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Quetzal

Na companhia dos livros.

Língua comum.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Livros de autores portugueses publicados na série língua comum:

 

Crónica dos Bons Malandros, de Mário Zambujal

Pablo La Noche, de Marcello Mathias

O Mundo é Tudo o Que Acontece, de Pedro Paixão

Viver Todos os Dias Cansa, de Pedro Paixão

Morte no Retrovisor, de Vasco Graça Moura

Quatro Últimas Canções, de Vasco Graça Moura

O Que Diz Molero, de Dinis Machado

Reduto Quase Final seguido de Discurso de Gabriel García Márquez a Alfredo Marceneiro, de Dinis Machado

Transa Atlântica, de Mónica Marques

As Sereias do Mindelo, de Manuel Jorge Marmelo

Uma Noite com o Fogo, António Manuel Venda

Morreste-me, de José Luís Peixoto

 

 

Mohamed Leftah

 

Mohamed Leftah nasceu em 1946 em Marrocos, em Ceuta, e estudou em Casablanca. Em Maio de 1968 era engenheiro em Paris e, enquanto as pedras eram arrancadas da calçada, entregava-se à poesia e ao álcool Passada a celerbação, tornou-se informático, jornalista literário e escritor. Escreveu sempre em segredo, sem a preocupação de ser lido, até que em 2006 a editora francesa La Différence começou a publicar  o conjunto das suas obras - um tesouro a que finalmente temos acesso. Mohamed Leftah morreu no Cairo, em Junho de 2008.   

Mohammed Dib

 

Mohammmed Dib nasceu na Argélia em 1920. Estudou literatura e teve várias profissões antes de se dedicar exclusivamente à escrita: foi professor, contabilista, tecelão, designer de tapetes, intérprete e jornalista. Em 1959, depois da publicação do romance Un été africaine, Dib foi expulso do seu país e exilou-se em França, com a ajuda de Albert Camus e André Malraux. Dib, que  morreu em Paris em 2003, é unanimente considerado o maior romancista e poeta argelino do seu tempo. Entre os inúmeros prémios literários com que foi distinguido destaca-se o Grande Prémio da Francofonia da Academia Francesa, atribuído pela primeira vez a um escritor do Magrebe.

Gonzalo Celorio

 

 

Gonçalo Celorio nasceu no México em 1948. É romancista, ensaísta e professor universitário de literatura iberoamericana, desde 1974, tendo leccionado em diversas universidades mexicanas, latino-americanas e espanholas. É membro da Academia Mexicana de Lengua, e correspondente da Real Academia Española. Foi editor de várias publicações e director do Fondo de Cultura Economica. Publicou dezenas de livros que mereceram os maiores elogios da crítica e dos seus pares e foi galardoado com importantes prémios literários. A sua obra está traduzida para o inglês, o francês, o italiano e o português.  
 

Guillermo Cabrera Infante

 

Guillermo Cabrera Infante nasceu em Gibara, Cuba, em Abril de 1929, em Fevereiro 2005. A sua vocação literária manifestou-se muito cedo. Estudou jornalismo e, em 1954, começou a escrever crítica de cinema. Foi fundador e director do maganize literário Lunes de La Revolución, até ao seu encerramento em 1961. Em 1962 mudou-se para a Bélgica onde trabalhou como adido cultural. Regressou a Cuba em 1965 para o funeral da mãe, após o que renunciou à carreira diplomática, exilando-se definitivamente na Europa.Viveu em Londres a partir de 1966 com Miram Goméz, com quem casara em 1961 e que se tornaria a sua companheira inseparável. É autor de uma vasta obra que se desenvolve em muitos géneros: ensaios, crónicas, guiões e romances, de entre os quais o celebérrimo Três Tristes Tigres.

Hubert Haddad

 

Nascido em Tunes em 1947, de pai tunisino e de mãe de origem argelina, Hubert Abrahm Haddad nada esqueceu das suas origens judaico-berberes. Emigrou com a família para França nos anos 1950, passando o fim da infância e a adolescência nos subúrbios populares de Paris. Era ainda muito jovem quando fundou a revista literária Point d’être e começou a publicar os seus poemas. Autor de uma vasta obra poética, ensaística e ficcional - desde cedo ensombrada pelo conflito israelo-árabe - Huber Haddad envolve-nos com o seu mais recente romance, Palestina, de forma magnífica, no seu compromisso intelectual e literário.

