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Quetzal

Na companhia dos livros.

Livros do dia

A pedido de vários leitores fica aqui a lista de livros do dia da Quetzal na Feira do Livro de Lisboa:

 

Data Livro Autor PVP PVP LD
23-5-13 O Velho Expresso da   Patagónia Theroux, Paul 29,90 € 11,94 €
24-5-13 Nada a Temer Barnes, Julian 17,90 € 7,20 €
25-5-13 A Divina Comédia Alighieri, Dante 23,95 € 14,37 €
26-5-13 2666 Bolaño, Roberto 28,80 € 11,94 €
27-5-13 As Aventuras de Augie   March Bellow, Saul 27,99 € 9,00 €
28-5-13 O que Sabemos do Amor Carver, Raymond 19,90 € 7,20 €
29-5-13 Um Jantar a Mais Kadaré, Ismail 18,80 € 7,20 €
30-5-13 Renascer Sontag, Susan 17,70 € 7,20 €
31-5-13 Alçapão Leal, João 17,50 € 6,00 €
1-6-13 2666 Bolaño, Roberto 28,80 € 11,94 €
2-6-13 O Velho Expresso da   Patagónia Theroux, Paul 29,90 € 11,94 €
3-6-13 O Meu Nome É Jamaica Fajardo, José Manuel 17,95 € 7,20 €
4-6-13 Havana, Ano Zero Suárez, Karla 16,95 € 4,50 €
5-6-13 À Espera no Centeio Salinger, J. D. 15,90 € 9,54 €
6-6-13 Última Paragem,   Massamá Vieira, Pedro 14,95 € 6,00 €
7-6-13 Para Interromper o   Amor Marques, Mónica 15,95 € 6,00 €
8-6-13 O Terceiro Reich Bolaño, Roberto 19,90 € 6,00 €
9-6-13 O Grande Bazar   Ferroviário Theroux, Paul 24,90 € 9,00 €
10-6-13 2666 Bolaño, Roberto 28,80 € 11,94 €

 

José Luís Peixoto na Feira do Livro de Lisboa... e no Porto



O escritor José Luís Peixoto estará na Feira do Livro de Lisboa no domingo dia 2 de junho e no sábado dia 8 de junho, pelas 16h00. Em protesto contra a não realização da Feira do Livro do Porto, José Luís Peixoto marcou também encontro com os leitores daquela cidade para o próximo dia 5 de junho, pelas 18h30, nos Maus Hábitos (Rua Passos Manuel 178, 4º). Todos estes eventos foram anunciados na página de facebook do autor de 'Dentro de Segredo'.

A primeira vez de Geoff Dyer

«Quanto mais velho estou menos paciência tenho para os romances.» Tem 54 anos, Geoff Dyer. Escreveu quatro livros de ficção, 11 de não-ficção e, pelas suas palavras, não voltará tão cedo a inventar nada. «Também não sou um jornalista, em que cada frase conta um facto. Eu gosto das coisas verdadeiras, mas depois uso-as para entrar em digressões filosóficas.» E, se não sabíamos muito bem como explicar que livro é este que a Quetzal acabou de editar, Yoga para Pessoas Que não Estão para Fazer Yoga é isso mesmo que o autor disse.»

 

Ler a reportagem completa de Ricardo Rodrigues na Notícias Magazine aqui.

 

 

Foto: Matt Stuart

A sensacional estreia literária de Rodrigo Magalhães

 

 

Um aprendiz de alfaiate tornado ensaísta de reduzida fama e menor proveito: Harry Heels. «Ao contrário de Conradin, nenhuma força externa veio em seu auxílio. A sua divindade, a identidade de Harry Heels, criara-a ele sozinho, Heels pela alcunha que lhe tinham posto na escola – tinha o tique de estar a sempre a bater com o calcanhar no chão durante as aulas, impaciente – e Harry, por lhe achar uma certa graça masculina.»

