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Quetzal

Na companhia dos livros.

A mais apaixonante experiência de um leitor.

 

 

E não é um leitor qualquer, mas Mario Vargas Llosa. A experiência de leitura que mais o apaixonou nos últimos anos foi o Somos o Esquecimento que Seremos, de Héctor Abad Faciolince. Aqui pode ler-se o artigo completo. Héctor Abad chega à Póvoa de Varzim, amanhã de manhã, para participar no Correntes D'Escritas, onde será apresentado o seu livro novo na Quetzal, Receitas de Amor para Mulheres Tristes

Mendoza, o detective de «Cadáver Precisa-se»

É um ser obscuro, perverso e traiçoeiro, a quem só interessa obter vantagens, livrar a pele e salvar-se, ainda que a salvação para ele passe exclusivamente pelo dinheiro. Apesar de se encontrar nos antípodas do que eu considero o ser humano ideal, os Ramon Mendoza existem. Estou convencido que os leitores portugueses encontrarão algum parentesco com um qualquer filho da puta que conhecem.

 

Milton Fornaro, uruguaio, autor de Cadáver Precisa-se, em entrevista ao Jornal de Letras, hoje, num dossiê de antecipação do Correntes D'Escritas.

 

Como se tornou escritor?

Na verdade, a pergunta mais adequada seria como me fiz homem. Lutei, vivi na rua, estive preso, trabalhei em dezenas de ofícios. Sei cozinhar, limpar, sou carpinteiro, ferreiro, condutor de camiões, consegui vender desde diários a apartamentos e cheguei a dirigir um bordel. Mas nada disso me fez homem. No segundo romance sobre Gabriel, La ley de la ferocidad, o segundo de uma trilogia, ele diz: o homem que vive não é o homem que escreve, mas começará a transformar-se nele quando acabar de escrever, devido ao facto de escrever. Eu sou o homem que escreve. Nesse romance, que me catapultou na Argentina e na América Latina, sobre o qual tanto fala a minha querida Laura Restrepo, cheguei à essência de Gabriel e através dele também à minha essência. Sempre fui o homem que escreve. Só que ainda não o sabia.   

 

Pablo Ramos, autor de A Origem da Tristeza, em entrevista ao Jornal de Letras, hoje. Pablo Ramos estará em Portugal para participar no XI Encontro Correntes D'Escritas, organizado pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

 

Quetzal no Correntes D'Escritas

Três portugueses, um uruguaio, um mexicano, um argentino e um colombiano – são sete os autores publicados pela Quetzal que estarão presentes no XI Correntes d’Escritas que decorre de 24 a 27 de Fevereiro, na Póvoa de Varzim, organizado pela Câmara Municipal: Luís Naves, Eduardo Pitta, Manuel Jorge Marmelo, Milton Fornaro, Gonzalo Celorio e Héctor Abad Faciolince.

 

Além das presença dos nossos autores nas mesas, escolas e lançamento de livros um dos pontos altos do programa deste que é o mais importante encontro literário do país será o lançamento nacional de O Terceiro Reich (do chileno Roberto Bolaño que chegou a ser convidado para as Correntes, antes da sua morte em 2003). À semelhança do que fizemos em Lisboa, em Setembro, o novo título de Bolaño inspirará uma festa, uma noite de dança com rock afinado pela literatura de Roberto Bolaño, pelo DJ irmaolucia, cliente habitual dos nossos livros.

A partir das 24h00 da noite de 25 de Fevereiro, o lançamento nacional da primeira tradução mundial de mais um inédito póstumo do autor de 2666. O livro fica disponível para venda em todo o país a partir de dia 26.

 

Mas não são só autores que levamos ao lugar onde fala sobre livros e literatura em português e castelhano. Com o apoio da Câmara Municipal e do Hotel Axis Vermar levamos um leitor seleccionado através de um passatempo no Twitter e Facebook a assistir ao Correntes D’Escrita. E para o caso de os participantes mais distraídos não darem pela nossa presença durante o Correntes, vamos ainda distribuir uma versão impressa da B:Mag, revista digital concebida e dirigida pelos Booktailors, desta vez numa edição especial exclusivamente dedicada à Quetzal e às Correntes D’Escritas.

 

Não estranhem a nossa ausência nos próximos dias, estaremos na Póvoa de Varzim.

O Terceiro Reich

 

 

Há uma espécie de detective literário, personagens peculiares e um sem-fim de referências literárias — que darão muito gozo ao leitor. A saber: Udo Berger, que sempre quis ser um grande escritor, mas que tem de se conformar em ser o campeão de “jogos de & estratégia guerra em Stuttgart”, decide ir ao Hotel del Mar, na Costa Brava catalã, com a sua nova namorada, Ingeborg (nome de uma das pesonagens de 2666). O objectivo é treinar-se para participar num novo jogo de estratégia, justamente Terceiro Reich, e preparar-se para ganhar um torneio internacional. Eles compartilham suas férias com um outro casal alemão, Charlie e Hanna, até que o primeiro destes desaparece misteriosamente depois de se cruzar com dois sinistros personagens que também levantam suspeitas nas autoridades locais: «O Lobo» e «O Cordeiro». Entretanto, Udo Berger é perseguido por um detective estranho e sombrio e, atormentado por essa perseguição sem sentido, acaba por entrar em delírio com a “paisagem surreal da Costa Brava”. Tudo isto acontece quando entra num jogo de vida ou morte com um personagem enigmático e de rosto desfigurado, El Quemado. Uma autêntica sinfonia de literatura, política, divertimento surreal, absurdo. Gozo puro.

 

 

O Terceiro Reich, de Roberto Bolaño | série américas. 352 páginas

Tradução de Cristina Rodriguez e Artur Guerra.


Nas livrarias a 26 de Fevereiro.

Mais longe do que este blogue

Mais de duzentos fãs da página Roberto Bolaño na Quetzal em menos de vinte e quatro horas é uma notícia que muito nos agrada. Mas também o facto de, com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e do Hotel Axis Vermar, levarmos um leitor - uma leitora, Sofia Martins - a assistir ao Correntes D'Escritas. Obrigada aos leitores que estão desse lado do ecrã.

Cuerpos Divinos e Corpos Divinos

«Las revoluciones son el final de un proceso de las ideas, no el principio, y es siempre un proceso cultural, nunca político. Cuando interviene la política -o mejor los políticos- no se produce una revolución, sino un golpe de Estado, y el proceso cultural se detiene para dar lugar a un programa político. La cultura entonces se convierte en una rama de la propaganda. Es decir, las ilusiones de la cultura, el sueño de la razón, se transforman en pesadilla.»

 

 

 

 

O El Pais levanta o véu de Cuerpos Divinos, memórias que Guillermo Cabrera Infante anotou sobre os últimos anos em Cuba, imediatamente antes do exílio, e que foram agora recolhidos pela sua mulher, Miriam Goméz, e ficarão disponíveis em Espanha durante esta semana (edição Galaxia Gutenberg / Círculo de Lectores). Por cá, ao Público, Francisco José Viegas anuncia que  Corpos Divinos, será publicado no próximo ano. Este ano, em Outubro, temos a reedição de Três Tristes Tigres, pela Quetzal.  

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