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Quetzal

Na companhia dos livros.

2012

Jorge Luis Borges, Jennifer Egan, W. G. Sebald, Rodrigo Lacerda, Helena Vasconcelos, Roberto Bolaño, José Luís Peixoto, J. Rentes de Carvalho, Guillermo Cabrera Infante, Thomas McGuane, Patrícia Melo, Saul Bellow, Ali Smith, Paul Theroux, J. D. Salinger, Manuel Jorge Marmelo, V. S. Naipaul, Martin Amis e...

 

 

 

Um legado notável

"A análise de Vitorino Magalhães Godinho é de uma actualidade única. Lê-lo é uma forma de não só se aprender história como também de entender a sociedade como um todo, como uma colmeia onde todos acabam por interagir e ninguém está isento do que sucede noutras latitudes ou longitudes. (...) A análise que Maglhães Godinho nos legou não é melancólica. É clarividente, porque deixa pistas para perceber o futuro com base nos ensinamentos do passado. É um legado notável."

 

Fernando Sobral, Jornal de Negócios

 

Sobredose de testosterona

"Não é dífícil perceber por que razão "Pornopopeia" tem deixado atrás de si um rastro de elogios desbragados: a menos que não se tenha um pingo de humor e um resquício que seja de imoralidade, é impossível não apreciar o anti-herói deste épico e a suruba (ou, portuguesmente, orgia) de prazer que é o trabalho de linguagem do autor, o brasileiro Reinaldo Moraes. Isto é o óbvio e o que toda a gente, de São Paulo a Londres, tem realçado. Mas "Pornopopeia" é, felizmente, mais do que um festival de sacanagem com língua delirante."

 

João Bonifácio, Ípsilon

 

Em janeiro, Reinaldo Moraes estará em Lisboa e fará uma apresentação do livro na Fnac do Chiado.

 

Sobre Poesia Reunida

"Exemplar na arte da observação, o poeta recolhe acasos e gestos, pequenas epifanias, histórias breves, o trabalho da melancolia. Uma melancolia que ganha terreno na terceira fase, a dos últimos livros, muito atentos aos rituais quotidianos, aos estragos que a rotina provoca nos corpos e nos espaços domésticos, ao confronto com a ideia da morte e da perda. Por muito que J.L.B.G., médico de profissão, afirme que a poesia é uma "doença" que não se deseja a ninguém, a verdade é que ele só sabe escrever "de dentro da vida" e faz sempre da vida (e da escrita) uma celebração."

 

José Mário Silva, Expresso

 

 

Tudo Arrasado, Tudo Queimado

"No total são nove contos, passados ao papel numa escrita rápida, nos quais o humor espreita a cada frase e a elegância impera, mesmo se as personagens se encontram, maioritariamente, em maus lençóis. (...) O surreal, se não o surrealismo, ronda por aqui, os diálogos são ótimos, e o conhecimento dos homens demosntrado por Wells Tower na caracterização das personagens é irrepreensível."

 

Ana Cristina Leonardo, Expresso

 

Passatempo Uma Mentira Mil Vezes Repetida

Aqui fica o texto do vencedor do passatempo Uma Mentira Mil Vezes Repetida. Será este leitor, Nuno Casimiro, a apresentar logo à tarde, no Auditório Municipal Sophia de Mello Breyner, em Vila Nova de Gaia, o romance de Manuel Jorge Marmelo:

 

"Uma mentira mil vezes repetida é uma singular homenagem aos que sofrem do mal da leitura e aos que para isso contribuem escrevendo histórias. Por isso espreitam entre as suas páginas Vila Matas, Cortázar, Borges, Calvino, Pessoa e todos os outros, mas, ao contrário do que acontece com tantas obras sobre a desgraça de escrever-ler (não há uma sem outra), este romance ocupa-se de um tempo real e preciso, por muito que sejam ilusórias as geografias e inventados os nomes. O discurso sobre o logro é enfim um tratado sobre o real tão mal inventado em que nos movemos: a reflexão sobre o mal, a história, os transportes públicos e a sociedade é tão mais pertinente quanto todo o tom da narrativa parece ser o da incapacidade de levar algo até ao fim contando verdades ou, pelo menos, criando uma mentira coerente e completa.

Aqui, para lá de se manipular a matrioska da meta-literatura, expõe-se o logro em que vivemos e, talvez por essa razão, o pobre narrador vê-se desconcertado no momento de desarmar a trama, voltando a enlear-se, mas desta vez acompanhado.

E, para não escapar ao tom livresco, há ainda uma dose notável do autor e suas desgraças: nesta persistência em personagens que são de algum modo derrotados pela literatura, em tipos que não chegaram sequer a ser falhados, em gente que vive na mesquinhez a que nos condenaram. Isto é, o romance é também muito marmeliano na medida em que o próprio escritor é um tipo recluso numa cidade-país incrível mas perdida numa espiral demente de má gestão e má cidadania, com 20 livros publicados mas que, até este último romance, parecia não justificar recensão crítica em lado algum, arrumado para a beirinha de vários pratos e que, a cada duas por três, parece querer baixar publicamente os braços.

 

Ainda bem que não o fez e nos ofereceu um livro magistral."

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