Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quetzal

Na companhia dos livros.

América Profunda

"McGuane é extremamente é hábil nas descrições da Natureza, dos amplos espaços e da promessa (frustrada) de transcendência, conseguindo um equilíbrio precário, mas eficaz, entre a extrema comicidade e uma certa crueldade dramática, entre um território cheio de possibilidades e a frustração de personagens sem horizontes na América profunda."

 

Helena Vasconcelos, Público

 

Uma estrela

"O problema das estrelas é este: chega-se a um ponto em que é difícil distinguir o hype dos verdadeiros méritos do escritor. O que Como Estamos Famintos demonstra é que apesar de o escritor nem sempre ter mão no seu próprio talento (o livro, aliás, começa com uma série de contos francamente menores), o talento está lá e vê-se bem. [...] E se é certo que por vezes temos a sensação de estar num curso de escrita criativa, a pungência e a eficácia de "Trepando até à janela, fingindo dançar" (comovente conto de amizade por um suicida) ou o já clássico "Pela montanha acima descendo devagar" não deixam dúvidas acerca dos méritos de Eggers. A estrela brilha e com razão."

 

João Miguel Tavares, Time Out

 

Encontro à Beira-Rio

"De resto, a forma como Isherwood retrata os homossexuais revela uma visão descomplexada, comum em meios cosmopolitas. No caso de Encontro à Beira-Rio, publicado em 1967, dois anos antes do início simbólico do movimento gay moderno (Nova Iorque, Junho de 1969), o escritor engendra uma leve dúvida (bi)sexual, insuficiente, no entanto, para repisar as tormentas das minorias sexuais daquela época."

 

Bruno Horta, Time Out

 

Por um Fio

"'Por Um Fio', cujo cenário é o adorado Montana deste autor, tem um forte lado picaresco, mas nunca desce ao nível da farsa. Mesmo os episódios mais abertamente cómicos, como a da lição de tango, são executados com bom gosto e bem nos limites do realismo. O que invariavelmente nos cativa, além da qualidade da imaginação e do cuidado nos pormenores, é a linguagem."

 

Luís M. Faria, Expresso

 

"Orgulho e Preconceito"

"Num panorama editorial pequeno como o nosso, é importante que os críticos escrevam. Primeiro, porque os críticos são normalmente leitores dedicados e atentos, como o é Helena Vasconcelos, mas também porque, ao contrário de muitos académicos, acabam por ler mais, com mais regularidade e diversidade, contribuindo para a discussão de certas temáticas ou autores no espaço público. Segundo, porque os críticos conseguem chegar a um público mais alargado através da linguagem que é mais acessível, mais aberta, ao contrário de muitos académicos que acabam a escrever para si mesmos e para os seus egos.

 

Por isso, com ensaios mais livres, bem documentados, fundamentados e bem escritos, os críticos - e, neste caso, Helena Vasconcelos com o seu livro "Humilhação e Glória" - conseguem problematizar questões que, por vezes, a academia acaba por tornar herméticas."

 

Raquel Ribeiro, Ípsilon

 

Nas livrarias a 17 de fevereiro

“Um thriller magnificamente construído, repleto de surpreendentes reviravoltas e com um desenlace perfeito.”

Elsa Drucaroff

 

“Uma história poderosa e negra, um thriller tragicómico que te congela o sorriso.”

Rosa Montero

 

 

Um coração desenhado com batom, atravessado por um “Gosto de ti” e assinado por alguém que se autodenomina “Tua” revela a Inés que o marido anda a enganá-la. O que se segue não é apenas um thriller vertiginoso e cativante, mas também um retrato implacável da vida familiar da classe média. Claudia Piñeiro capta com genialidade os tons das vozes não apenas da sociedade argentina, mas as das sociedades ocidentais. Neste caso, a de uma dona de casa disposta a tudo para conservar o casamento e as aparências.

