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Quetzal

Na companhia dos livros.

Quetzal na 84ª edição da Feira do Livro de Lisboa

 

A todos os leitores que quiserem acompanhar as atividades da Quetzal na Feira do Livro de Lisboa, aqui fica a agenda completa, com destaque para o encontro que vai juntar os autores da chancela no dia 14 de junho:

 

Dia 31 de maio

 

Rodrigo Magalhães, 16h00

 

 

Dia 7 de junho

 

Rentes de Carvalho, 16h00

 

 

Dia 8 de junho

 

Rentes de Carvalho, 16h00

 

Dia 10 de junho

 

José Luís Peixoto, às 16h00

José Eduardo Agualusa, às 16h00

Laborinho Lúcio, às 16h00

 

 

 

Dia 13 de junho

 

José Luís Peixoto, 16h00

Ferreira Fernandes, às 16h00

Bruno Vieira Amaral, às 16h00

 

 

Dia 14 de junho

 

José Eduardo Agualusa, às 16h00

Manuel Jorge Marmelo, 16h00

Encontro com autores Quetzal, 19h00

 

Dia 15 de junho

 

Manuel Jorge Marmelo, 16h00

Laborinho Lúcio, às 16h00

 

 

 

Sob o tédio da burguesia

«Quem tenho visto “O Deus da Carnificina”, a premiadíssima peça teatral de Yasmina Reza, adaptada ao cinema por Roman Polanski, não ignora que a escritora francesa é capaz de desentranhar, com mestria, a violência extrema que tantas vezes se esconde sob o manto do tédio burguês. Essa capacidade de observação clínica das fraquezas humanas, temperada por um humor corrosivo, é também o maior trunfo de “Felizes os Felizes”, o seu mais recente romance.»

 

José Mário Silva, Atual

 

A seleção natural dos livros

«Habituados que estamos a elevar o romance aos píncaros da expressão escrita, esquecemo-nos por vezes de outras facetas literárias igualmente ricas. Como exemplo temos a correspondência, cuja transfiguração que adveio da revolução tecnológica torna-a uma arte em remissão. No caso das obras de João Bigotte Chorão, trata-se de uma vasta colecção de escritos íntimos sob a forma de diário, assim como ensaios, crónicas e prefácios, estes últimos uma especialização com todo o mérito. Em “Além da Literatura” (Quetzal Editores, 2014), estão reunidos marcos do seu percurso como leitor, uma série de textos que procuram evitar que certos nomes da literatura portuguesa e europeia sejam silenciados.»

 

Nelson Ferreira, Rua de Baixo

 

Fernando Pessoa ensina a viver

Não ensines nada, pois ainda tens tudo que aprender.

 

Quando puderes dizer o teu grande amor, deixa o teu grande amor de ser grande.

 

O coração, se pudesse pensar, pararia.

 

Um livro de autoajuda de um dos maiores autores de Língua Portuguesa de todos os tempos. Disposto em 7 secções temáticas, precedidas por 7 frases preparatórias e sucedidas por uma conclusão em 7 frases, este é um extraordinário conjunto de reflexões e conselhos úteis para lidarmos com o misterioso e nem sempre cómodo facto de existirmos.

 

A Vida Vivida / A Vida Eterna / A Vida da Imaginação / A Vida Afectiva / A Vida Pensada / A Vida do Eu Inúmero / A Vida não Vivida. Todos os grandes temas tratados em pequenos trechos de uma imensa genialidade. Para ler de rajada, ou como um oráculo ou um Livro de Horas.

 

Escolha, organização e notas de Richard Zenith, um dos mais notáveis pessoanos do nosso tempo, galardoado em 2013 com o Prémio Pessoa.

 

A homenagem a Rentes de Carvalho no LeV

«O escritor José Rentes de Carvalho (n. Vila Nova de Gaia, 1930) "sofreu", segundo o seu próprio termo, a primeira homenagem na noite de sábado, em Matosinhos, classificado pelo antigo secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas como um "dos últimos aventureiros" da literatura portuguesa.

