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Quetzal

Na companhia dos livros.

Bruno Vieira Amaral vai ao teatro

E fica para conversar depois do espetáculo terminado. 

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Amanhã, 30 de janeiro, Bruno Vieira Amaral assiste a Clarabóia, no Teatro Cinearte A Barraca, a adaptação à cena de Maria do Céu Guerra do romande de José Saramago. Depois do espetáculo, haverá uma conversa com o público e o autor de As Primeiras Coisas é o convidado para este debate que conta com a participação de Maria do Céu Guerra e Pilar Del Rio.

O Demónio da Depressão, de Andrew Solomon, nas livrarias a 12 de fevereiro

Sobre O Demónio da Depressão, um grande tratado sobre a doença, numa leitura envolvente e acessível a todos os leitores:

 

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Depois de em 1998 ter publicado um artigo sobre depressão na New Yorker que teve um grande impacto, Andrew Solomon lançou-se no desafio de discutir a doença e o amplo leque de tratamentos disponíveis à base de químicos, a eficácia de tratamentos alternativos e o impacto da depressão em diferentes grupos populacionais. Solomon também explora as delicadas questões éticas e morais levantadas por recentes explicações biológicas para as doenças mentais.

 

«Abrangente, corajoso e profundamente humano. Revela abertura de espírito, é bem fundamentado e, ao mesmo tempo, poético. Apesar da natureza do assunto, o facto de ser escrito com tanto élan e elegância faz com que nunca seja deprimente.»

The New York Times

 

«O Demónio da Depressão é o livro ideal e definitivo sobre a doença. Não há neste relato nada que sirva de falso paliativo, a não ser que estar acompanhado de tanta inteligência e compreensão sirva em si mesmo de consolo.»

Edmund White

 

«Uma investigação de uma pesquisa exaustiva, provocadora e muitas vezes comovente da depressão. Solomon escreve de uma forma cativante, original e vívida. O Demónio da Depressão é um feito considerável. É natural que provoque discussão e controvérsia; o seu generoso sortido de vozes, do patológico ao filosófico, torna a leitura rica e variada.»

Joyce Carol Oates, The New York Times Book Review

 

«O livro de uma geração. Solomon entrelaça uma narrativa pessoal com conhecimentos científicos, filosóficos, históricos, políticos e culturais. Escrito com elegância, fruto de meticulosa pesquisa. Esclarecedor e empático, erudito e útil. Solomon pede desculpa por “nenhum livro poder abarcar o todo do sofrimento humano.” Este livro está lá perto.»

Christine Whitehouse, Time

 

«Em suma, outros livros podem oferecer mais pormenores sobre os tópicos desenvolvidos em cada um dos capítulos, mas não há nenhum livro destinado ao grande público que contenha tanta informação sobre a depressão como este.»

Christian Perring, Metapsychology Online Reviews

 

 

Vergílio Ferreira: tornar visível o mistério das coisas

«Nada há de mais incerto do que uma data, que se quer precisa e definitiva, que determine o "início de atividade" de um escritor. Neste domínio, Vergílio António Ferreira, beirão nascido em Melo, Gouveia, a 28 de janeiro de 1916, não tem direito a exceção. Sabe-se, isso sim, que era estudante da Faculdade de Letras de Coimbra, onde viria a licenciar-se em Filologia Clássica, quando escreveu (1939) o primeiro romance, O Caminho Fica Longe, que só veria publicação quando o autor já exercia funções docentes (1943), profissão que manteria até à reforma.

Com alguma certeza, pode dizer-se que Vergílio Ferreira ainda não arrumara suficientemente as ideias para as sintetizar assim: "O que me excita a escrever é o desejo de me esclarecer na posse disto que conto, o desejo de perseguir o alarme que me violentou e ver-me através dele e vê-lo de novo em mim, revelá-lo na própria posse, que é recuperá-lo pela evidência da arte. Escrevo para ser, escrevo para segurar nas minhas mãos inábeis o que fulgurou e morreu" [Nota: Todas as citações deste texto são repescadas do livro 1000 Frases de Vergílio Ferreira, organização de Luís Naves, edição da Quetzal]. Ou, de um jeito mais sintético: "Escrevo para tornar visível o mistério das coisas."»

 

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Artigo de João Gobern no DN.