A violência do mundo

"O livro, valha a verdade, não acaba - mas Franny evoluiu. Está agora preparada para ser magnânima para com a violência do mundo, para não ver o mundo como um ataque pessoal à sua existência, apta a criar pureza sem procurar denunciar a falsidade em todos.

 

Updike estava enganado: o amor de Salinger pelos Glass não é maior do que o de Deus nem é um defeito - Salinger revela os defeitos da sua criação tanto quanto Deus revela os da sua; simplesmente, Salinger criou-a melhor."

 

João Bonifácio, Ípsilon

 

 

 

Já nas livrarias

"É através de um vasto percurso literário que Helena Vasconcelos, também uma grande promotora da leitura, nos faz entrar por dentro de uma história particular da expressão das mulheres na literatura, na política, nas ciências, nas artes plásticas ou, tão somente, pela particularidade do seu corpo. Repleto de remissões, figuras, ligações, histórias e detalhes, Humilhação e Glória exalta o ensaio literário de autor, género infelizmente escasso em Portugal."

 

Filipa Melo, Sol

 

Os admiradores de Borges

Joana Emídio Marques, do Diário de Notícias, falou com vários admiradores portugueses da obra de Borges. Aqui ficam, com o devido agradecimento, as respetivas declarações:

 

"O que sempre me fascinou nas obras de Borges foi a forma como elas conseguiam mostrar que a literatura é um mundo paralelo perfeito. Nenhum outro escritor nos possibilita tão vertiginosas desciadas ao absurdo. Não sendo colecionador, a única coisa que coleciono são as primeiras edições de livros do Borges, o que demonstra bem a minha estima por ele."

António Mega Ferreira, escritor

 

"Descobri Borges ainda muito jovem, até porque ele foi uma leitura obrigatória para quase todos os escritores da minha geração. A minha formação em Filosofia também ajudou a potenciar o meu interesse pela sua literatura metaficcional. Lembro que o primeiro livro que li foi 'Ruínas Circulares'. Estranhamente, hoje acho esse conto muito datado."

Luísa Costa Gomes, ficcionista e dramaturga

 

"É o meu escritor. Sou um borgiano e, como tal, gosto de todas as obras dele. Ficção, poesia, ensaio, são facetas de uma imensa inteligência e sentido estético apurado. Todo o imaginário dele nasce da própria ideia de literatura. Ideia dentro da qual ele vivia. Considero que 'Ficções' é o mais perfeito dos livros. É um escritor que através do complexo consegue chegar ao essencial."

José Mário Silva, jornalista e poeta

 

"Borges foi leitura assídua de muitos da minha geração [...], como sequência natural dos surrealistas. De que o Borges, é claro, não é, mas de cujos deslocamentos conceptuais partilha. Borges aproxima-se também da tradição cabalista na forma como trabalha a partir das ressonâncias do alfabeto."

Helder Macedo, ensaísta e poeta

Quetzal nas Correntes d'Escritas

Humilhação e Glória, de Helena Vasconcelos, será o livro apresentado pela Quetzal no XIII Correntes d'Escritas, promovido pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, de 23 a 25 de fevereiro. O lançamento terá lugar às 12h30 do dia 25, sábado, na Casa da Juventude. No mesmo dia, às 16h00, Helena Vasconcelos participará na mesa «As ideias são fundos que nunca darão juros nas mãos do talento». Para além de Helena Vasconcelos, participam no programa, em mesas, o poeta João Luís Barreto Guimarães e o ficcionista Manuel Jorge Marmelo, autores recentemente publicados pela Quetzal (com Poesia Reunida de Barreto Guimarães e os romances de Manuel Jorge Marmelo, Uma Mentira Mil Vezes Repetida e a reedição de O Amor é Para os Parvos). Paulo Ferreira, autor de Onde a Vida se Perde, participará numa sessão na escola EB 2/3 Campo Aberto Beiriz, no dia 23 às 10h30.

 

Pág. 1/2