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Quetzal

Na companhia dos livros.

Um capítulo da história recente de Portugal

«Ao iniciar a leitura de “O puto – autópsia dos ventos da liberdade” (Quetzal, 2014), o leitor será tentado a obter alguma informação – nem que seja recorrendo ao sempre sapiente «google» - acerca do “comandante” Paulo, o português nascido em África que relatou episódios da sua preenchida vida para um modesto gravador de cassetes, enchendo vinte e três destas fitas – na altura, o mais avançado que havia. E, a não ser que seja relacionado com o livro em questão, provavelmente não encontrará mais nada.

Será que somos, nós Portugueses, assim tão omissos quanto à nossa história recente? E não será que nos devemos perguntar qual o futuro de um povo que não cuida do seu passado, da sua história, que a compartimenta segundo interesses políticos mas pouco sociais? Vão valendo autores como Ricardo Saavedra, para entendermos uma fase conturbada da nossa história que, ainda assim, nos traz à memória rostos e nomes não tão distantes nem afastados de luzes mediáticas mais recentes.»

Luís Bentes, Deus Me Livro

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«Para o Ocidente é apenas um vilão de Hollywood»

«Acredita que Putin poderia ter alcançado esta posição fora do seu país de origem, ou um fenómeno de governação como este é enquadrado por uma série de razões particulares num país como a Rússia?

Putin é o produto de uma sociedade, de uma geração e de um tempo. O trajecto da sua governação tem sido classicamente autoritário, apesar do papel desempenhado pelas eleições e de toda a sua insistência neste processo, o que nos pode levar a classificar a situação como uma democracia híbrida, ou um autoritarismo híbrido.

Que sociedade é esta?

Uma sociedade onde as instituições e a lei não funcionam suficientemente para governar um país. Esse papel recai no indivíduo, cuja liderança se baseia num poder personalizado.»

Anna Arutunyan, autora de A Mística de Putin, foi entrevistada por Maria Ramos Silva, do jornal i.

 

I:\CAPAS - BERTRAND EDITORA\2014\Quetzal\10_outubr

 

 

Campo Santo, de W. G. Sebald

«Campo Santo, editado em 2003, reúne textos sobre autores insistentes em Sebald (Kafka, Nabokov, Amèry, Weiss e outros), assim como artigos trazidos de uma viagem à Córsega (emblema do seu modo de compilar e agregar traços soltos do mundo palmilhando geografias) e ainda páginas polémicas sobre a Alemanha do pós-guerra e a sua produção literária, a da literatura da destruição, que se escreveu (ou não) nos escombros de cidades arrasadas pelos bombardeamentos da aviação aliada.»

Maria da Conceição Caleiro, Público

 

I:\CAPAS - BERTRAND EDITORA\2014\Quetzal\07_Julho\

 

Ainda Herzog

«Moses E. Herzog é uma das personagens mais fascinantes da literatura do século XX. Herzog, de Saul Bellow, Nobel da Literatura em 1976, ganhou o National Book Award em 1964, faz agora 50 anos. […] Acompanhar as deambulações psicológicas de Herzog é entrar numa vertigem obsessiva onde sentimentos como o suicídio e o impulso erótico convivem com uma eterna insatisfação.»

Isabel Lucas, Sábado

 

I:\CAPAS - BERTRAND EDITORA\2014\Quetzal\09_Setemb

 

Sobre Putin

«A Mística de Putin apresenta características próprias. Não é uma biografia, mas também não é um livro de História, nem uma disquisição pura e dura do fenómeno de que se ocupa. Tem elementos de tudo isto, porém. A melhor forma de o descrever será chamando-lhe ensaio, com o elemento subjetivo por vezes implícito neste termo aliado a uma quantidade de informação. […) O texto é alimentado por histórias concretas sob o tema comum da corrupção, em infinitas metamorfoses que são reveladoras mesmo quando banais, proporcionando interpretações com certo nível de sofisticação.»

Luís M. Faria, Expresso

I:\CAPAS - BERTRAND EDITORA\2014\Quetzal\10_outubr

 

Bruno Vieira Amaral distinguido com o Prémio Literário Fernando Namora.

O romance de estreia de Bruno Vieira Amaral, As Primeiras Coisas, publicado em outubro de 2013 pela Quetzal, foi distinguido com mais um galardão. As Primeiras Coisas foi considerado pela revista Time Out o Livro do Ano 2013. Bruno Vieira Amaral foi distinguido em 2014 na categoria de Literatura pelo Prémio Novos. As Primeiras Coisas foi distinguido na semana passada com Prémio PEN Clube, na categoria Narrativa.

Agora, o Prémio Literário Fernando Namora, instituído em 1987 pela Sociedade Estoril Sol, foi atribuído ao romance do escritor que, segundo o júri, «singulariza-se pela estrutura romanesca, pela linguagem escorreita, pela efabulação e por um forte sentido real».

 

I:\CAPAS - BERTRAND EDITORA\2013\Quetzal\10_Outubr

 

Teju Cole: à procura da identidade

“É difícil viver num país que apagou o nosso passado”, diz uma personagem no romance Cidade Aberta, de Teju Cole, recentemente publicado em português pela editora Quetzal. É possível que os escritores tenham um papel tão importante em reinvindicar a memória quanto os historiadores. O que faz um jovem nigeriano-americano falar sobre Nova Iorque e o 11 de Setembro, sobre Bruxelas e radicais muçulmanos, sobre Gustav Mahler e índios dizimados? Essa é a pergunta errada. A pergunta certa é: porque é que um jovem negro não haveria de falar sobre todos os assuntos contemporâneos? Porque é que nunca nenhum jovem negro escritor o tinha feito antes, pelo menos desta maneira?

