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Quetzal

Na companhia dos livros.

Pedro Vieira vence prémio PEN Clube Português com Última Paragem, Massamá

O livro Última Paragem, Massamá, de Pedro Vieira, publicado em fevereiro de 2011 pela Quetzal, foi anunciado como vencedor do Prémio PEN Clube Português, na categoria Primeira Obra. Os prémios PEN Clube Português distinguem, anualmente, as melhores obras publicadas no ano anterior, em língua portuguesa e em primeira edição.

 

 

Homenagem a Vasco Graça Moura: a vista desarmada, o tempo largo

«Vasco Graça Moura, nome marcante da literatura e da cultura portuguesa contemporânea – pode afirmar-se sem receio de desmentido – é autor de uma extensa e multímoda obra, repartida pela poesia – avessa à dissecação interior e a círculos concêntricos em que se precipite, que não os do “Inferno”, de Dante –, a ficção narrativa, desdobrada nos seus vários géneros, o teatro. Relevante é também a sua destacada actividade de tradutor de Shakespeare, Rilke, Dante, Petrarca, Villon, Racine.

 

(…)

 

No ano em que se celebram os seus 50 anos de vida literária, decidiu o Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra assinalar a efeméride com a marca forte da poesia, organizando a antologia ora publicada: a vista desarmada, o tempo largo – Poetas em homenagem a Vasco Graça Moura. O título, de ambiguidade não resguardada, como convém à textualidade poética, foi tomado de um poema do próprio.»

 

Organização: Maria do Céu Fialho e Teresa Carvalho 

 

Poetas que participam na homenagem: Manuel Alegre, Ana Luísa Amaral, Carlos André, Maria Andresen, Amadeu Baptista, João Luís Barreto Guimarães, José do Carmo Francisco, Luís Filipe Castro Mendes, Yvette Centeno, Levi Condinho, Hélia Correia, António Carlos Cortez, Gastão cruz, Fernando Guimarães, Ana Hatherly, Maria Teresa Horta, Nuno Júdice, José Jorge Letria, Ana Marques Gastão, Albano Martins, Maria do Rosário Pedreira, Fernando Pinto do Amaral, A. M. Pires Cabral, Luís Quintais, João Rasteiro, Jaime Rocha, António Salvado, Maria Alzira Seixo, Armando Silva Carvalho, Jorge Sousa Braga, Rita Taborda Duarte, José Carlos de Vasconcelos, José Manuel de Vasconcelos e Ruy Ventura.

 

nas livrarias a 2 de novembro

Crónicas de Rentes de Carvalho

“Entre a piada e a nostalgia, o escritor fala de refúgios de políticos e da curiosidade que despertam em portugueses e holandeses, de como prefere a contenção dos chineses no aplauso ao exteriorizar de emoções dos latinos, do acordar em Trás-os-Montes sem vidros duplos, da sua ignorância acerca dos belgas, da aversão à beira-mar, de como nunca acreditou que Portugal fosse um país próspero, ou de como chegou à Holanda na década de cinquenta pensando que seria apenas por duas semanas. Foram mais de cinco décadas. E são mais de cem as crónicas. Nem em todas consegue o mesmo brilhantismo, mas estão lá os condimentos que fizeram de Rentes de Carvalho uma das mais estimulantes descobertas literárias dos últimos anos em Portugal.”

 

Isabel Lucas, Público

 

A 19 de outubro nas livrarias

"A humanidade permanece irremediavelmente presa na Caverna de Platão, continuando a deleitar-se, como é seu velho hábito, com meras imagens da verdade. Mas ser-se educado por fotografias não é o mesmo que ser-se educado por outras imagens mais antigas e mais artesanais. Na realidade, a quantidade de imagens que nos rodeia e exige a nossa atenção é agora muito maior. O inventário teve o seu início em 1839 e desde então tudo, ou quase tudo, parece ter sido fotografado. Esta insaciabilidade do olhar fotográfico altera os termos da reclusão na caverna, o nosso mundo. Ao ensinar-nos um novo código visual, as fotografias transformam e ampliam as nossas noções do que vale a pena olhar e do que pode ser observado. São uma gramática e, mais importante ainda, uma ética da visão. Por fim, o resultado mais significativo da atividade fotográfica é dar-nos a sensação de que a nossa cabeça pode conter o mundo todo - como uma antologia de imagens."

 

 

Entre Trás-os-Montes e a Holanda

“Mesmo quando não se trata de um romance, registo em que o autor é magistral, o melhor de um livro de Rentes de Carvalho é tudo. A escrita elegante, a bagagem lexical digna de um Aquilino em trânsito pela cidade ou a semântica com sentidos que se estendem para lá do óbvio. E depois há a ironia, o humor refinado, o tom tão cosmopolita quanto telúrico, provável eco da constante divisão do autor entre Trás-os-Montes e a Holanda. Esse eco, de certo modo, faz de Rentes de Carvalho um António Variações das letras – com Braga em Estevais de Mogadouro e Nova Iorque em Amesterdão –, capaz dos parágrafos mais elaborados mas com a exuberância disfarçada de contenção, como quem se limita a estar à conversa numa mesa de café, esbanjando elegância e cultura em doses generosas e discretas.”

 

Sara Figueiredo Costa, Time Out

 

A lente de Isherwood

“Do ponto de vista literário, nada a apontar para a reviravolta de intenções. Norris tem estrutura para carregar o romance inteiro. E de que maneira. Aplausos para Isherwood não fosse ele a trazer mais tarde a sua inquietação acerca do modo como a crítica o recebeu, ao confessar que no romance não jogou limpo. Que se aproveitou de uma personagem para se esconder, camuflar uma identidade, quase a falseando. Mas essa é a consciência do autor com a qual o leitor consegue conviver muito bem. Não sendo a sua obra-prima – essa categoria estava reservada a Um Homem Singular (1964), livro com que a Quetzal iniciou a publicação da obra de Isherwood em Portugal em 2011 – Mister Norris Muda de Comboio é a prova de que Isherwood quase, quase chegou à clareza e ao incómodo da lente fotográfica.”

 

Isabel Lucas, Público

 

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