Vergílio Ferreira: mestre sem discípulos

«Autor de uma das obras ficcionais mais importantes e singulares do século XX português, mas também notável ensaísta e diarista, Vergílio Ferreira completaria na próxima quinta-feira, dia 28 de Janeiro, cem anos. Pretexto para dois colóquios internacionais, o primeiro organizado pela Universidade de Évora (29 de Fevereiro a 2 de Março), e o segundo pela Faculdade de Letras do Porto e pela Câmara de Gouveia (18 a 21 de Maio), que irão retomar a discussão de uma obra que continua a ser bastante lida, a julgar pelas razoáveis vendas das reedições dos seus títulos, mas que anda um pouco desaparecida desse espaço público no qual o homenageado, que foi também um polemista temível, sempre fez questão de intervir.

A assinalar o dia do centenário, na quinta-feira, a Quetzal, do grupo Porto Editora, lança na Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira, em Gouveia, terra natal do escritor, reedições de dois romances há muito esgotados: O Caminho Fica Longe (1943), seu livro de estreia, e Rápida, a Sombra (1964). Do primeiro será ainda apresentada uma edição crítico-genética em e-book, organizada por Ana Isabel Turíbio e prefaciada por Helder Godinho, membros da equipa que tem vindo a trabalhar o gigantesco espólio do autor conservado na Biblioteca Nacional (BN). Na mesma sessão, adianta o editor Francisco José Viegas, a Quetzal lançará uma edição digital reunindo os cinco volumes de ensaios Espaço do Invisível.»

 

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Um longo e interessante artigo de Luís Miguel Queirós, no Público, sobre Vergílio Ferreira, um mestre que parece não ter deixado discípulos na literatura portuguesa.

A inesperada ousadia de José Luís Peixoto

«Na novela de Peixoto, a transcendência é como que um resíduo do lirismo, que, na obra do autor, sempre ressumbra de personagens, paisagens e acontecimentos. A inesperada ousadia do escritor, ao pegar em tão intratável assunto, seria já merecedora de elogio. Ou de espanto. Porém, o que mais surpreende é que o resultado seja (quase) airosamente conseguido, fazendo de Em Teu Ventre um dos melhores livros de Peixoto (se não for mesmo o melhor).»

 

Mário Santos, Ípsilon

 

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O regresso do autor de Somos o Esquecimento que Seremos

Desde a sua estreia em Portugal, com a publicação de Somos o Esquecimento que Seremos, que o colombiano Héctor Abad Faciolince se tornou um autor de culto para os leitores portugueses.

 

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No Expresso, na altura da publicação daquele livro, Vítor Quelhas escreveu: «O livro, de enorme lucidez, beleza e ternura, embora seja um objecto literário de difícil classificação, dado que subverte as fronteiras de géneros, como o romance, o ensaio, o testemunho ou a crónica - hibridação do romance contemporâneo? - superou as expectativas do autor (14 edições só na Colômbia) e dos editores que o publicaram por esse mundo fora.»

No Jornal de Negócios, Fernando Sobral também se rendeu à qualidade de Somos o Esquecimento que Seremos: «Há livros que são um ajuste de contas com o passado. E há outros, mais atraentes, que são, no meio da crueldade envolvente, um hino às memórias da calma e do amor no meio da raiva. Este é um desses empolgantes livros.»

No seu blogue, Teatro Anatómico, o escritor Manuel Jorge Marmelo recomendava-o aos leitores: «Vale absolutamente a pena.»

Sara Figueiredo Costa escreveu na Time Out que Somos o Esquecimento que Seremos é um «livro tão comovente como lúcido».

 

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Numa das muitas entrevistas à imprensa nacional, Faciolince explicou ao Jornal de Letras quando é que sentiu necessidade de escrever sobre a vida do seu pai, assassinado na década de 80 pelos paramilitares: «Não sei se foi assim que mataram o meu pai, porque nesse momento só se sente dor e desespero. Mas uns anos depois, quando comecei a ser escritor, apercebi-me que tinha de contar a sua história. Procurei fazê-lo nos meus primeiros romances, em capítulos muito estranhos que saíam da ordem natural do livro e que os editores eliminavam. Tentei, com as armas da ficção, durante mais de duas décadas, mas nunca consegui. Só encontrei o caminho certo ao ler Léxico Familiar, de Natalia Ginzburg, que também é a história de uma família, escrita numa linguagem muito simples. Depois de fracassar de tantas formas, entendi que bastava usar a linguagem da minha família. Nessa altura, só o facto de mudar o nome das pessoas, como pensava fazer antes, soava-me a falsificação. Percebi que a história tinha uma força estética superior a qualquer invenção. Contudo, levei tempo a escrevê-la. Há vários episódios dolorosos e facilmente começava a chorar. A literatura não pode ser feita só com sentimentos, tem de haver um controlo. A ferida teve de cicatrizar primeiro.»

