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Quetzal

Na companhia dos livros.

AUTORES NO MEIO DO VERÃO || Filipe Homem Fonseca responde ao inquérito de Verão da Quetzal: «O melhor local para ler? Em casa. O pior: também.»

 

 Filipe Homem Fonseca nasceu em Lisboa, em 1974. É argumentista, dramaturgo, humorista, músico e realizador. É também membro fundador das Produções Fictícias. Argumentista, co-autor de Contra Informação, Bocage, Paraíso Filmes, Sociedade Anónima, Major Alvega e Herman Enciclopédia. Autor do telefilme Só por Acaso e do documentário Curiua-Catu. Autor da peça Azul a Cores e de pequenas peças para Urgências e Urgências 2006. Co-autor da peça A Treta Continua. Autor do fotoon Salvo Erro para O Inimigo Público. Co-criador e co-intérprete do primeiro videopodcast português, O Horror iNominável. Co-fundador da banda de electroclash tribal Cebola Mol.

Na Quetzal publicou o seu romance Há Sempre Tempo para Mais Nada.

Filipe Homem Fonseca no lançamento de Há Sempre Tempo para Mais Nada, rodeado por Nuno Miguel Guedes, que apresentou, e por Lúcia Pinho e Melo, da Quetzal.

 

 

Um exemplo de beleza.

Milla Jovovich.

 

Um exemplo de elegância.

Audrey Hepburn.

 

Um exemplo de fealdade.

Wolfgang Schäuble.

 

A música que nunca lhe sai da cabeça.

Todas as de Keiji Haino.

 

O lugar ideal para passar férias.

Fora da Europa: Amazónia. Dentro da Europa: Reino Unid-- ai não, espera.

 

Qual foi o primeiro livro que leu? O que se lembra dele?

O Caso da Rã Fantasma, de E.W. Hildick. Mais do que o conteúdo, lembro a tarde de infância em que o devorei, sentado no pátio de casa, enquanto comia torradas e bebia sumo de laranja.

 

Que livro o obrigaram a ler na escola que achou insuportável?

Nunca nenhum livro me foi insuportável porque nenhuma obra de José Rodrigues dos Santos era de leitura obrigatória.

 

Qual é obra que releu mais vezes? Porquê?

Vários de Philip K. Dick. Descubro sempre coisas novas a cada releitura. Uma Conspiração de Estúpidos, de John Kennedy Toole; Plataforma, de Michel Houellebecq; e De Moscovo a Petuchki, de Venedikt Erofeev, pelas mesmas razões.

 

Vai parar a uma ilha deserta e encontra o pior livro imaginável. Como se chama?

Prometo não-sei-quê.

 

Qual é o melhor local para ler? E o pior?

O melhor: em casa. O pior: também.

 

A bebida ideal para acompanhar uma boa leitura?

Água.

 

Costuma sublinhar livros ou escrever neles ou é daqueles que os mantém imaculados?

Sublinho e escrevo.

 

Usa um marcador ou dobra as páginas?

Marcador.

 

«A Visita do Brutamontes», de Jennifer Egan, um dos dez melhores romances sobre Nova Iorque

«A Visita do Brutamontes», de Jeniffer Egan (da Quetzal), é um dos dez melhores romances sobre Nova Iorque, ao lado de Scott Fitzgerald, Saul Bellow ou Edith Wharton. 

A escolha é feita pelo The Guardian: «Time’s dilapidations and revenges on a group of friends in the Manhattan music business, as mimicked in a set of virtuoso fictions that themselves weave backwards and forwards and sideways in time, finally alighting in a climate-changed New York of the near future.» A Visita do Brutamontes é um livro sobre a interação do tempo e da música, a capacidade de sobreviver, e as mudanças e transformações, quando inexoravelmente postas em movimento ainda que pelas mais efémeras conjunturas do nosso destino. Numa arrebatadora plêiade de estilos e registos - da tragédia à sátira, passando pelo Power Point - Egan captura a corrente que nos atrai para a auto-destruição - à qual sucumbimos se não a soubermos dominar; a fome de redenção de cada homem e mulher; e a tendência universal para alcançar ambas através da ação "condutora" da arte e a música e escapando à impiedosa passagem do tempo. Um livro astuto, surpreendente e hilariante.

