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Quetzal

Na companhia dos livros.

Quetzal na 16ª edição das Correntes D’Escritas

Estreias literárias em destaque na presença da Quetzal na 16ª edição das Correntes D’Escritas, evento organizado pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e que este ano decorre entre 25 e 28 de fevereiro.

 

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Ana de Amsterdam, de Ana Cássia Rebelo, e A Casa das Rosas, de Andréa Zamorano, duas obras de estreia, terão o lançamento oficial no dia 27, às 12h00, no Cine-Teatro Garrett.

 

Ana Cássia Rebelo participará na mesa 5 (Da escrita em ruínas transpiram as intermitências da vida, dia 27, às 22h00) e Andréa Zamorano estará na mesa 4 (O silêncio é o sal da escrita em construção, dia 27, às 17h30).

 

Manuel Jorge Marmelo, Sérgio Godinho e Bruno Vieira Amaral serão os outros autores da Quetzal presentes no evento. Participarão, respetivamente, nas mesas A Verdade dos Prémios Literários: O Poder das Narrativas e/ou As Narrativas do Poder (mesa 2, dia 27, 10h00), Literatura: uma questão de inteligência invisível (mesa 7, dia 28 às 15h30) e Da escrita em ruínas transpiram as intermitências da vida (mesa 5, dia 27 às 22h).

"Virei um híbrido"

Andréa Zamorano, de quem a Quetzal acabou de publicar o romance de estreia, A Casa das Rosas, em entrevista ao i.

 

«A sua escrita acaba por reflectir esses dois lados do Atlântico e mistura características ortográficas de ambos os países. Ao lado português o que é que vai buscar?

 

Tenho um amigo que é professor na Universidade de Macau que diz que eu falo  português universal, que o híbrido que fiz serve de referência para a língua. Eu acho que o que é mais português é a sintaxe, a forma como eu organizo a frase tornou-se muito mais portuguesa. É um traço distintivo muito marcante entre Brasil e Portugal. Ao não fazer tanto a colocação pronominal brasileira acabei por suavizar as marcas, mas isso aconteceu naturalmente porque eu própria virei um híbrido [risos].»

 

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Sobre o mestre

Ao longo do livro refere-se a ele de várias formas, sempre com grande ternura. e com recurso ao possessivo, como quando lhe chama "meu vadio". Sentiu-se como um Platão que apresenta Sócrates às gerações que já não o conheceram?

 

A comparação é demasiado elevada para a minha pobre pessoa. Que o Agostinho possa ser um Sócrates, não tenho dúvidas nenhumas. É um inqueietador por excelência e, ao mesmo tempo, um retórico com um poder socrático. Mas não parece que eu possa ser um Platão. Seria, quanto muito, um historiador da Atenas do século V a falar do mestre.

António Cândido Franco em entrevista ao Correio da Manhã, a propósito de O Estranhíssimo Colosso, a biografia de Agostinho da Silva.

 

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As 50 sombras de Rentes de Carvalho

«Para a estreia, ontem, foram cento e dez mil os holandeses que correram a ver 50 Sombras de Grey, mas numa tão desmesurada percentagem de mulheres que um bom número de cinemas organizou exclusivas Ladies Nights, deixando os homens de fora.

Bom proveito a todos os que, incapazes de imaginação ou sem coragem de se assumir, precisam de sonhos de empréstimo.

Recordando: na Paris da minha juventude havia na Rue d'Anvers uma modesta livraria com um pequeno estoque de literatura erótica. A proprietária e a  empregada, ambas à volta dos trinta, observavam discretamente a pinta de quem folheasse as obras do Marquês de Sade ou se detivesse nas edições ilustradas de Belle de Jour, Vénus dans le Cloître, Le Jardin des Suplices e semelhantes. Se a impressão fosse positiva faziam saber com inteligentes rodeios que, homem ou mulher, o interessado encontraria no primeiro andar os atributos precisos para satisfazer as suas fantasias e, à escolha, uma delas desempenharia o papel desejado.

Fiz uma reportagem que me pareceu sensacional, infelizmente ninguém a quis publicar. Nada ganhei, mas pude dar uma olhadela num mundo genuíno que me deixaria sem curiosidade para as imitações no género 50 Sombras de Grey.»

Rentes de Carvalho no seu Tempo Contado.

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A biografia de um colosso

«Avesso a holofotes, Agostinho da Silva (1906-1994), escritor, pedagogo e tradutor, permanece um desconhecido para muita gente. Razão acrescida para saudar a biografia que António Cândido Franco acaba de dar à estampa – O Estranhíssimo Colosso. […] Rigor, prosa escorreita, heterodoxia. O traquejo do biógrafo permite o uso de plebeísmos conformes ao biografado: “borraçudo” (o perfil da sociedade portuguesa durante o salazarismo), “marimbou”, “baril”, “Eh, pá!” ou “Marcelo e Tomás foram dentro”, fluem com naturalidade. Agostinho aprovaria.»

Eduardo Pitta, Sábado

 

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Ali Smith e Miriam Toews finalistas do prémio Folio

Depois de ser finalista do Booker e do Costa, How to be Both, de Ali Smith, é um dos finalistas do prémio Folio, no valor de 54 mil euros. O prémio destina-se a escritores de língua inglesa e, este ano, a lista de finalistas inclui obras do irlandês Colm Tóibin, dos norte-americanos Ben Lerner e Jenny Offill, da queniana Yvonne Adhiambo Owuor, da britânica Rachel Cusk, da indiana Akhil Sharma e da canadiana Miriam Toews, de quem a Quetzal publicou Irma Voth, em 2013. O vencedor será anunciado a 23 de março.

Ler na BBC.

 

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INCM anuncia Prémio de Poesia Vasco Graça Moura

«A criação do Prémio Vasco Graça Moura, que distinguirá obras inéditas de poesia, foi uma das novidades anunciadas na apresentação do Plano Editorial da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) para 2015, que teve lugar na Biblioteca da Imprensa Nacional, no dia 6 de fevereiro.

Além do Prémio, cujo regulamento e júri deverão ser conhecidos até final de abril, foi também anunciado o relançamento da coleção Plural, uma coleção emblemática criada por Graça Moura quando integrou a administração da INCM, na década de 1980, agora exclusivamente dedicada à poesia, prevendo-se a edição de quatro livros por ano, sendo um deles o título premiado.»

Do comunicado da INCM.

 

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Sobre Mal-Entendido em Moscovo

«Tendo visitado a URSS mais de uma vez, é natural que Simone de Beauvoir tenha escrito sobre o país (e o regime soviético) em vários dos seus livros de ensaio e ficção, mas também, de forma mais “solta”, na correspondência e diários, bem como nos quatro volumes da autobiografia. Lido hoje, temos dificuldade em aceitar que Mal-Entendido em Moscovo possa ter sido considerado “inadequado” ao ar do tempo. A sua publicação póstuma acrescenta um travo de ironia aos insondáveis desígnios da liberdade de expressão.»

Eduardo Pitta, Sábado

 

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