Quatro anos depois, a Quetzal publicou Os Dias de Davanzati [Basura, no original] e José Mário Silva, no Expresso, preparou os leitores para um livro muito diferente: «Os ecos das suas empolgantes intervenções nas Correntes, ou talvez o efeito boca a boca, fizeram do livro um inesperado êxito de vendas – inesperado mas justíssimo. Três anos depois, é provável que alguns desses leitores ganhos por Faciolince se desiludam com Os Dias de Davanzati [livro originalmente publicado em 2000, ou seja, antes de Somos o Esquecimento que Seremos], não porque o romance seja de deitar fora, mas porque está uns bons furos abaixo da qualidade revelada [no livro anterior].» Mas o próprio Héctor Abad Faciolince vive bem com o facto de Somos o Esquecimento que Seremos praticamente eclipsar os outros livros: «Não me incomoda [que falem sempre de Somos o Esquecimento…], mas é curioso. É como se tivesses dez filhos e toda a gente só te falasse de um deles. Claro que é o meu filho com mais sucesso, o que tirou um doutoramento, mas os outros também andam por aí», disse ao jornal Clarín.

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Oculta, pelas reações que tem gerado nos países em que foi publicado, pode ser a oportunidade de os leitores portugueses se reconcialiarem com Faciolince, até porque é o primeiro romance que o escritor publica depois de Somos o Esquecimento que Seremos. De acordo com The Economist «este romance muito bem trabalhado não só expõe as atitudes contrastantes dos seus narradores em relação ao sexo, à ruralidade e à tradição num país que se está a modernizar, como também conta em forma ficcional a história real da tentativa de criar uma classe média rural na Colômbia.» Para o El País, Oculta pode também ser lido «como uma metáfora da Colômbia.»

 

Oculta chega às livrarias a 12 de fevereiro.

Céu Nublado com Boas Abertas: o primeiro romance de Nuno Costa Santos

Um homem volta à sua terra para cumprir uma missão que lhe foi atribuída por um avô que morreu: a de recolher histórias recentes dessa ilha, a de São Miguel, nos Açores. Esta é a narrativa de um regresso aos lugares onde cresceu e um duplo diálogo: com o antepassado que lhe deixou uma herança inesperada e com o presente insular impuro, algures entre o sagrado e profano.

Um livro de histórias que se cruzam. As histórias do avô, internado na estância do Caramulo durante os anos 40 do século passado, e as
personagens com as quais o protagonista se vai encontrando: um navegador francês em apuros, um traficante de droga ressentido, um stripper ruiva com anúncio no jornal, um homem que voltou para vingar uma recusa antiga, um fã de Kafka que descobriu que o escritor tinha o sonho de viver nos Açores, um casal chinês que procura a integração num arquipélago estrangeiro, alguém que caminha de madrugada com um terço na mão.

Céu Nublado com Boas Abertas é também a busca de uma identidade pessoal num dos territórios mais perigosos e livres, onde não existe distinção entre realidade e ficção: a literatura.

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Leia aqui as primeiras páginas do romance de estreia de Nuno Costa Santos.pdf

 

Nas livrarias a 12 de fevereiro.

 

 

Exposições, conferências, ciclos, novas edições: as diversas iniciativas que assinalam o centenário do nascimento de Vergílio Ferreira

Vergílio Ferreira nasceu em Melo, concelho de Gouveia, distrito da Guarda, a 28 de janeiro de 1916. Para assinalar o centenário do nascimento de um dos mais importantes escritores portugueses do século XX terão lugar diversas iniciativas nos próximos meses.

 

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A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda, dedica a programação do mês de janeiro ao autor de Aparição, com destaque para a exposição de fotografia “A Guarda em Vergílio Ferreira”, que decorre entre 19 e 31, a conferência “Vergílio Ferreira no século XXI”, que será proferida pelo professor Gabriel Magalhães, da Universidade da Beira Interior, no dia 12, e também uma viagem literária a Melo e Gouveia dirigida por António Dias de Almeida, a realizar no dia 23 de janeiro. (Mais informações no site da BMEL).