Leia aqui um artigo de Janet Maslin, no The New York Times sobre o romance – e outra recensão, mas na revista de domingo, também do The New York Times.

 

Leia aqui um artigo mais extenso do The Guardian sobre Jennifer Egan, de quem a Quetzal publicou também o belíssimo O Circo Invisível.

 

Hoje, Sérgio Godinho na Guarda

Sérgio Godinho estará hoje na Biblioteca Eduardo Lourenço, na Guarda, para falar do seu trajeto profissional enquanto escritor, compositor e músico.

O livro Vidadupla, publicado pela Quetzal, é constituído por uma série de contos, feitos de histórias «a partir de impressões do que se vê e do que se imagina», e marca a estreia de Sérgio Godinho na ficção para adultos. Apesar de ser a sua primeira incursão na ficção literária, Sérgio Godinho já publicou um total de 11 livros, entre guiões de cinema (como Kilas, o mau da fita), poesia, histórias para a infância, peças de teatro ou crónicas. 

O próximo livro de Sérgio Godinho, um romance, será publicado no início de 2017.

Nuno Costa Santos em Setúbal e em Sintra

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Nuno Costa Santos estará em Setúbal também no próximo dia 2, sábado, 18h30 – na magnífica Livraria Culsete – para a apresentação de «Céu Nublado com Boas Abertas», que estará a cergo de João Maurício Brás. No próximo dia 14, em Sintra, decorrerá uma tertúlia sobre o romance, no Legendary Café, às 20h – com apresentação de Rui Lopo.

Sobre o romance de Patrícia Müller: «Uma narrativa absolutamente admirável.»

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«Nenhum romance recente abordou a atual crise da família de um modo mais exaustivo do que o ora publicado “Uma Senhora Nunca”, de Patrícia Müller», escreve Miguel Real esta semana no «Jornal de Letras»: «A partir deste romance poder-se-ia escrever a história sociológica da família em Portugal no século XX.»

Mais: «Um romance feliz – socialmente revelador de ‘segredos’ que atraem a curiosidade do leitor, literariamente não formal, escrito com um léxico próprio da classe média do século XXI, dotado de um agílimo trabalho sobre a categoria do tempo, e de uma astuciosíssima mente da autora/narradora, cuja análise das personagens constitui um quase tratado de psicologia.»

Ler o texto aqui.

Quizz Cinco Esquinas (1)

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Responda ao quizz sobre «Cinco Esquinas», o novo romance de Mario Vargas Llosa publicado pela Quetzal. Aqui estão as primeiras cinco perguntas que apelam à sua atenção e gosto pelo pormenor. As respostas corretas serão publicadas na próxima semana.

 

 

1. De que cor são os sapatos de Rolando Garro, diretor do semanário Destapes, no seu primeiro encontro com Quique, o engenheiro Enrique Cárdenas Sommerville?

a) Pretos

b) Amarelos

c) Azuis

d) Laranja

 

2. Como se chama o grupo de humoristas em que participara Juan Peineta?

a) Los Tres Chistosos

b) Los Locos Hermanos de Arequipa

c) Los Nuevos Panchos

d) Los Poetas de Lima

 

3. Em que universidade se formou Enrique Cárdenas?

a) Nacional de Engeniería

b) Harvard

c) MIT, Cambridge

d) Católica de Lima

 

4. Em que jornal Rolando Garro faz os seus primeiros ataques contra Juan Peineta?

a) La República

b) Destapes

c) Última Hora

d) El Correo de Lima

 

5. Que escola frequentam as filhas de Luciano e Chabela?

a) Colégio Madre Esperanza de la Purificación

b) Colégio Franklin Delano Roosevelt

c) Colégio Central de Miraflores

d) Escuela Ignacio Merino

 

José Eduardo Agualusa sobre Angola

Sobre os últimos acontecimentos em Angola, declarações de José Eduardo Agualusa à agência Lusa: «Tudo isto me parece surpreendente, tendo em atenção a injustiça flagrante de todo o processo, a perturbação que causa ao conjunto da sociedade angolana e pelo próprio regime não sair em nada beneficiado deste processo, muito pelo contrário.» Para ler tudo, clique aqui.