 

Residente entre Amesterdão – onde se radicou há mais de cinco décadas –  e Trás-os-Montes, José Rentes de Carvalho tem vindo a ser redescoberto nos últimos anos, dizendo Francisco José Viegas, seu editor, que se está a "construir o lugar de um homem que durante anos foi ignorado em Portugal".

 

Assim, Viegas anunciou na homenagem que decorreu no âmbito do festival Literatura em Viagem (LeV), que este domingo termina em Matosinhos, que o primeiro romance de Rentes de Carvalho, lançado em 1968 pela Prelo com o título Montedor, vai ser reeditado em Portugal pela Quetzal em Outubro, esperando-se um romance inédito para 2015.»

 

Ler no Público.

 

  

A beleza das coisas frágeis

«São raras as vezes que um livro nos prende pelos dois grandes motivos que justificam a existência de leitores: boas histórias e boa escrita. A percentagem de um dos lados normalmente é superior à outra, numa espécie de balanço universal das contas. Há grandes histórias que nos prendem com as suas reviravoltas e há outras que nos agarram pela originalidade com que criam novos caminhos para as palavras. Neste caso - o romance de estreia da escritora inglesa de origem nigeriana e ganesa - as duas estão em perfeita harmonia, tão perfeita como a beleza das coisas frágeis. Título da versão portuguesa que vai raptar uma das frases do livro. O romance de Taiye Selasi, de 34 anos, pode chamar-se uma história de família, uma saga carregada de imagens, de retratos de pessoas que conhecemos e poderíamos ter conhecido. Tudo começa com uma morte. Mas o que de trágico isto acarreta é suplantado pela história que conta. Por uma memória que acontece enquanto acompanhamos os minutos finais do protagonista, Kweku Sai, um cirurgião que fez muita coisa bem, mas tanta má, ao deixar a família. Assim arranca esta história: "Kweku morre descalço num domingo antes do nascer do Sol, com os chinelos no chão, junto à entrada da porta do quarto, como dois cães."»

 

Ler aqui a entrevista completa da escritora Taiye Selasi à jornalista Vanda Marques, do i.

 

Quetzal na 8ª edição do LeV - Literatura em Viagem

De 9 a 11 de maio, decorre o encontro Literatura em Viagem, em 8ª edição. Promovido pela Câmara Municipal de Matosinhos e organizado pela Booktailors, o LeV junta escritores em torno da ideia de mapa e conta com a presença de escritores publicados pela Quetzal: Álvaro Laborinho Lúcio e Bruno Vieira Amaral marcam presença nas mesas, Pedro Vieira estará na qualidade de moderador e Maria do Rosário Pedreira falará sobre poesia e música na sessão de encerramento.

 

José Rentes de Carvalho será homenageado numa sessão especial intitulada «Nasci Escritor», no dia 10 de maio, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, Francisco José Viegas, Carlos Nogueira e Bruno Vieira Amaral participam nesta sessão, onde serão anunciadas novidades literárias sobre o autor.

 

Os autores da Quetzal no programa do LeV:

 

Mesa 5. O MAPA DA LITERATURA

sábado, 10 de maio | 18h00

O lugar-comum da literatura enquanto espelho de uma cor local, de uma cultura indígena, deixou há muito de fazer sentido. Contudo, pode ou não o contexto influenciar a voz literária? Que relação tem a escrita com o espaço, seja ele o escritório, uma cidade ou um continente? É possível afirmar que um escritor está imune à força da terra? Há filiações geográficas na literatura, ou serão os escritores perfeitos átomos livres?

MODERAÇÃO: Carlos Nogueira

CONVIDADOS: Bruno Vieira Amaral, Pedro Mexia e Pilar del Río

 

Mesa 7. O MAPA DA LINGUAGEM

domingo, 11 de maio | 15h45

Será um povo pouco instruído mais facilmente dominado pelo discurso do poder? Estará a linguagem em processo de desertificação, sendo a literatura mero oásis? A política está a desenhar uma novilíngua? Que desafios se apresentam hoje a quem comunica e reflete sobre a linguagem?

