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Quetzal

Na companhia dos livros.

Os prémios de Thomas Bernhard chegam a Espanha

«A compra de um fato para se apresentar decentemente para receber o Grillparzer, a compra da sua casa na Alta Austria, a compra de um Triumph Herald, os seus desdéns e provocações habituais, as suas crises e doença, a sua relação com o campo e a cidade, os seus exageros e mentiras. Com Os Meus Prémios existe uma outra oportunidade para voltar ao fascinante mundo de Bernhard.»

 

 

 

 

Os Meus Prémios, deThomas Bernhard, foi agora publicado em Espanha, pela Alianza. O excerto é da recensão de José Andrés Rojo, no El País.

 

 

Eggers, Jonze, Sendak e as coisas selvagens

Maurice Sendak escreveu e ilustrou Where the Wild Things Are em 1963. Este ano Spinke Jonze decidiu adaptar ao cinema o que entretanto se tornou um clássico infantil (ainda não publicado em Portugal). O realizador convidou Dave Eggers a juntar-se a ele na escrita do guião. Eggers, além disso, escreveu um romance a partir da história de Maurice Sendak - a pedido do próprio Sendak. É esse romance que a Quetzal publica agora e que chegará às livrarias a 13 de Novembro. O filme, esse, chega às salas portuguesas no dia 26 de Novembro.

 



Nunca dê um charuto a um desconhecido

 

«Nunca dê um charuto a um desconhecido, este também é o meu lema. Há alguns anos eu era muito amigo de um lorde inglês, que certa noite veio jantar a minha casa. Depois do café e, talvez do conhaque, abri uma caixa de Montecristos que me fora oferecida por um amigo mexicano, um produtor de cinema, proprietário de terras no Yucatan. Era um ricaço das Caraíbas que sabia de charutos e, o que era mais importante, conhecia a minha paixão por bons charutos e, o que era mais importante, conhecia a minha paixão por bons charutos, sentimento tão veemente como a impaciência de Fortunato pelo amontilado. Embora nunca tenha declarado que um charuto, mesmo que se trate da minha vitola, é melhor do que uma mulher, como Kipling se casou com uma norte-americana porque não podia ter relações mais íntimas com o seu amigo americano, irmão dela. Parece que nunca conseguiu manter relações tão íntimas com o seu amigo americano, irmão dela. Mas essa é outra história.»

Aviso aos Leitores

A próxima sessão do Clube de Leitura das Américas, marcada para a próxima segunda-feira, foi adiada para 2 de Novembro, à mesma hora (19h). Recordamos que o livro em leitura é 2666, de Roberto Bolaño e que, idealmente, os participantes deverão ter lido até à sessão, as duas primeiras partes do livro.


 

Luís Naves

 

Luís Naves nasceu em 1961, em Lisboa. É jornalista do Diário de Notícias. Fez reportagens na Guiné-Bissau, Paquistão e Coreia do Norte, escrevendo habitualmente sobre temas europeus. Tem dois romances e uma novela publicados. Luís Naves é também autor de vários contos, crónicas e ficções publicados em revistas. Escreve blogues nos blogues Corta-fitas e As penas do flamingo.

 

Na Quetzal publicou Territórios de Caça.

Territórios de Caça

 

 

 

Territórios de Caça é a história de um encontro entre dois homens e do confronto entre o presente e o passado. O narrador chama-se Lajos Kormányos, um húngaro nascido em 1961, em Budapeste, cujo nome corresponde à tradução livre de Luís Naves. Não pense o leitor que Kormányos não existe ou que se trata de uma simples personagem – muito pleo contrário: tem uma biografia quase banal e vive numa linha paralela à própria vida do autor. Outra figura chama-se Farkas, o que em húngaro significa lobo, algo que o narrador nunca nos explica. A rua Gogol também existe e a cidade húngara desta história é factual, embora não saibamos o seu nome. A imprecisão da verdade é porventura um dos temas presentes neste livro; mas talvez o leitor encontre aqui o bem e o mal, a traição e o medo, o compromisso e a raiva, o acaso e o destino.

 

Luís Naves  | língua comum.

Fumo Sagrado

 

«Fumo Sagrado é mais do que um livro - são vários: é uma história do tabaco que começa com a sua descoberta, em 1942, por um marinheiro da tripulação de Cristóvão Colombo; é uma celebração do tabaco e do acto de fumar, essa prática bizarra; e uma rapsódia em que intervêm o cigarro e cachimbo. Mas é, sobretudo, uma crónica erudita da relação entre o charuto e cinema.»

 

Nesta espécie de breviário do fumo, em que também se evocam os grandes fumadores da História (como Winston Curchill ou Fidel Castro), do Cinema (como Groucho Marx ou Orson Welles) e da literatura (como Conan Doyle ou Italo Calvino), Cabrera Infante, ele próprio um consumidor apaixonado de «puros», é o guia e o narrador das extraordinárias histórias ligadas a um prazer que faz «sempre recordar um tempo que nunca existiu».

 

Fumo Sagrado, Guillermo Cabrera Infante | série américas

Tradução de Salvato Telles de Menezes

Da Hungria

Territórios de Caça é o mais recente romance de Luís Naves. Chega às livrarias no próximo dia 6 de Novembro. Entretanto, aqui fica a capa (já divulgada no Origem das Espécies).

 

 

Luís Naves é jornalista no Diário de Notícias e autor de dois romances e uma novela. Fez reportagens na Guiné-Bissau, Paquistão e Coreia do Norte, escrevendo habitualmente sobre temas europeus. Publica também nos blogues As penas do flamingo e Corta-fitas.

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