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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

Este poema começa por te comparar

com as constelações,

com os seus nomes mágicos

e desenhos precisos,

e depois

um jogo de palavras indica

que sem ti a astronomia

é uma ciência infeliz.

Em seguida, duas metáforas

introduzem o tema da luz

e dos contrastes

petrarquistas que existem

na mulher amada,

no refúgio triste da imaginação.


A segunda estrofe sugere

que a diversidade de seres vivos

prova a existência

de Deus

e a tua, ao mesmo tempo
que toma um por um

os atributos

que participam da tua natureza

e do espaço criador

do teu silêncio.

 

Uma hipérbole, finalmente,

diz que me fazes muita falta.

 

 

Um poema de Pedro Mexia escolhido por Vasco Graça Moura para o livro 366 Poemas que Falam de Amor.

 


 

 

 

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