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Quetzal

Na companhia dos livros.

Sem falhas

"Ladrão de Cadáveres é um livro sobre o remorso e a usura da perda. Corumbá tem a espessura de uma personagem subliminar: é a cidade que dá sentido à história. Coincidências e guinadas narrativas são fruto desse peculiar microcosmo. Cabe dizer que a escrita de Patrícia tem uma sofisticação que sobreleva a estrutura do plot. [...] num ritmo martelado, sem falhas, Patrícia deixa a céu aberto os recessos da alma."

 

Eduardo Pitta, Sábado

Luz dourada

"Noutras mãos, Às Cegas seria um panfleto. Com a sua vasta erudição e uma escrita torrencial vibrando em harmónicas de modulação exemplar, Magris compõe uma epopeia homérica. Na leitura política como nos devaneios amorosos do narrador, são óbvias as alusões ao mito de Jasão e os argonautas. Raras vezes a luz dourada da literatura se manifestou com tal intensidade."

 

Eduardo Pitta, Sábado

 

 

Ladrão de Cadáveres na imprensa

"Paródia a The Body Snatcher (1884), de Robert Louis Stevenson, Ladrão de Cadáveres, de Patrícia Melo, é um policial maduro, cheio de óptimos aforismos sobre a morte e com grande força imagética."

 

Filipa Melo, Sol

 

"Da paisagem do Pantanal brasileiro espera-se uma luz brilhante. Ofuscante e calorosa, potenciadora de alegria. Em Ladrão de Cadáveres quando chegamos a Corumbá "chafurdamos no calor", mas a bondade da luz já lá não está. Dir-se-ia quase apagada. Pressentimos que Patrícia Melo usou este efeito para se sentir mais confortável, ela que carregava até aqui nos seus romances a sujidade das grandes urbes brasileiras: São Paulo e Rio de Janeiro."

 

Rui Lagartinho, Público

 

Antonio Tabucchi (1943-2012)

Antonio Tabucchi, um do maiores escritores italianos contemporâneos, morreu ontem em Lisboa, aos 68 anos. Em 1996, a Quetzal publicou um dos livros mais aclamados de Tabucchi, Afirma Pereira, que esteve na origem do filme homónimo com Marcello Mastroianni. Admirador confesso da obra de Fernando Pessoa e um dos seus grandes divulgadores, Tabucchi era, nas palavras de António Mega Ferreira, "o mais português dos escritores italianos", mas pode dizer-se com igual propriedade que era o mais italiano dos escritores portugueses.

 

Caminho Aberto

“Não planeei estes 20 anos, nem programei os próximos 20. A política não é uma carreira. A ação política é a forma que encontrei de viver uma cidadania responsável, de cumprir o dever de participar na sociedade em que vivemos. De ter a oportunidade de lutar por valores, concretizar ideias, conceber projetos e executá-los (…) no governo ou na oposição, como deputado, vereador, secretário de estado, ministro, eurodeputado e presidente de câmara. Este livro regista esse percurso. Não como livro de memórias, mas como testemunho de causas e combates, ideias e ações. Nesta medida é uma prestação de contas, que faço com gosto. Mas é ao mesmo tempo, mais que não seja para meu uso próprio, um registo de experiências sobre o método e o modo de fazer política. São pistas que julgo úteis no presente e para o futuro.”

 

Os textos – artigos de opinião, discursos, declarações de voto – reunidos neste livro abordam os temas que têm marcado o percurso cívico e político de António Costa, como a imigração, descentralização, reforma do sistema político, reforma do sistema judicial, desburocratização da sociedade, o desenvolvimento do estado de direito, a construção europeia, a segurança interna, a administração autárquica e a reabilitação urbana, entre outros.

 

 Artigo de Ana Sá Lopes no i

Pó e Sujidade

"No fundo, Thomas McGuane retrata um mundo feito de pó e sujidade que fazem parte do mundo que ele próprio conhece. Lembro-me de "The Bushwacked Piano", o seu velho livro do início da década de 70, um imenso livro que já delineava muito daquilo que sempre encontrámos na escrita do autor. Ele não está muito preocupado com os acontecimentos, mas sim com a envolvência e com o espírito das personagens."

 

Fernando Sobral, no Jornal de Negócios, sobre Por Um Fio, de Thomas McGuane

 

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