O início em duas palavras – “E portanto” – e o final inconclusivo fazem de Cidade Aberta um livro que parece continuar antes e depois da primeira e última página. A intriga, essa, conta-se numa frase: um médico nigeriano faz o internato de psiquiatria em Nova Iorque e caminha pela cidade conhecendo-lhe cantos e personagens que o fazem reflectir sobre literatura, música, história e sobre a própria natureza da memória, tanto pessoal como colectiva. James Wood, crítico de uma das mais importantes revistas norte-americanas, a New Yorker, escreveu sobre Cidade Aberta que era o mais parecido com um diário que um romance podia ser.»

Teju Cole, autor de Cidade Aberta, entrevistado por Susana Moreira Marques no Rede Angola.

I:\CAPAS - BERTRAND EDITORA\2013\Quetzal\06_Junho\

 

O Rei Pálido, de David Foster Wallace

«A verdadeira coragem consiste em suportar o tédio, minuto a minuto, num espaço confinado. E, por sinal, tal resistência corresponde à essência do que é, hoje em dia, neste mundo que nenhum de nós criou, o heroísmo. O heroísmo."

Não é o professor universitário citado em "O Rei Pálido" que nos oferece o segredo da felicidade no meio do aborrecimento, ainda que o conselho surja em jeito de presente sobre como sobreviver num mundo inundado de monotonia e tristeza.

Se em "A Piada Infinita" David Foster Wallace discorria sobre as distracções e o entretenimento que (quase) ameaçam de morte uma nação, com este novo livro, chegado agora às bancas portuguesas, explora a realidade inversa à da abstracção, naquele que é o lar do tédio por definição: um departamento de Finanças no coração dos Estados Unidos.»

Joana Azevedo Viana, i

 

I:\CAPAS - BERTRAND EDITORA\2014\Quetzal\11_Novemb

 

Álvaro Laborinho Lúcio, Bruno Vieira Amaral, Karla Suárez e Ricardo Dias Felner no Diáspora, Festival Literário de Belmonte

 

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A primeira edição do Diáspora - Festival Literário de Belmonte, realiza-se de 7 a 9 de novembro. Entre os vários participantes estarão quatro autores da Quetzal: a escritora cubana Karla Suárez, de quem a Quetzal publicou Havana, Ano Zero (2011), e Ricardo Dias Felner, autor de Herói no Vermelho (2011), participam na mesa 3 (8 de novembro, 16h, auditório municipal) “Um País em Segunda Mão”, que terá a moderação do jornalista e escritor Júlio Magalhães. No dia 9, às 15h, Bruno Vieira Amaral, que se estreou em 2013 com o romance As Primeiras Coisas, terá a companhia de Afonso Cruz e Valério Romão numa conversa com um mote pessoano “Gostava de estar no campo para poder gostar de estar na cidade.” Finalmente, ainda no dia 9, às 16h30, Álvaro Laborinho Lúcio, que publicou este ano o seu primeiro romance, O Chamador, fará a conferência de encerramento sobre “As Margens”. Todas as sessões indicadas terão lugar no Auditório Municipal.

«Uma figura muito diferente de Salazar»

«O último ex-presidente do Conselho tem sido esquecido pelo filão editorial da investigação histórica nacional mais recente.

As setecentas páginas de Marcello Caetano - Um Destino vêm esclarecer alguns equívocos sobre o sucessor de Salazar. Luís Menezes Leitão em entrevista ao DN.

Recorda na sua biografia sobre Marcelo Caetano que, num banho de multidão que recebeu em 1969, houve uma popular que afirmou: "Este Salazar é muito diferente do outro." É a sua opinião também?

Marcelo Caetano é uma figura muito diferente de Salazar e isso ficou bem claro após toda esta investigação. A ideia de se o ver como uma continuação ou uma personagem semelhante é incorreta, porque são completamente distintos: Salazar era um político hábil e o Estado Novo era uma estrutura para se manter no poder; Caetano é um institucionalista que acreditava no Estado Novo, mas com maior estrutura ideológica.

Não eram tão unidos como a história teima em registar!

Desde o início que houve entre ambos um grande conflito, de que as pessoas não se apercebem, pois acham que foi um processo de transição pacífica. Só que a chegada de Caetano ao poder é resultado de anos de oposição a Salazar.»

No DN.

I:\CAPAS - BERTRAND EDITORA\2014\Quetzal\11_Novemb

 

Romance de muitos espelhos

«Capítulo a capítulo, Peixoto apresenta-nos personagens de um país rural, o nosso, depois da revolução de 1974 mas antes da febre dos fundos europeus. São partes complementares e acrescentadas de um todo que se depreende não pelo que o narrador diz, mas pelas ligações que se estabelecem entre figuras e situações. Num romance poliédrico e com muitos espelhos, de linguagem madura e límpida, José Luís Peixoto fixa um tempo já perdido, provando que na verdade nunca saiu da aldeia que criou.»

Luís Ricardo Duarte, Time Out

 

I:\CAPAS - BERTRAND EDITORA\2014\Quetzal\10_outubr