevista recente - «se a pusermos num romance, morre». Havia, no entanto, uma parte do que tinha escrito que não o desiludia: a descrição de um verão passado num castelo em Itália. Foi precisamente dessas páginas, com muito da vida de Amis, que partiu para a história de Keith Hearing, «um estudante de literatura com vinte anos, às voltas com o romance inglês que luta para que o feminismo e novo poder das mulheres reverta a seu favor», e dos rapazes e raparigas com quem partilhou o verão de 1970 – uma estação que continha as sementes do mundo moderno, a verdadeira viúva grávida.
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