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Quetzal

Na companhia dos livros.

Metade da Vida

"Quando o livro saiu, a imprensa especializada não lhe poupou elogios: destemido, lírico, ousado, sublime. (...)

A parcimónia realça as elocuções fortes (como se diz dos aforismos de Agustina), bem doseadas ao longo do livro, a que a tradução irrepreensível de Miguel de Castro Henriques faz jus."

 

Eduardo Pitta, na revista Sábado, sobre este livro magnífico:

 

Lolita

Um micro-conto que José Rentes de Carvalho escreveu para a página da Quetzal no facebook:

 

"Lolita, catorze se tanto. Lindo rosto, longas pernas, braço estendido a afastar de si o saco do lixo, atravessa a rua a caminho do contentor. Às duas. Tão pontual que se pode acertar o relógio. Sabe-o desde que para ali mudou e, pontual também, desce para a esplanada, dizendo à mulher que vai beber um café. Ela às vezes acompanha-o e já reparou na Lolita.
- Se aquilo é saia!
- Realmente. Mas hoje em dia!..."

Sexo, Drogas e Samba

"Mas esta odisseia - quase seiscentas páginas - regada de sexo, álcool e todo o género de estupefacientes é muito mais do que uma adaptação tropical da literatura beatnick. Porque Moraes constrói uma delirante digressão romanesca em que o abjecto, a comédia e a filosofia se aliam para construir uma história que nos fornece um retrato vívido do bas-fond paulista em toda a sua decadência."

 

A crítica de Sérgio Almeida, na Notícias Sábado e no blog Babel, a Pornopopeia, que mereceu 4 estrelas.

Quantidade mínima de blasfémia

"Quando Patti Smith solta “Jesus morreu pelos pecados de alguém mas não pelos meus”, a frase parece ter aquela quantidade mínima de blasfémia à qual boa parte dos artistas contemporâneos se candidata para se mostrarem emocionantes. A explicação é dada pela cantora na página 296 do seu “Just Kids”, vencedor do National Book Award e agora editado em Português pela Quetzal sob o título colado de “Apenas Miúdos”: “Cristo era um homem contra o qual valia a pena rebelarmo-nos, pois ele era a própria rebelião”. Apesar da provocação soar a tentativa de programa estético o que vamos encontrar no livro passa pouco por manifestos. É um relato inspirado de um encontro entre dois nomes importantes da cultura popular norte-americana recente. Patti Smith, rocker de poemas, e Robert Mapplethorpe, fotógrafo de vertigens carnais."

 

Tiago de Oliveira Cavaco

 

 

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