 

Dois irmãos, gémeos idênticos, enlutados e enfadados: «No Verão, viajavam com os pais: para Lisboa, onde conheceram Dinis Machado; para Bruxelas (…); para o Norte de Inglaterra, onde fumaram uma ganza nas traseiras de um pub, não muito longe da casa de W.G. Sebald, com cuja viúva os pais se encontraram. Depois, sem estação definida, começaram a viajar sozinhos.»

 

Três assassinos que atravessam fronteiras sem nunca deixarem de regressar a casa: «Da última vez que atravessaram a fronteira, ao chegarem à outra Lima, Bruno observou o céu carregado, considerando-o auspicioso, e ele e Luis concordaram; colheram dessa vez oito vidas, como se os favorecesse a fúria dos elementos.»

 

De uma maturidade literária verdadeiramente excecional, Cinerama Peruana desenvolve e articula estes três universos através de um tema comum: o do discípulo que ultrapassa o mestre.

 

Nas livrarias a 7 de junho.

Asbo 5 estrelas

«Em Lionel Asbo, o mais recente romance do britânico Martin Amis, o autor retoma o estilo excessivo e levado aos limites da caricatura selvagem ou do estilo pícaro que descarrila a alta velocidade. A acção desenvolve-se entre 2006 e 2013 e o personagem do título representa tudo aquilo que poderá suscitar pesadelos em qualquer mente urbana mais ou menos sã.»

 

Helena Vasconcelos, Ípsilon

 

Yoga e corrosão

«Em Nova Orleães não há apenas o jazz e o Mississipi, há sobretudo Donelly, um vizinho que tem cancro, pântanos e armas. No Camboja os templos são todos iguais, o calor é doentio, as viagens de barco são uma tortura. O pôr do sol em Angkor Wat é uma banalidade cheia de turistas. Paris não se atura sem se ter fumado erva. A Indonésia é tão encantadora que se torna aborrecida…

 

Chama-se Yoga para Pessoas que Não Estão para Fazer Yoga (Quetzal) e, ao contrário do que parece, não ensina nada sobre esta arte milenar, nem apela a um retorno das filosofias orientais. Está mais perto da ironia corrosiva de um Thomas Bernhard do que das teorias da felicidade do indiano Krishnamurti e é afinal…um livro de viagens que é também um conjunto de short-stories vividas ou imaginadas pelo escritor britânico Geoff Dyer […]»

 

Excerto de um artigo de Joana Emídio Marques no Diário de Notícias

 

Quetzal na 83ª Feira do Livro de Lisboa

 

 

 

Integrada no espaço do Grupo Porto Editora, a Quetzal terá uma forte presença na edição deste ano da Feira do Livro, com a participação de alguns dos seus mais emblemáticos autores em sessões de autógrafos e debates. José Luís Peixoto, J. Rentes de Carvalho, Maria do Rosário Pedreira, Eduardo Pitta e João Luís Barreto Guimarães participarão naquela que é a verdadeira festa do livro e que há décadas aproxima os autores dos seus leitores. O escritor angolano José Eduardo Agualusa, cujo primeiro romance editado pela Quetzal, A Vida no Céu, chega às livrarias a 7 de junho, também estará na Feira do Livro.

 

As Conversas Quetzal, que juntam J. Rentes de Carvalho e Eduardo Pitta, e José Eduardo Agualusa e Ferreira Fernandes, merecem destaque e marcam um dos pontos altos desta grande celebração dos livros e da leitura.

 

Sessões de Autógrafos:

 

1 de junho, 15h: J. Rentes de Carvalho

 

2 de junho, 15h: J. Rentes de Carvalho

 

8 de junho, 15h: Eduardo Pitta, José Eduardo Agualusa

 

9 de junho, 16h30: Maria do Rosário Pedreira

 

9 de junho, 17h: José Luís Peixoto

 

10 de junho, 15h: João Luís Barreto Guimarães

 

10 de junho, 17h: José Luís Peixoto

 

Conversas Quetzal:

 

1 de junho, 19h: J. Rentes de Carvalho e Eduardo Pitta: «Portugal Depois da Revolução»

 

8 de junho, 18h: José Eduardo Agualusa e Ferreira Fernandes: «Portugal e Angola – Memórias Recentes»

A importância do canudo

«Um dos seus feitos, li algures, dizia ser “ter sobrevivido sem canudo num país de doutores.” Não precisou de diploma para se encantar pela literatura. Como começa a sua relação com os livros e os autores?