A Quetzal publicará  o novo romance de José Eduardo Agualusa ainda este ano, em Outubro.

Para leitores de Mario Vargas Llosa e apreciadores de futebol

Os leitores de Mario Vargas Llosa — de quem a Quetzal acaba de publicar o romance «Cinco Esquinas» — provavelmente conhecem o termo: «mecear». O jornalista Diogo Pombo, que acompanha o Euro 2016, explica do que se trata.

A propósito do Portugal-Áustria, escreve Diogo no Observador: «Mario Vargas Llosa não tem nada a ver com Portugal. É um escritor dos bons, mas é peruano. A partida arranca e bastam uns cinco minutos, talvez nem tantos, para me lembrar do que, por coincidência, leio dele no mesmo dia. Uma vez explicou como no país dele há um desporto nacional que não é futebol, chama-se Mecer. Escreve ele que é a arte em que se mantém alguém “na indefinição ou no engano” durante muito tempo, não a ser bruto ou malcriado, mas — e aqui é que está o truque — de forma “amável ou até afetuosa”.» Pode ler o resto, também.

Mario Vargas Llosa em Lisboa

Mario Vargas Llosa, de quem a Quetzal acaba de publicar o seu novo romance «Cinco Esquinas», estará em Outubro em Lisboa.

 

Llosa virá a convite da Fundação Francisco Manuel dos Santos – para discutir os fundamentos da democracia. O Nobel da Literatura vai encerrar o encontro “Que democracia?”, em outubro. Notícia completa aqui.

Hector Abad Faciolince: o grande romancista

 

Recordamos o que diziam o The New York Times e o The Guardian, não poupando elogios a Hector Abad Faciolince – de quem a Quetzal publicou em fevereiro Oculta, que na semana passada o Neue Zürcher Zeitung considerava «a resposta a Cem Anos de Solidão».

 

Os artigos do Guardian e do The New York Times referiam-se a Somos o Esquecimento que Seremos, o primeiro título publicado pela Quetzal, em 2009, e que obteve o Prémio da Casa da América Latina em Lisboa. Sobre ele tinha escrito Javier Cercas, no El Pais: «Um livro tremendo e necessário, de uma coragem e honestidade arrasadoras. Por vezes, perguntei-me como é que terá tido a valentia de o escrever.»

Depois de Somos o Esquecimento que Seremos, a Quetzal publicou Receitas de Amor para Mulheres Tristes, Os Dias de Davanzati e, finalmente Oculta, um romance arrebatador e cujos direitos acabam de ser adquiridos na Alemanha (Berenberg) e na França (Gallimard). Para o Neue Zürcher Zeitung, cujas páginas de crítica literária são das mais conceituadas na imprensa europeia, «na América Latina está a nascer um novo realismo pós-ideológico. O romance La Oculta, de Hector Abad Faciolince, é hoje a resposta literária a Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez. Uma obra-prima.»

 

Bruno Vieira Amaral: em Guimarães, na Biblioteca Raul Brandão no dia 16 de junho

O autor de As Primeiras Coisas estará presente na Biblioteca Raul Brandão para uma conversa com o público a partir das 18h30, ao abrigo da programação do Húmus, o primeiro festival literário do município de Guimarães. Após a visita de Afonso Cruz e da oficina «Escrevi um livro, e agora?», lecionada por Paulo Ferreira, é a vez de Bruno Vieira Amaral, Prémio José Saramago 2016, dar o seu contributo nesta celebração dos 150 anos do nascimento de Raul Brandão. 

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