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Quetzal

Na companhia dos livros.

Nas livrarias

O livro Poesia Reunida, de João Luís Barreto Guimarães, será apresentado no Porto, em Lisboa, em Coimbra e em Braga nas seguintes datas:

 

- 18/11, sexta-feira: Clube Literário do Porto, 21h30, por Vasco Graça Moura; leitura de poemas por Daniel Jonas

 

- 19/11, sábado: Livraria Bertrand Chiado, Lisboa, 18h30, por Pedro Mexia

 

- 20/11, domingo: Livraria Almedina Estádio, Coimbra, 16h00, por Luís Quintais

 

- 26/11, sábado: Livraria Capítulos Soltos, Braga, 18h30, Marta Peixoto

 

Elogio

A crónica de António-Pedro Vasconcelos, no Sol, é dedicada a José Rentes de Carvalho e é imperdível. Um elogio mais do que merecido a um dos grandes escritores portugueses:

 

"Volto ao princípio: nestes tempos em que o espectro da dissolução da Europa paira sobre nós, em que o desabar da cultura humanista - que, no meio de tantas páginas negras, sempre nos salvou -, parece iminente, ler homens como este que, aos 80 anos, nos consegue fazer olhar o seu mundo, feito de memórias e de imaginação, com essa terna condescendência, que é o sortilégio dos grandes escritores, é um bálsamo que nos faz pensar que só a ficção nos salva da barbárie."

Hoje é dia de Abraço

"A oitava presença de José Luís Peixoto no ciclo “Quintas de Leitura”, promovido pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento, intitula-se “Debaixo da roupa, estamos todos nus” e apresenta o novo livro do escritor, em duas noites repletas de surpresas, a 27 e 28 de Outubro, quinta e sexta-feira, às 22h00.

Uma das surpresas: José Luís Peixoto aproveita a sua presença neste ciclo para, na sessão de 27 de Outubro, fazer o lançamento nacional do seu novo livro “Abraço”, que será posto à venda no decorrer desta noite e no qual perpassam imagens de infância e memórias afectivas do autor. No dia 28 de Outubro o livro já estará à venda nas principais livrarias do país."
 
Toda a informação aqui.
 

O 11 de Setembro de Martin Amis

Texto de Mário Rufino, no Diário Digital:

 

"Amis exprime durante os 12 ensaios e recensões a sua posição sobre as religiões e o Islão/islamismo, em particular. A aversão a acções não baseadas na gnose e na racionalidade motivam-no a construir textos que o vinculam a uma opinião ousada e muito assertiva:

 

«O que eu sou é um islamismofóbico, ou melhor dizendo, um anti-islamista, porque fobia é um medo irracional, e não é irracional temer-se algo que diz que nos quer matar. O inimigo mais geral, evidentemente, é o extremismo» (pág. 10)"

 

"Um Booker 'vintage'"

"Barnes conduz Tony até à revelação dos seus erros, da sua cegueira, da dor que infligiu aos outros sem se aperceber. E fá-lo com tal mestria que o desenlace da história, quando chega, é tão surpreendente para o protagonista como para o leitor. Só por esta mestria narrativa, "The Sense of an Ending" seria sempre um grande livro. Mas a escrita de Barnes - com as suas frases perfeitas, por vezes a raiar o sublime - torna-o uma obra-prima."

 

José Mário Silva, Expresso, 22.10.2011

Ainda o Booker

João Luís Barreto Guimarães

João Luís Barreto Guimarães nasceu no Porto em Junho de 1967. Divide o seu tempo entre Leça da Palmeira e Venade. Publicou o primeiro livro de poemas Há Violinos na Tribo, em 1989, a que se seguiram Rua Trinta e Um de Fevereiro (1991), Este Lado para Cima (1994), Lugares Comuns (2000), 3 (poesia 1987-1994), em 2001, Rés-do-Chão (2003), Luz Última (2006) e A Parte pelo Todo (2009). Poesia Reunida aproxima os sete livros que constituem a sua obra editada até ao momento.

 

Poesia Reunida

O blogue do poeta João Luís Barreto Guimarães já consta da lista de links. Aconselhamos os leitores a visitar o blogue e, a partir de dia 28, a descobrir a Poesia Reunida. Fica aqui um poema:

 

chegar até onde a luz se põe sem querer
saber porque se põe ser do céu uma das
cores e/ou pertencer ao quente ar do
crepúsculo sentindo que nenhum outro

exacto momento se repete assim. depois:
deixar sair os olhos em contínuos voos
espirais como aves do mar a cair na espera

ondulante das águas acreditar nas leis
do pensamento como quem mais não pode que
aceitar porque o homem é breve ainda para
se conseguir compreender. eis que tudo

quanto é sonho se torna real tudo quanto é
temporal ocorre agora dissipando eventuais
porquês perante a real forma das coisas


in "Rua Trinta e Um de Fevereiro" (1991)

O livro que é Livro e, agora, Libro

Crítica no El País ao livro de José Luís Peixoto, Libro:

 

"Con estos ingredientes, Peixoto articula un interesante discurso sobre la identidad y la orfandad, y elabora en paralelo un maravilloso retrato psicológico del mundo rural portugués que protagoniza, realmente, la historia. Como si metiésemos en una coctelera ingredientes de Lobo Antunes, Saramago y algo de Vergílio Ferreira y Urbano Tavares Rodrigues, Peixoto parece mirarse en el espejo de su propia generación, construyendo un puzle narrativo que a nadie dejará indiferente, y que constituye, sin duda, un antes y un después en su propia trayectoria literaria."

 

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