 

Mas alguém algum dia se preocupou com a falta de canudo do Cesariny, da Sophia ou do Herberto Helder? A poesia tornou-se um feudo de académicos, isso nem é pecha nossa, lá fora também é assim, mas eu venho de outra geração. E em minha casa sempre houve muitos livros. Leio desde que me conheço.»

 

Eduardo Pitta em entrevista ao jornal i

 

Quetzal no regresso do LeV – Literatura em Viagem

Depois de um ano de interregno, o Literatura em Viagem, organizado pela Câmara Municipal de Matosinhos, está de volta para a sua 7ª edição. A Quetzal associa-se a este importante acontecimento que tem servido, ano após anos, para aproximar autores e leitores. J. Rentes de Carvalho e Eduardo Pitta, autores dos recém-lançados Mentiras e Diamantes e Um Rapaz a Arder, respetivamente, serão dois dos nomes fortes desta edição, que contará igualmente com as participações de Manuel Jorge Marmelo (a reedição de As Mulheres Deviam Vir com Livro de Instruções chega às livrarias a 24 de maio), João Luís Barreto Guimarães, cujo último livro, você está aqui, foi publicado em janeiro pela Quetzal, e Pedro Vieira, galardoado em 2012 com o Prémio Revelação do PEN Clube pelo seu romance de estreia, Última Paragem: Massamá.

 

O talento de Raul Brandão

«”A vida passada em bibliotecas permitiu-me manter, nestes últimos anos, um interesse contínuo pela obra dispersa de Raul Brandão e identificar uma apreciável quantidade e qualidade de novos textos velhos.” Assim construiu Vasco Rosa a sal metodologia de investigação. Vasculhar em jornais é, de resto, paixão antiga e já deu origem a muitos volumes, de Alexandre O’Neill a Miguel Esteves Cardoso. Este dedicado a Raul Brandão é a reedição, revista e aumentada, de dois tomos que lançou em 2006, na Ambar, com os títulos Lume sob Cinzas e Paisagem com Figuras. São textos praticamente desconhecidos no nosso tempo mas que explicam muito do sucesso que o escritor teve ao longo da sua vida (nasceu em 1867 e morreu em 1930). Se antes conhecíamos os comentários elogiosos sobre alguns textos que o autor de Húmus escreveu – como é o caso das reportagens sobre jovens delinquentes, sem-abrigo, presos ou hospiciados em Lisboa – agora podemos lê-los como se tivessem sido escritos hoje. Em suma: artigos que explicam e contextualizam as suas obras, os seus gostos, o seu pensamento e os seus afetos.»

 

Jornal de Letras

 

Auto-ajuda ou nem por isso

«O romancista inglês Geoff Dyer acaba de ver o seu primeiro título - «Yoga para Pessoas que Não estão para Fazer Yoga» - publicado pela Quetzal. E desengane-se quem achar que é sobre yoga (ou até mesmo de auto-ajuda). Constata-se, afinal, que é um livro de viagens. Aliás, muito mais do que um livro de viagens. Em entrevista ao Diário Digital, aquele que é considerado um dos mais originais críticos contemporâneos, revelou uma extravagante busca por experiências limite, com sagacidade e humor à mistura.

O título e a capa sugerem ser um livro de auto-ajuda, mas não é.
Foi uma brincadeira. Um amigo meu sugeriu-me este título há muito tempo. Ficou guardado e acabou por ser esquecido. Quando publiquei o livro há 10 anos («Yoga For People Who Can’t Be Bothered To Do It» foi publicado na Grã-Bretanha em 2003) lembrei-me dele. Já o meu amigo, que tem uma péssima memória, tinha-se esquecido. É perfeito. Vejo os ocidentais a viajarem para a Ásia em busca de uma espiritualidade instantânea, uma parvoíce.»

 

Entrevista de Geoff Dyer ao Diário Digital.

 

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