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Quetzal

Na companhia dos livros.

Feira do Livro de Lisboa

 

Começa daqui a pouco e o stand da Quetzal está com certeza pronto, muito mais apresentável do que aparece nesta imagem captada há dois dias pelo Blogtailors. Estamos perto da Praça Amarela, na área ocupada pela Bertrand, com preciosidades do nosso catálogo e titulos mais recentes com desconto. Os nossos autores estarão por lá também, aqui fica a agenda para sessões de autógrafos, apresentações de livros e encontros com os leitores:

 

Domingo, 2 de Maio
16h00 - José Luís Peixoto
18h00 - Possidónio Cachapa
19h00 - Afonso Cruz

Quarta-feira, 5 de Maio
18h30 - Praça Amarela - Apresentação de Odes, de Píndaro,

 

com leituras de Pedro Paixão.

Sexta, 7 de Maio
18h00 - Afonso Cruz e Alexandre Borges
19h00 - Pedro Castro

Sábado, 8 de Maio
16h00 - Pedro Passos Coelho
17h00 - Eduardo Pitta
19h00 - João Pombeiro

Domingo, 9 de Maio
19h00 – João Pombeiro

Sábado, 15 de Maio
16h30 - António Manuel Venda (com o seu novíssimo livro, O Sorriso Enigmático do Javali)

e Alexandre Borges

Domingo, 16 de Maio
16h00 - Luis Naves

Mutarelli em Matosinhos

Quando Lourenço Mutarelli chegou a Matosinhos, depois de ter aterrado no Porto, entrou num café e pediu: «Um expresso e uma água». Como lhe trouxeram o jornal português, acrescentou: «E um café também». Ficou com o jornal e acabou por encontrar, no suplemento Actual, uma crítica ao livro que veio lançar a Portugal, assinada por Ana Cristina Leonardo:

 

 

Depois de ter falado com a Inês Bernardo do Sol, com a Mariana Pinto do Expresso online, falou também com a Catarina Homem Marques que publica na edição de hoje da Time Out Lisboa, uma entrevista com o Mutarelli. A fotografia é de José Rentes de Carvalho, que levou Mutarelli, Mónica Marques e a equipa da Quetzal ao sítio onde começou o mundo, Vila Nova de Gaia. Mas isso é matéria para outro post.

Dois prémios para Zeitoun

Dave Eggers foi o grande vencedor dos prémios do L.A. Times Book Prizes, anunciados no dia 23 de Abril, Dia Mundial do Livro. Além da distinção na categoria Current Interest (temas actuais), para o qual estava nomeado, com o seu recente Zeitoun, Eggers recebeu ainda o prémio de inovação. Segundo o júri, por ser um «visionário [foward thinker] que perfila uma nova geração de escritores e leitores da palavra escrita». Zeitoun, a história de um sobrevivente dos estragos causados pelo furacão Katrina, será publicado pela Quetzal em Junho e, de acordo, com o júri, «é uma história extraordinária da América no início do século XXI, combinando o rigor factual com a graciosidade da forma e a atenção aos detalhes que podemos encontrar no que de melhor se faz em ficção».

 

A quem pertence palavra "estúpidas"

«A grande utilidade do estilo indirecto livre é que, no nosso exemplo, uma palavra como "estúpidas" pertence, de uma certa maneira tanto ao autor como à personagem; não temos a certeza absoluta sobre quem é "dono" da palavra. Poderá a palavra "estúpidas" reflectir uma certa aspereza ou superioridade por parte do autor? Ou pertencerá a palavra totalmente à personagem - cedida pelo autor, num acesso de simpatia, ao sujeito lacrimejante.»

 

De A Mecânica da Ficção, de James Wood, traduzido por Rogério Casanova. Nas livrarias a 23 de Abril.

Tsunami de Prata

«Através de um protagonista, Keith Nearing, com quem partilha muitas idiossincrasias – a data de nascimento, a bibliofilia, a obsessão etimológica, os complexos com a baixa estatura –, Amis observa de perto os dilemas e traumas de uma geração inteira: a sua. A geração dos babyboomers, nascidos no pós-guerra e poupados ao sacrifício nos campos de batalha, filhos da Era Dourada do progresso económico, mas também vítimas do terror nuclear, esse «medo mortal» que feriu de vez a ideia do amor («Porquê amar alguém, se toda a gente podia desaparecer?»). Ou seja, a «Gente dos Anos Sessenta», agora transformada em gente de sessenta anos, o Tsunami de Prata, esse pesadelo das estatísticas etárias, homens e mulheres com dificuldade em envelhecer, e mais ainda em confrontarem-se com os resultados práticos da revolução sexual que tiveram o privilégio de protagonizar – essa «viúva grávida» que adiou ad aeternum o nascimento efectivo de uma nova ordem social.»

 

José Mário Silva publicou no Bibliotecário de Babel o texto sobre A Viúva Grávida, de Martin Amis, que saiu esta semana no Actual do Expresso.

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