Fernando Sobral

 

É jornalista do Jornal de Negócios e colaborador do Correio da Manhã e das revistas Sábado e Ler. Trabalhou em diversos órgãos de comunicação social, entre os quais o Semanário, O Independente, Se7e e Diário Económico. É autor dos livros Torre de Papel (crónicas), Na Pista de Dança e O Navio do Ópio (romances) e os Anos Sócrates; e co-autor de Barings, O Banqueiro de Portugal, Alfredo da Silva, a CUF e o Barreiro, George de Washington a Bush e GM: O sonho americano acabou?

Edgar Allan Poe

 

Edgar Allan Poe nasceu em Boston em 1809, filho de cómicos ambulantes, abandonado num orfanato, cedo foi adoptado por John Allan, um rico fazendeiro da Virginia. Depois de uma longa estada em Inglaterra, voltou aos Estados Unidos e frequentou durante algum tempo a universidade, logo abandonada por causa dos seus hábitos de jogo e álcool. Alistou-se no exército e frequentou o curso de cadetes em West Point, de onde acabou por ser expulso. Começou a publicar em 1827, não parando de o fazer até à sua morte em 1849. Morreu em Baltimore com 39 anos.

 

As Sereias do Mindelo

 

Depois de ter vivido uma depressão motivada por um desgosto de amor, um homem julga apaixonar-se, sucessivamente (à medida das suas viagens por Angola, Açores, Brasil ou Galiza), por várias mulheres que acabam por estar relacionadas com o Mindelo, a capital da ilha de S. Vincente, Cabo Verde. A sua busca leva-o a imaginá-las como sereias, e a lidar com Ana, Priscila, Mireille, Luciana ou Lucirene Patrícia como se fossem mulheres intocáveis, habitantes de um mundo sem perversidade, violência ou traição. Mas a realidade é totalmente diferente - as sereias do Mindelo são, afinal, puro pecado.

 

As Sereias do Mindelo, de Manuel Jorge Marmelo | série língua comum | 156 páginas

A Infância É Um Território Desconhecido

 

Ler bons livros implica sempre o desvendar de mistérios. Estes textos dão a conhecer o universo de grandes autores que escolheram crianças como heróis ou heroínas dos seus romances, revelando, através das suas personagens, as alegrias, traumas e anseios que associam à sua própria experiência e às características do tempo em que estão inseridos. Vitorianos como Charles Dickens, JM Barrie, Lewis Carroll e Louisa May Alcott encaram as crianças, preferencialmente, como «anjos» travessos, no rasto de Rousseau e Wordsworth, enquanto que, no século XX, Thomas Mann, Vladimir Nabokov e William Golding, associam os seus meninos e meninas a um «mal» inato e sempre prestes a ser revelado. Ian MacEwan e K. J. Rowling, nossos contemporâneos, exploram um vasto leque de possibilidades através dos múltiplos e complexos seres que povoam as suas obras. Todos perscrutam o território fértil da imaginação, da inocência (perversa e gloriosa), enquanto nos dão conta da ligação estreita entre a fantasia e a realidade, entre o vivido e o imaginado, entre o desejo e a consumação.

Irvine Welsh

 

Irvine Welsh nasceu na Escócia, em Edimburgo. Abandonou o liceu aos 16 anos e teve vários empregos, mas gostou tão pouco de trabalhar quanto de estudar. Rumou a Londres, nos anos 1970, onde conheceu a cena punk e voltou aos estudos. Mais tarde, de novo em Edimburgo, fez um MBA e começou a escrever. Um primeiro esboço – feito a partir de diários antigos – veio a dar origem ao seu romance de estreia, Trainspotting, publicado em 1993. Desde a adaptação deste ao cinema, em 1996, que Irvine Welsh se dedica inteiramente à escrita, tornando-se uma figura algo controversa no seio da crítica literária, estatuto agravado pelo sucesso comercial dos seus livros.

 

Ecstasy, publicado em Portugal pela Quetzal, foi o primeiro paperback a transitar directamente para o lugar cimeiro da lista dos best-sellers do Sunday Times. Em 2005 Irvine Welsh casou-se
pela segunda vez. Vive actualmente em Dublin e passa grandes períodos do Inverno em Miami Beach.



 

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