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Quetzal

Na companhia dos livros.

Nuno, Nando e Tony

Tony Belloto é um dos convidados do próximo Nuno e Nando - o programa de Fernando Alvim e Nuno Markl na Antena 3 - amanhã, das 11h00 às 13h00. Fernando Alvim lê um excerto do livro e quase provoca um choque em cadeia. Tony fala de Bellinni, Malu e dos Xutos. Nuno Markl e Rita Curvelo - a outra convidada do programa - tentam falar sobre rádio e o marketing das artes. Nos intervalos, a música dos Titãs.

Pedro Mexia sobre Rogério Casanova

Umas páginas depois da entrevista que habilmente conduziu em tempo real sem poder olhar para o entrevistado, o crítico faz referência ao «existencialismo torturado dos sportiguistas», chama ao autor «espécie de inglês que vê tudo como um jogo», revela o seu truque favorito: «o cruzamento entre a cultura erudita e a popular». E atribui cinco estrelas em cinco à Pastoral Portuguesa. Tudo isto no Ípsilon de hoje, por enquanto ainda só disponível em papel.

Eduardo Pitta sobre Irvine Welsh

Filho de um estivador e de uma criada de café, Welsh, antigo dependente de drogas duras, conhece bem o "milieu" que escolheu para centrar a obra [Porno]. Tendo começado por trabalhar como electricista no departamento de habitação social da Câmara de Edimburgo, voltou a estudar, depois da morte do pai, obtendo um MBA na Herior-Watt University com uma tese sobre a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens. Perguntado pelo Daily Mail sobre as origens sociais, afirmou considerar-se "not so much middle-class as upper-class. I'm very much a gentleman of leisure. I write."

 

 

No Ípsilon de hoje Eduardo Pitta escreve sobre Porno, de Irvine Welsh.

«Uma mistura entre o intelectual e o lúdico»

Ao contrário da maioria dos anglófilos que conheço, eu sou uma nódoa em francês: não consigo ler mais do que o "L'Équipe", e mesmo assim com grandes dificuldades. Para a literatura francesa estou totalmente dependente do Pedro Tamen e tenho lacunas enormes no currículo por causa disso. Mas não tenho assim nada contra eles, genericamente. Aliás, uma vez estive em Françae achei tudo, como diria o Gonçalo Cadilhe, "muito bonito".

 

Rogério Casanova em entrevista a Pedro Mexia, no Ípsilon de hoje, a propósito da publicação de Pastoral Portuguesa, pela Quetzal - a primeira entrevista assumidamente via Messenger da imprensa portuguesa. A não perder.

Bellini na Fnac

No Diário Digital, uma pequena descrição do lançamento de Um Caso com o Demónio, de Tony Bellotto: «Bellini está de regresso a Portugal. Depois de Um Caso de Espíritos, um dos mais famosos detectives da actual literatura brasileira regressa com Um Caso com o Demónio. O investigador foi visto nesta terça-feira na FNAC do Chiado e esteve acompanhado pelo seu criador, Tony Bellotto, mas também por Malu Mader, mulher do escritor, Francisco José Viegas, director editorial da Quetzal, e Zé Pedro, amigo e músico dos Xutos & Pontapés»

 

E no Correio da Manhã: «O escritor brasileiro Tony Bellotto é mais conhecido como líder da banda de rock Titãs, mas ontem tinha mais escritores na sessão de apresentação do seu livro em Lisboa do que rockers.»

Uma noite com fogo (antes do livro)

Em 2003 e 2004, no Verão, grande parte da floresta da minha terra foi destruída pelo fogo. Tanto num ano como no outro as chamas andaram à solta pela serra de Monchique, e até bem para lá dos seus limites. Lembro-me de que na altura alguém me disse que eu poderia escrever sobre esses tempos terríveis. Logo pareceu-me que não, que era tudo ainda muito recente. Mas ao mesmo tempo senti que mais tarde talvez acabasse por fazê-lo. Foi já em 2008 que comecei a escrever, primeiro sem saber bem por que caminhos seguir, depois eu próprio a espantar-me com uma descoberta que fazia, a de que o romance estava a ser escrito dentro da minha cabeça desde uma noite terrível do Verão de 2004.

 

António Manuel Venda criou um blogue para o livro que acabamos de publicar, onde se pode ler este e outras notas.

 

Um pedaço de brontossauro

 Na sala de jantar da minha avó havia um aparador com portas de vidro e dentro desse aparador um pedaço de pele. Era apenas um bocadinho, mas espesse e coriáceo, com manchas de pêlo avermelhado e rijo. Estava preso por um alfinete enferrujado a um postal onde mal se distinguia qualquer coisa escrita a tinta preta, mas, nessa época, eu era demasiado miúdo para saber ler. 

- O que é aquilo?

- Um pedaço de brontossauro. 

 

Começar pelo princípio: os três primeiros parágrafos de Na Patagónia, de Bruce Chatwin. 

Remo Bellini

«O detective Remo Bellini (teve um rimão chamado Rómulo, que morreu duas semanas após o parto, e desde então isso ainda afecta Remo) trabalha para uma agência comandada pela melómana Dora Lobo (adora música clássica, e Bellini perde-se ouvindo "blues" e não tem paciência para Mozart, Vivaldi e quejandos). Remo Bellini é divorciado, incomoda-o ter começado a perder cabelo, tem uma amante fogosa, Cris, que é casada com um fazendeiro rico; é um romântico solitário, quase um anti-herói.»

 

José Riço Direitinho no Ípsilon, a propósito de Um Caso de Espíritos, o primeiro livro da série Bellini a foi publicado em Portugal com a chancela da Bertrand em Abril de 2008.

«Lacónico, elípstico e realista, Na Patagónia é um livro de viagens brilhante» The Observer

 

A remota Patagónia, uma terra «no fim do mundo», que Chatwin encontra numa visita de seis meses, é habitada por figuras errantes e exiladas, de gaúchos soltários a salteadores e foragidos, de mineiros abandonados aos índios da Terra do Fogo. fascinado por este sítio desde a infância, o autor atravessa toda a região, desde Buenos Aires e Rio Negro até Ushuaia, a cidade no extremo sul, captando o espírito da terra, da sua história e da sua solidão, e conferindo-lhe uma dimensão poética, mágica e intensa. 

 

Numa escrita prodigiosa, cheia de descrições maravilhosas e histórias intrigantes, Na Patagónia narra as viagens de Chatwin por um lugar remoto à procura de um estranho animal e os seus encontros com outras pessoas, cujas histórias fascinantes o vão atrasando no seu caminho paraum dos territórios mais fascinantes do mapa. 

Um Caso com o Demónio

 


  

Remo Bellini é um detective paulista - um solitário que ouve blues, bebe cerveja, gosta de comida italiana e às vezes tem pena de si próprio. É encarregue de procurar um manuscrito perdido de Dashiell Hammett, o que o leva a um Rio de Janeiro misterioso, cheio de figuras da alta sociedade, antiquários, jockeys e personagens que desaparecem ou mudam de identidade. Mas, enquanto percorre a capital carioca, não esquece um crime recente, cometido em São Paulo: uma jovem adolescente baleada num colégio de classe média. A imagem dessa jovem, perversa, inocente e quase pornográfica, leva-o a outra investigação onde encontra uma jornalista irrequieta e sensual , traficantes de droga, as estradas do interior do Brasil -

e o Demónio.

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