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Quetzal

Na companhia dos livros.

First he takes Leiria, then he takes Viana do Castelo

 

 

 

Afonso Cruz, o autor de A Boneca de Kokoschka e Enciclopédia da Estória Universal, estará hoje em Leiria, na Livraria Arquivo (às 18h30), com Paulo Kellerman e no Bar Alinhavar, a partir das 20h00, para um jantar e conversa à lareira (e também haverá livros disponíveis para quem ainda não os tiver.)

 

Amanhã, dia 18, Afonso estará em Viana do Castelo, onde depois de ter passado por uma das escolas do concelho, estará, à noite, a partir das 21h30, À conversa com os leitores que se dirijam à belíssima Biblioteca Municipal.

 

Última paragem, primeira leitura.

 

  «Pedro Vieira aborda vários temas e ataca sem problemas, e com ironia, alguns dos males dos nossos dias, como por exemplo a emigração, a religião, o ensino, a angústia humana, a identidade sexual, o racismo, etc. Apesar de os comentários do autor e a própria escrita afastarem por vezes o leitor da narrativa central, com mestria Pedro Viera recondu-lo ao eixo principal da obra, nunca descarrilando portanto do seu objectivo, que é mantê-los num trilho central, o do drama de Vanessa, num livro que começa como termina, ou seja, com o suicídio da protagonista.» Pedro Justino Alves, do Diário Digital já leu Última Paragem, Massamá, de Pedro Vieira: todo o texto pode ser lido aqui.

Leitores escolhem livro de Alberto Torres Blandina.

  

  

 

Coisas Que Nunca Aconteceriam em Tóquio, de Alberto Torres Blandina, é o vencedor do Prémio Europeu da Mediateca de Bussy Saint-George. Um prémio recente que permite aos leitores participarem activamente na escolha do seu romance europeu preferido, entre seis obras seleccionadas. Este ano, A Viagem do Elefante, de José Saramago era também finalista. A Quetzal lançou recentemente este romance. já disponível nas livrarias. E o autor, Alberto Torres Blandina, participará no XII Encontro Correntes D’Escritas, a convite da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, onde se fará a apresentação do livro e participará na 6ª mesa do encontro, “Espalho sobre a página a tinta do passado”, às 15 horas, do dia 25 de Fevereiro. O lançamento de Coisas que Nunca Aconteceriam em Tóquio terá lugar às 22h00 do dia 24, no Hotel Axis Vermar, na Póvoa de Varzim.

 

 

João Tordo sobre Raymond Carver

«O que pode dizer sobre a obra de Carver?
Foi dos primeiros escritores americanos que admirei e, em certa altura da adolescência, procurei imitá-lo, mimetizando o seu estilo. Os seus contos têm a ressonância de romances porque são, de certa maneira, romances em miniatura: o mundo ficcional de Carver é de tal maneira sólido que a sua obra pode ser lida (e filmada, como o fez Robert Altman em «Shortcuts») como um todo, em que cada conto é interdependente do próximo e do anterior. Não se trata, assim, de uma série de contos espalhados por vários livros, mas de um grande romance dividido em vários tomos e vários capítulos que, de muitas maneiras, reflectem o homem que Carver foi e os tempos que viveu.»

 

Da entrevista de João Tordo ao Diário Digital, a propósito da tradução de Catedral.  

Uma aldeia sitiada na Colômbia e no mundo.

«O mundo parece simples, mesmo que aterrador, quando se explica uma guerra apontando para as duas frentes que se opõem. Quando não há para onde apontar, mais do que uma guerra, temos um caos de metralhas que, por não saberem para onde disparar, disparam em todas as direcções. É esse o cenário da aldeia colombiana onde Ismael se mantém firme no propósito de indagar a velhice enquanto à sua volta tudo vai ruindo sem explicação.»

 

Sara Figueiredo Costa publicou no Cadeirão de Voltaire o texto que escreveu sobre Os Exércitos, de Evelio Rosero.

Literatura, memórias e realidade: Cairo, 1956.

No catálogo da Quetzal, um livro que nos devolve as memórias do verão de 1956 no Cairo - um outro marco na história recente do Egipto.

 

«A memória, longe de ser unívoca, é como esse Verão de 1956 que não se repetirá na vida de Hammad. Melhor ainda, a memória possui múltiplas pátrias e espaços. É por isso que vivemos, como se diz, entre dois fogos: a utopia da lembrança e a utopia do desejo. Sempre que recordamos, o desejo insinua-se e vem dar cor à nossa memória; e sempre que nos abandonamos ao desejo, a memória apodera-se dele-Uma memória do Egipto nos anos mais importantes da sua História recente: a nacionalização do Canal do Suez; a vitória egípcia sobre o ataque tripartido das forças britânicas, francesas e israelitas; e o sonho do nacionalismo árabe – a esperança de recuperar a antiga glória na criação de um estado moderno, modelado na liberdade e na justiça social. E, no centro de tudo, o Cairo: “a cidade infinita, cheia de gritos, risos, confissões – essa mulher cheia de orgulho, onde coabitam os vivos e os mortos, as palavras e os sonhos."»

 

De Como Um Verão Que Não Voltará, de Mohammed Berrada, tradução de Ana Cristina Leonardo.