MODERAÇÃO: Maria João Costa

CONVIDADO: Álvaro Laborinho Lúcio

 

Mesa 8. O MAPA DA VIAGEM

domingo, 11 de maio | 16.30

Como se prepara a viagem real e a imaginada? De que forma a reportagem de viagem se deixa contaminar pela ficção? Qual o papel da linguagem na construção da viagem descrita?

MODERAÇÃO: Pedro Vieira

CONVIDADOS: Francisco Camacho e Paulo Moura

 

SESSÃO DE ENCERRAMENTO: «DUAS ESCRITAS, A MESMA LÍNGUA»

domingo, 11 de maio | 17.15

Como se estabelece a cumplicidade entre autor e compositor? Será a música o último grande reduto da poesia?

MODERAÇÃO: Tito Couto

CONVIDADOS: Mafalda Veiga, Maria do Rosário Pedreira, Miguel Araújo Jorge e Verônica Ferriani

O romance enquanto mistério de uma fé

«Aos 81 anos, o norte-americano Norman Rush estreia-se em português com um romance sobre as relações entre homens e mulheres. Conversa em Nova Iorque com jazz em fundo sobre literatura, política e muitas perguntas (dele) sobre como vai Portugal.

 

Com Norman Rush, a escrita (e a conversa), é sempre política. Antigo activista de esquerda, começou a escrever na prisão, aos 17 anos. Foi preso por se recusar a combater na Guerra da Coreia, um conflito que durou três anos, entre 1950 e 1953. “A minha liberdade foi escolher não morrer na guerra”, diz agora, com 81 anos, sobre esse seu momento enquanto objector de consciência.


Quis ser poeta, depois experimentou qualquer coisa a la Joyce. Não deixou uma página desse período. “Rasguei, queimei… ”, conta. Depois foi ganhar a vida, como vendedor de livros antigos. Recomeçou a escrever na década de 1980, quase em reacção a uma experiência em África como observador americano num programa de paz no Botswana. Em 1986 publicou Whites, e foi finalista do Pulitzer de ficção. Mating veio cinco anos depois e venceu o National Book Award. Em 2003 apareceu com Mortals e a fasquia continuava alta, com aplausos da crítica. Até este Corpos Subtis (2013), o primeiro dos seus romances passado fora de África e… “o menos consensual de todos”, afirma numa voz grave, porte altivo num rosto de olhos azuis e cabelo de um branco imaculado. Há jazz em fundo naquela mesa de madeira e bancos de pele de um restaurante nova-iorquino em University Place. Um clássico de pratos como meat loaf ou bife de corte e tamanho americanos. “Gosto deste sítio calmo, sem música de plástico, onde podemos estar a conversar ou a ler sem que nos sintamos expulsos pelo tempo.”»

 

Isabel Lucas entrevistou o escritor Norman Rush para o Ípsilon. Ler o artigo completo aqui.

 

Desejo e desconcerto

«Foi, até ao fim, um homem tolerante e cosmopolita, renascentista na amplitude de interesses, fiel à identidade europeia e à memória cultural, incansável de produtividade, descomplexado numa heterossexualidade efusiva e galante, e finalmente estóico na luta contra o cancro, que enfrentou sem catastrofismos nem sentimentalismos. Vasco Graça Moura, por convicção e contradição, era pouco pessoano: ao mundo tristonho e ensimesmado de Pessoa preferiu Camões, poeta do veemente desejo quieto e vergonhoso e do inevitável desconcerto do mundo. Um desejo e um desconcerto que o Vasco toda a vida glosou, em poemas que ficarão enquanto houver ainda esta língua portuguesa.»

 

Excerto da crónica de Pedro Mexia no Expresso