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Quetzal

Na companhia dos livros.

Pôr Matosinhos no mapa

Na edição de ontem do El País, um encontro de vozes literárias: a conversa de Paul Theroux com Santiago Roncagliolo (o encontro deu-se em Matosinhos, onde ambos participavam no Literatura em Viagem), mereceu uma chamada na primeira página no periódico espanhol. O escritor norteamericano fala do legado português no Havai, o cavaquinho, e de como um viajante se torna cada vez mais invisível à medida que envelhece e do lado vantajoso que isso tem para quem escreve. 

A ilustrar a peça: uma fotografia de Daniel Mordzinski, de 1999.

As Meninas da Numídia

 

 

Num bordel de Casablanca, Rosa, Almíscar da noite, Yasmin, Pequena Amêndoa, Nectarina e as suas companheiras começam uma noite de trabalho. Muito jovens, de uma beleza que contrasta com a sordidez do local, esperam, sob o olhar dos proxenetas Spartacus e Zapata, que a madrugada lhes traga os melhores clientes, «os homens dos poços».À medida que a noite avança, assistiremos ao perigoso jogo do poder e da sobrevivência e aos ritos de passagem deste universo subterrâneo e claustrofóbico, que alguns tentarão por todos os meios abandonar. 

 

As Meninas da Numídia, de Mohamed Leftah | série mediterrâneo

Tradução de Jorge Pereirinha Pires

Deserto sem Saída

 

Dois personagens insólitos caminham, perdidos, no deserto. Não se sabe de onde vêm e dirigem-se para um destino improvável. Talvez sejam sobreviventes de uma guerra contemporânea, apenas libertados e já engolidos pela areia sem fim. Hagg-Bar (o amo) e Siklist (o criado) formam uma parelha burlesca que nos remete para as figuras do D. Quixote de Cervantes ou do tearo de Beckett. Neste deserto, bem como na prosa de Mohammed Dib, o Oriente e o Ocidente procuram, juntos, vestígios do seu passado ou futuro comum.

 

Deserto sem Saída, de Mohammed Dib | série mediterrâneo

Tradução de Catarina F. Almeida

 

O Velho Expresso da Patagónia

 

Tudo começou com uma viagem no metro de Boston, à hora de ponta, até South Station, de onde partiu no Lake Shore Limited para Chicago. O que se seguiu foi a longa descida do continente Americano, que culminou  com o percurso no velho expresso da Patagónia que o levou a uma terra desolada, de montanhas ressequidas e arbustos espinhosos.Mas esta foi também uma viagem literária, em que procurou (e encontrou) Jorge Luis Borges, a quem teve o  privilégio de ler trechos de Stevenson.

 

Boquitas Pintadas - Buenos Aires, 1934: Tango, Amor e Morte

 

Em Boquitas Pintadas, o romance mais famoso de Manuel Puig, que foi adaptado ao cinema por Leopoldo Torre Nilsson, entrelaçam-se de um modo indissolúvel paixão e crime. Imaginado como um folhetim, cada episódio é precedido por versos de canções populares, na sua maioria tangos de Alfredo LePera. A acção desta história de amor e traição desenrola-se numa povoação de província de Buenos Aires, entre 1934 e 1968. Como nas peças de teatro radiofónico da época, em Boquitas Pintadas fala-se insistentemente em coisas proibidas através da ocultação e simulação. 

 

Boquitas Pintadas - Buenos Aires, 1934: tango, amor e morte, de Manuel Puig

Três Lindas Cubanas

 

Três Lindas Cubanas é muito mais do que um romance, uma saga familiar, uma crónica de viagens ou um testemunho político. É a história das irmãs Blasco Milián, que a revolução separa e confronta; uma história de exílios e raízes; de fortuna e ruína; de amor e morte. É um relato de viagens feitas a Havana durante 30 anos, das turbulências políticas do país e, sobretudo, das transformações ideológicas por que passam os que a visitam. É também uma homenagem a muitos escritores cubanos que, institucionais ou marginalizados, enriqueceram as letras da ilha caribenha.

 

Três Lindas Cubanas, de Gonzalo Celorio | série américas

Tradução de Margarido Amado Acosta

A Ninfa Inconstante

 


Estela não tem dezasseis anos nem sequer um metro e sessenta. Nem tão pouco consegue entender  o discurso desse crítico de cinema que se apaixonou por ela e que tem uma mulher que já não fica acordada à espera dele. Mas esta não é outra dessas histórias de amor em que um intelectual maduro cai na armadilha da beleza de uma ingénua adolescente - Estela tem um plano que é tudo menos inocente. Em pano de fundo, os boleros de uma Havana ruidosa e sensual.  A Ninfa Inconstante mostra todas as facetas do estilo de Cabrera Infante: os jogos de palavras que tanto fascinavam esse infatigável explorador da linguagem, as suas referências cinematográficas e literárias, o gosto pelas expressões populares e o sentido de humor único que povoa as suas páginas.

 

A Ninfa Inconstante, de Guillermo Cabrera Infante | série américas

Tradução de Salvato Telles de Menezes

 

De Cuba a Casablanca em seis livros

Chegam hoje às livrarias.

 

Cuba, em dois livros:

um inédito póstumo, que é também uma primeira tradução mundial, um livro sobre Havana dos anos 60

e

uma saga familiar passada entre Cuba e o México, na primeira metade do século XX.

 

Uma história de tango, amor e morte.

 

Um livro que atravessa um continente, sobre carris, de comboio em comboio, até ao fim da linha, até ao fim do mundo.

 

Dois belíssimos livros da série mediterrâneo: uma fábula passada no deserto, por entre o diálogo e deambulações de dois personagens insólitos e um relato poético de uma noite num bordel de Casablanca.

 

 

 

 

 

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