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Quetzal

Na companhia dos livros.

Passatempo Humilhação e Glória

Humilhação e Glória, de Helena Vasconcelos, chega às livrarias a 3 de fevereiro. Segundo a autora, este ensaio “refere a vida de algumas mulheres singulares, importantes, fascinantes e excitantes. Mas não é um livro sobre mulheres. Ou antes: não é um livro "só" sobre mulheres.”

 

Temos cinco exemplares autografados para oferecer aos leitores que aceitarem o desafio de dizer qual a figura pública feminina que mais os influenciou e porquê. As respostas devem ser enviadas para o e-mail quetzalblog@sapo.pt até 2 de fevereiro. As cinco melhores frases serão escolhidas pela autora e os selecionados receberão um exemplar autografado de Humilhação e Glória.

 

 

 

 

Encontro à Beira-Rio

No final dos anos 1930, após se ter instalado em Los Angeles, Christopher Isherwood desenvolveu o seu interesse pelas filosofias orientais. Dedicou-se à tradução de textos hindus e à investigação da vida de místicos indianos. Enquanto isto, gradualmente, aspetos dessa aproximação eram trabalhados na sua escrita ficcional – exemplo disso é Encontro à Beira-Rio, nas livrarias a 27 de janeiro, uma história de dois irmãos britânicos que, justamente, personificam os anseios espirituais e sexuais do próprio Isherwood.

 

 

 

Christopher Isherwood nasceu em Cheshire em 1904. Começou a escrever nos tempos da faculdade e a sua prolífica obra desenvolveu-se em vários géneros: romance, conto, relato de viagem e teatro. Mudou-se ainda jovem para Berlim, onde se sustentava ensinando inglês. Na Alemanha, assistiu de perto à ascensão de Hitler, e alguns dos seus romances refletem essa experiência - por exemplo Adeus a Berlim (publicado pela Quetzal em 2011). No fim dos anos 1930, viajou pela China com W.H. Auden, após o que se radicou nos EUA. Aí, nos anos 1960, durante uma fase crítica da relação com Don Bachardy – o homem com quem viveu mais de vinte anos –, Christopher Isherwood escreveu Um Homem Singular, com que a Quetzal iniciou a publicação das suas obras. A estes junta-se agora Encontro à Beira-Rio, um romance em que se destacam dois importantes temas da sua obra nesta fase: as filosofias orientais e a homossexualidade. Christopher Isherwood morreu em Janeiro de 1986.

 

Uma boa i-deia

"Dizer que Franny e Zooey é um livro para ler e reler parece uma daquelas frases feitas para imprimir nas badanas. Mas que raio, é mesmo verdade. Se fazemos quilómetros para rever amigos, se há jantares de turma e férias com antigos colegas de Erasmus, porque não perder umas horas de livro aberto a reencontrar as duas melhores pessoas que nunca conhecemos?"

 

Luís Leal Miranda, i

 

Borges

Na lista de maiores escritores do século XX, há vários nomes que são sempre citados: Proust, Joyce, Kafka. Jorge Luis Borges é um deles. A sua ascensão ao panteão literário foi lenta, mas com a entrega do prémio Formentor, em 1961, fixou-se aí definitivamente. Borges tornou-se uma lenda, um arquétipo do escritor erudito e de infinitos conhecimentos enciclopédicos, que inspirou Umberto Eco na criação de Jorge de Burgos, o monge cego de O Nome da Rosa. Bibliotecas, tigres, espelhos e labirintos: não é possível pensar em qualquer destes substantivos sem que o nome de Borges nos ocorra de imediato. São elementos de um universo único que gerou uma multidão de admiradores e imitadores, embora nenhum tivesse atingido o nível do mestre. Tal como os escritores referidos no início, Jorge Luis Borges não recebeu o prémio Nobel.

 

Poeta, contista e ensaísta, Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires, em 1899, e morreu em Genebra, em 1986.

 

A Quetzal dá início, a 3 de fevereiro, à publicação das obras de Jorge Luis Borges com a saída em simultâneo de dois livros: História da Eternidade e O Livro de Areia. O primeiro, que reúne ensaios, revela o Borges polímato, o escritor erudito. O segundo é um exemplo de mestria da narrativa curta, em que Borges revisita temas desenvolvidos anteriormente, como a ideia de um livro infinito.

 

Ir à bola com Eggers

"Sim, em Eggers a viagem (mesmo quando não óbvia ou clichê) é o simbolismo de uma procura qualquer. Pode ser na Costa Rica ou no Egito, na Escócia ou na Tanzânia, numa estrada da Califórnia ou no fundo de uma alma - e através de todos esses sítios, em toques delicados ou explosões de humor, ele mostra-nos como viver neste início de século pode ser coisa selvagem mesmo quando não parece. Imperdível, pois."

 

António Simões, A Bola, 17-01-2012

 

Como Estamos Famintos, de Dave Eggers, chega às livrarias a 27 de janeiro.

 

 

 

"O Fiel Amigo"

"O Sentido do Fim é um romance generoso para com o leitor e os personagens e, nisso, o temperamento do romancista inglês permanece sólido e anacrónico (ao contrário do seu ex-amigo Martin Amis, cuja rebeldia se foi revelando pura expressão de rivalidade, obsessão também tão contemporânea). O que se poderia perder com o resguardo emocional e autobiográfico do autor, ganha-se em distensão e segurança da prosa."

 

Filipa Melo sobre O Sentido do Fim, de Julian Barnes, na revista Ler

 

"Fazer-se à estrada"

"Rodrigo Lacerda (n. 1969), escritor e editor paulista, levou oito anos a apurar este romance. Desse apuramento terá surgido o despojamento final, concentrado no osso de cada movimento interno das personagens, almofadado pela memória de situações passadas. Outra Vida lê-se bem e muito rapidamente e não é só um retrato photomaton de um banal rompimento de projeto comum entre duas pessoas. (...) Lacerda dá espaço e dignidade a cada um dos dois pontos de vista. A humanidade do resultado tem traços de poesia."

 

Filipa Melo, Sol, 13-01-2012

 

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