Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quetzal

Na companhia dos livros.

Leituras de verão

Aqui ficam as sugestões dos nossos amigos do Facebook e e seguidores do Twitter:

 

 

Perto da Felicidade, de Richard Yates

As Sereias do Mindelo, de Manuel Jorge Marmelo

A Ninfa Inconstante, Guillermo Cabrera Infante

Luna Clara&Apolo Onze, de Adriana Falcão

Contos Orientais, de Marguerite Yourcenar
Quando D. Quixote Morreu, de Andrés Trapiello

A Inocência do Padre Brown, G. K. Chesterton

Ofício Cantante, de Herberto Helder

Ainda Falta Muito?, de Carla Maia de Almeida e Alex Gozblau

The System of the World, de Neal Stephenson

The Ladies of Grace Adieu and Oher Stories, de Susanna Clarke

A Luz, de Stephen King    

Palomar, de Italo Calvino,

Jesusálem, de Mia Couto,

O Planalto e a Estepe, de Pepetela

Confesso que vivi, de Pablo Neruda

As Vinhas da Ira, de Steinbeck

Assim Falava Zaratustra, de Nietzsche

O Segredo da Mãe, de Graça Morais (ilustração) e Nuno Júdice (texto)
Elegia para um Americano, Siri Hustvedt

Air & Fire, de Rupert Thomson

O Caso das Mangas Explosivas, Mohammed Hanif

 

E ainda qualquer um do José Rodrigues Miguéis. Ou Cesário Verde.

 

Agradecemos a colaboração dos leitores que nos têm acompanhado no Twitter e no Facebook. Especialmente a Sílvia Alves, Ricardo Vercesi, Ana Luísa Silveira, Pedro Corrêa, Maria João Nogueira, Sofia Afonso, Mafalda Mimoso, Cristina Dionísio, Rui Azeredo, Maria João Martins, Kátia Pinheiro. A estes, e a todos, os outros, desejamos boas férias.



 



 


 




 

Soneto já antigo

Olha, Daisy: quando eu morrer tu hás-de

dizer aos meus amigos aí de Londres,

embora não o sintas, que tu escondes

a grande dor da minha morte. Irás de

 

Londres p’ra Iorque, onde nasceste (dizes...

que eu nada que tu digas acredito),

contar àquele pobre rapazito

que me deu tantas horas tão felizes,

 

Embora não o saibas, que morri...

mesmo ele, a quem eu tanto julguei amar,

nada se importará... Depois vai dar

 

a notícia a essa estranha Cecily

que acreditava que eu seria grande...

Raios partam a vida e quem lá ande!

 

À atenção do Senhor Palomar, porque contém um ponto de exclamação, um poema de Álvaro de Campos escolhido por Vasco Graça Moura para o livro 366 Poemas que Falam de Amor.

 


 

Compre aqui.

 

 

A propósito de sinais de pontuação...

... o ponto e vírgula, por Rogério Casanova:


Como tantas outras pessoas espalhadas por esse planeta fora, eu passo grande parte do meu tempo livre a fantasiar sobre o ponto e vírgula, e é sempre bom encontrar camaradas para o swing platónico. O ponto e vírgula é, com uma considerável vantagem sobre a concorrência, o meu sinal de pontuação favorito. Aliás, se fosse forçado a escolher entre o ponto e vírgula e os chocolates da Lindt, a decisão nem sequer seria problemática.

 

(E não é nada fácil de manusear, o ponto e vírgula; eu, por exemplo, nunca aprendi a fazê-lo; o que não me impede de continuar; a tentar.)

(...)

Nas concentremo-nos antes em quem o utiliza com brio. Como é sabido por todas as pessoas que já tiveram o prazer de me aturar com uns copos a mais, cada sinal de pontuação tem o seu campeão literário. A vírgula tem Henry James, o ponto de exclamação tem Philip Roth, as reticências têm Thomas Pynchon, o ponto final tem Pedro Lomba Hemingway, e por aí fora. 

 

De Pastoral Portuguesa, o texto «Uma semicolonoscopia ao Orlando».

 

Flores do Verão

Estás no meio das árvores dos

pássaros das

sombras no regresso da praia

as flores do verão também estampadas

na solidão da saia outras crescendo

naturais sendo umas o futuro e as da

natureza

o momento presente a estampa que

te envolve saindo

dos arbustos movidos pla leveza

imperceptível quase do espírito

ar

que virá um dia

transformar-te

como do rés da terra um vento baixo

subindo ao peitoril onde te inclinas

para as

flores do verão ainda

 

Um poema de Gastão Cruz escolhido por Vasco Graça Moura para o livro 366 Poemas que Falam de Amor.

 


 

 

 

Balas de Prata por Francisco José Viegas

 

Pura e simplesmente, vi o livro numa livraria, comprei-o e fiquei preso à sua história desde as primeiras páginas. Desde a primeira página, aliás: passado no México (naquele México dos filmes policiais, negros, obsessivos, onde os personagens transpiram, matam, amam, morrem e ferem duramente), cheio de fumo, de tequila, de guerras entre narcotraficantes e polícias honestos, Balas de Prata é um romance puro, ou seja, é uma história que dá gozo ler. Só depois de o ler corri a comprar os seus direitos para Portugal – porque acho que os bons livros devem fazer parte da nossa vida.

 

Primeira Guerra

«Enquanto fervoroso segundo-tenente de infantaria, recém-casado com a rapariga mais bela do baile do clube de oficiais, e com razoáveis certezas de que ela rezaria por ele, chegou a França, três dias depois de a Guerra ter acabado – e a sua desilusão foi tão intensa que outros oficiais tiveram de lhe dizer, de forma impaciente, que deixasse de ser tolo.»


Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

Pág. 1/5