 

Nos dias 28, 29 e 30 de janeiro, será inaugurada, em Gouveia, uma exposição em parceria com a Biblioteca Nacional, e serão lançados pelos CTT os selos, postais e carimbos comemorativos do centenário. Também a 28, em Gouveia, a Quetzal apresentará o plano de reedições da obra do escritor.

 

Em fevereiro, no Centro Cultural de Belém, terá início o ciclo “Vergílio Ferreira e Mário Dionísio: Literatura, pensamento e arte”, com coordenação de Maria Alzira Seixo. (Mais informações no site do CCB).

 

No dia 18 do mesmo mês, a sessão do Ler no Chiado, uma iniciativa da revista Ler e das livrarias Bertrand moderada por Anabela Mota Ribeiro, será dedicada ao escritor.

 

Na 17ª edição do encontro Correntes d’Escritas, que decorre de 23 a 27 de fevereiro na Póvoa de Varzim, a Quetzal assinalará igualmente o centenário do nascimento.

 

De 29 de fevereiro a 2 de março, realiza-se na Universidade de Évora um Congresso Internacional de cariz interdisciplinar dedicado à obra de Vergílio Ferreira. (Mais informações no site da UE).

 

Finalmente, o vencedor do Prémio Vergílio Ferreira, que no passado já distinguiu autores como Mário Cláudio, Eduardo Lourenço e Lídia Jorge, será anunciado em Gouveia a 1 de março, data em que se assinalam os 20 anos da morte do escritor.

Viagem aos cantos escuros

«Identidade, ilusões e memória são emoções que toldam a vida de cada um e cada um faz a sua gestão com o nível de atracção e a força que se adequam às noções de desejo ou de insatisfação. O terceiro romance de Dana Spiotta é uma viagem a alguns cantos escuros de como se lida com esses sentimentos, principalmente quando eles se tornam um problema, arrastado pelo tempo e fruto de decepções.»

 

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André Santos, na Time Out, dá 4 estrelas a Stone Arabia – As Crónicas Secretas de Nik Worth, de Dana Spiotta.

1000 Frases de Vergílio Ferreira - Organização de Luís Naves

No ano em que se celebra o centenário do nascimento de Vergílio Ferreira, a Quetzal publicar uma seleção de 1000 frases do escritor.

Vergílio Ferreira é um dos mais completos, cultos e emblemáticos autores do século XX português. A sua obra (distribuída pelo romance, contos, ensaio filosófico e literário, além de nove volumes de diário) faz dele uma voz única na história da nossa literatura e do pensamento europeu de hoje. Estas mil citações de Vergílio Ferreira dão conta da diversidade, riqueza e constante atualidade da sua obra, a par da sua atenção tanto ao humano como ao transcendente e ao invisível das nossas vidas – há sempre uma frase que Vergílio Ferreira já escreveu.

 

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Na mesma data, 15 de janeiro, chegam às livrarias três novas edições de obras de Vergílio Ferreira:

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Agualusa e Galera entre os finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa

Foram hoje anunciados os finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa. Dos 13 finalistas, fazem parte duas obras publicadas pela Quetzal: A Rainha Ginga, de José Eduardo Agualusa, e Barba Ensopada de Sangue, de Daniel Galera. O vencedor será anunciado em fevereiro, na cerimónia de abertura da 17ª edição do Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim.

 

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Lista completa de finalistas:

A Casa Azul, Cláudia Clemente, Planeta

A Desumanização, de Valter Hugo Mãe, Porto Editora

A Liberdade de Pátio, de Mário de Carvalho, Porto Editora

A Rainha Ginga, de José Eduardo Agualusa, Quetzal

As Leis da Fronteira, de Javier Cercas, Assírio & Alvim

Barba Ensopada De Sangue, de Daniel Galera, Quetzal

Cláudio e Constantino, de Luísa Costa Gomes, Dom Quixote

Da Família, de Valério Romão, Abysmo

Gente Melancolicamente Louca, de Teresa Veiga, Tinta da China

Hereges, de Leonardo Padura, Porto Editora

O Sonho Português, de Paulo Castilho, Dom Quixote

Os Memoráveis, de Lídia Jorge, Dom Quixote

Tudo são Histórias de Amor, de Dulce Maria Cardoso, Tinta da China

 

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